sábado, 21 de março de 2020

solidão ou solitude

                                    SOLIDÃO OU SOLITUDE



     O ser humano é um ser social e, portanto, não pode prescindir completamente da companhia das pessoas. O sentido da vida está nas relações que são estabelecidas com os outros, por isso, longos períodos de isolamento podem levar ao desenvolvimento de doenças mentais, como depressão e ansiedade. E neste período que estamos vivendo atualmente, que nos vemos em restrições,até para sairmos de nossa própria casa, vem causando nas pessoas uma mistura de revolta, desamparo, até como um castigo mesmo.
   E realmente, se formos pensar, até hoje é usado como castigo o isolamento, seja nos presidios, que são colocados em "solitárias" ou até em casa com as crianças, que as colocamos no "cantinho para pensar".
    A realidade é nós que a criamos. Realidade= fato x percepção , se acreditamos nisso vamos pensar que nós estamos optando por ficarmos em casa por um tempo, um isolamento voluntário , SOLITUDE , onde ela está associada à sentimentos positivos, a alegria de estar sozinho, uma forma de entrar em contato consigo mesmo, de fortalecer a autoconfiança e o amor próprio.
Em seu crescimento como individuo, o ser humano começa um processo de separação já no nascimento, a partir do qual continua a ter uma independência crescente até a idade adulta. Desta forma, sentir-se sozinho durante um período de solitude pode ser enriquecedora.
     Não vamos ver como solidão, pq para sentir solidão, o individuo passa por um estado de profunda separação. isto pode se manifestar em sentimentos de abandono, rejeição, depressão, insegurança, ansiedade, falta de esperança, inutilidade, insignificância e ressentimentos. Se tais sentimentos se prolongarem, podem se tornar debilitantes e bloquear a capacidade do individuo de ter um estilo de vida e relacionamentos saudáveis.A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia  ou querer realizar alguma atividade com outras pessoas, não é só porque se isola, mas porque seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme.
    As pessoas que temem em ficar sozinhas acreditam que são incapazes de se defenderem, se sentem inseguras o tempo todo, não acreditando na sua própria capacidade, Aprender a ficar sozinhos nos ajuda a crescer e amadurecer psicologicamente. Saber ficar só é perceber que, na realidade, sua melhor companhia é você mesmo. E o autoconhecimento mostra que você tem muitas possibilidade e que é capaz de viver sozinho.
     Com base em tudo isso, vamos pensar que estamos neste estado de SOLITUDE , um isolamento volutário, que é um momento para meditar, refletir sobre nossas vidas, nossas decisões, comportamentos. Um momento propício para despertar a espiritualidade, além de ser também uma ocasião interessante para o desenvolvimento da criatividade e da fluidez da imaginação.
     Vamos usar este momento a nosso favor.
      Tudo passa ..... mas vamos fazer com que passe da melhor maneira possivel.
     

domingo, 7 de abril de 2019

cutting ou automutilação

                                        CUTTING OU AUTOMUTILAÇÃO




      Ás vezes são cortes, outras vezes são queimaduras, e algumas vezes é o resultado de se coçar de forma contente e insistente com o fim de provocar uma ferida. São atos impulsivos e incontroláveis.
     Mas, porque alguém gostaria de se machucar intencionalmente?????
     É uma estratégia onde a dor serve como forma de extravasar, para aliviar as emoções negativas, a sensação de solidão, o vazio, o isolamento, para distrair a atenção de outros problemas, para diminuir os sentimentos de raiva, liberar a tensão ou controlar o pensamento acelerado(American Psychiatric Association) .                                                                                                                                                   Esta forma de autodestruição é uma adaptação ruim ao estresse ou aos desafios da vida, e é quase a mesma conduta de um viciado que procura consumir para "esquecer".
     Este comportamento, surge com maior incidência durante a adolescência, por ser um período de transição, e está associada a várias mudanças: psicológica, social, cognitiva e física.
     De uma forma geral  a pessoa que se automutila tem baixa autoestima. sente-se muitas, sozinho, angustiado, sem conseguir lidar com as situações que percepciona como geradora de stress(frustrações, desvalorização e rejeição).
      Dificuldade em exteriorizar as suas emoções e pensamentos, não verbalizando com ninguém, estes vão se acumulando e aumentando os níveis de angústia e frustração.
      Ao sentir a dor física, o nosso cérebro liberta neurotransmissores que "socorrem a dor", as endorfinas. Estas substãncias químicas, em excesso, podem causar dependência. como estes comportamentos não são controláveis pela pessoa, que sente, em simultâneo, necessidade de o praticar e vergonha/culpa, após o fazer. E com estes sentimentos , procura esconder o máximo, evitando a exibição de seu corpo, não indo a praia ou fazendo exercício fisicos, sempre de camisa de manga longa ou calça cumprida, mesmo diante de um imenso calor.
      Embora crescente na população adolescente, a automutilação também acontece com a população adulta. O advento das redes sociais e super exposição contribui negativamente para a expansão dessas condutas.
     Muitos acham que é para chamar atenção, que é uma fase, que isso vai passar , menosprezando este tipo de comportamento. sim, pode ser, mas junto existe uma dor real, um pedido de ajuda, que não está sabendo administrar. E pode passar? sim, mas pode evoluir, vai correr o risco?
     Por isso a importância de um acompanhamento psicológico.
     A Terapia cognitiva, por exemplo, é muito eficaz nestes casos. Porque irá fazer com que a pessoa entre em contato com seus pensamentos negativos, disfuncionais, as suas crenças limitantes, onde conseguira mudar sua percepção em relação a este comportamento disfuncional, mudando seus pensamentos e consequentemente seu comportamento. E como vive dentro de um sistema familiar, poderá ser necessário um terapia familiar, sendo levantado as problemáticas existentes e o confrontamento das mesmas, num lugar seguro com o profissional.
     Durante o tratamento, há a possibilidades de recaídas, daí a necessidade constante da pessoa evitar ser exposta a pensamentos de dor. Nem sempre uma recaída está relacionada com um problema grave, como a morte de um ente querido ou o divórcio dos pais, uma simples discussão pode desencadear níveis significativos de dor e sofrimento.
   

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Término de um relacionamento

                           TÉRMINO DE UM RELACIONAMENTO



     O fim de um relacionamento, não importa de qual tipo, é sempre um processo doloroso, mesmo que seja o melhor a ser feito no momento.
     Isso acontece por duas razões:

1) porque temos que mudar os hábitos que estavam ligados ao relacionamento, bem como lidar com a ausência , com a mudança e com novos hábitos e maneiras de viver;
2) além disso, este é um momento no qual as emoçoes e sentimentos ficam confusos e, em pouco tempo, passamos da raiva para a saudade, tristeza, ansiedade, medo e sensação de liberdade.

     Para superar o fim de um relacionamento, é importante sentir todas as etapas de um luto: a negação, a raiva, a tristeza, o vazio, a aceitação e a vontade de recomeçar.

     O fim de um relacionamento pode balançar sua autoestima e autoconfiança, e isso só dificultará seu recomeço. Preste atenção a seus pensamentos: estão muitos negativos em relação a você mesmo/a? a seu futuro? Não os negue, confronte-os, desafia-os. Sou isso mesmo? Sempre fui? Etc..
Com certeza achará vários outros pensamentos positivos em relação a você. Todas as pessoas têm forças e fraquezas, bem como talentos e limitações. Neste momento tem que buscar seu positivo.

      Seus medos irão aparecer. O término de um relacionamento dispara diversos medos relacionados ao temor da rejeição e do abandono, que surgem ainda quando estamos no ventre materno. Esses medos fazem parte de todo ser humano e algumas situações da vida funcionam como um gatilho e contribuem para que eles venham a tona e distorçam a realidade. O término de um relacionamento pode ser um desses gatilhos.

     Quais são seus seus pensamentos negativos neste momento? Quais os medos? Medo de ficar sozinho/a? De não ser bom/a o suficiente? De não encontrar ninguém?....
     O primeiro passo é identificá-los e depois procurar evidências para avaliar se estas probabilidades podem se tornar realidades mesmo. Quando fizer isso, descobrirá que as probabilidades são pequenas para isso acontecer, se não forem nulas. Perceba que muitos medos não são reais e que outros são bem menores do que você imagina.

     Outra emoção que precisa ter cuidado é a raiva. A raiva surge das decepções, frustrações das expectativas criadas por você a respeito da pessoa que criou, do futuro que criou junto com a pessoa. Sinta-a, não é negando que a superará, mas tbém não é se apegando a ela.

     Decida que você merece o melhor em sua vida, deixe a vontade de mudar, de vencer e ser feliz aparecer. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O que nos distancia do que a gente é????

Quando criança nos identificamos só com nossa face original, somos consciências puras, não há noção do Eu.

Ainda pequenos deixamos de lado a sabedoria nata e passamos a buscar um padrão, um jeito de nos encaixarmos. Os modelos que temos desta realidade estão sempre baseados em julgar-nos e comparar-nos com outras pessoas para sempre cabermos e sermos aceitos na família, na escola, no trabalho. Aí, não é muito difícil perder a rota de quem somos.
Aos poucos, pelos julgamentos e críticas, o amor vai sendo substituído pelo sentimento de separação, inadequação, medo de não agradar. Nos convencemos de que julgar equivale enxergar, mas na verdade é o oposto. "Você só passa a enxergar quando para de julgar".
Se vivermos em constante necessidade de reconhecimento cairemos numa dependência do outro, vivendo a vida deles e jogando fora a nossa própria vida. Por isso tem que ter coragem de ser como somos, independendo de como nos julgam e não ter medo de errar.
O pior que nesta mistura de autocríticas, de julgamentos, de não nos sentirmos bons o suficiente e de uma cultura que parece aceitar só o que está dentro dos padrões dualistas de certo e errado, fica cada vez mais difícil de reconhecermos quais são nossas verdades, nossas opiniões, nossos gostos.
Podemos fazer algumas perguntas a nós mesmos, quando estamos nos sentindo deprimidos, fragilizados ou desencaixados, tipo: - Quem estou sendo aqui? - Se eu estivesse sendo eu, o que eu escolheria? - Onde estaria e com quem? Estas perguntas te dão poder sobre si mesma, abrem espaço para consciência e criam possibilidade.

"O julgamento é só uma mentira que você comprou como verdade absoluta para deixar de ser quem você é."
Se não tem mais vítima, não tem mais algoz. E passamos atrair mais pessoas que não nos julgam tanto. É interessante perceber que no momento em que nos libertamos do desejo de agradar, também não encontramos mais o peso de querer ser agradados.                                                                            
Pensar diferente do outro, descobrir seu próprio caminho, e não apenas aquele que dizem para você que é o certo, é um grande exercício de autoconhecimento e uma forma de se libertar das críticas alheias. E assim , finalmente viver com mais plenitude.

'QUAL COISA EXTRAORDINARIAMENTE GRANDE VOCÊ IRÁ FAZER HOJE???


P.S: Concorda com o que leu no texto? Não? Se identificou em alguma parte? Deixe seu comentário... Sua dúvida... Terei o maior prazer em responder.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Você sabe detectar se tem raiva reprimida?

Se irrita facilmente? Em assuntos polêmicos você se sente revoltado? Inconformado?
Cuidado... Você pode estar reprimindo sua raiva de algumas situações ou pessoas e a dirigindo de forma errada.

Alguns assuntos, com certeza, despertam emoções dentro de nós. As vezes, as pessoas utilizam uma discussão qualquer como válvula de escape para raivas que estão reprimidas. Em princípio, a raiva é uma emoção positiva na medida em que nos permite resistir a circunstâncias que são frustantes ou ameaçadoras. É simplesmente uma reação de defesa ou ataque. Mas, tem pessoas que acreditam que desencadear um conflito, incitar uma discussão é a forma eficaz de atingir seus objetivos. Geralmente , são pessoas que tem uma raiva interna e nem sabe porque. 

Pode ter sido instalada na infância, quando se sentiu injustiçado, preterido, incompreendido, ou até o contrário, foi poupado de frustrações, não ouviu muitos "nãos", etc.. Com isso, não consegue tolerar e compreender as pessoas que pensam ou agem de forma diferente da sua, ficam irritadas e reclamam dos outros por não agirem da forma que elas "acreditam" que é a correta, não suportam o caos do mundo, porque, provavelmente experimentam o caos interior.

Isso demonstra uma certa insegurança emocional e a necessidade de se autoafirmar.

Estas pessoas, com raiva reprimida, quer sim a ordem, correção, mas consegue exatamente o contrário, com seus gritos e suas reivindicações. Só conseguem mais desordem, mais erros e menos soluções. Acabam se tornando vítimas de si próprio,, afastando as pessoas de seu convívio.

Devemos sim expressar nossa raiva, mas temos que aprender a traduzir mensagens negativas em sentimentos e necessidades. Mostrar aquilo que realmente desejamos, em vez daquilo que há de errado com os outros ou com nós mesmos, para enfim , criarmos um estado mental mais pacífico      .( que é o que nosso país mais precisa nesse momentos)

"APEGAR -SE Á RAIVA É COMO AGARRAR UM CARVÃO QUENTE COM A INTENÇÃO DE JOGÁ-LO EM ALGUÉM; É VOCÊ QUEM SE QUEIMA.'"(Buda)

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Nomofobia

Você sabe o que é nomofobia? Você tem nomofobia?


Antes de esclarecer o que é nomofobia, faça este teste simples e se avalie:

Dê uma nota de 1 a 7 para o quanto você concorda com as afirmações abaixo, sendo 1 para "discordo plenamente" e 7 para "concordo plenamente":

  1. Fico desconfortável quando não tenho acesso constante a informações por meio do meu celular ou computador.
  2. Fico irritado quando não posso procurar informações por meio do meu celular.
  3. Quando meu celular está ficando sem bateria entro em desespero.
  4. Quando fico sem sinal ou sem contato com a internet, fico verificando a cada instante se a rede já voltou ao normal até isso acontecer.
  5. Quando estou sem celular sempre penso que posso ficar preso em algum lugar e precisar dele.
  6. Quando estou em algum lugar onde é proibido o uso de celular fico ansioso para poder mexer nele.
  7. Quando estou sem celular fico ansioso e preocupado porque não posso me comunicar com meus amigos e familiares.
  8. Quando estou sem celular fico nervoso de não estar recebendo ligações e mensagens de texto.
  9. Quando estou sem celular eu me sinto estranho porque não sei o que fazer.
  10. Sem meu celular ficaria nervoso porque ficaria desconectado das minhas redes sociais.


Se deu mais de 4 afirmações, já é para tomar cuidado, está criando uma dependência de seu celular ou computador ou qualquer aparelho similar - ou está com NOMOFOBIA - é um termo recente, que tem origem nos diminutivos ingles NO-MO ou NO_MOBILE, que significa sem telemóvel. Daí a expressão NOMOFOBIA ou Fobia de ficar sem um aparelho de comunicação móvel.

Normalmente são pessoas que não estabelecem limites ao seu uso. Começam a mergulhar numa outra vida, uma de ilusão, irreal - a virtual - e deixando de viver uma vida real.

A NOMOFOBIA está geralmente relacionada com outros transtornos, como: fobia social, síndrome do pânico e transtorno obsessivo compulsivo.

E quando não estão com seus aparelhos os sintomas são semelhantes a abstinência de drogas ou álcool, como: angustia, vazio existencial, desespero, estresse, irritabilidade, náuseas, taquicardia dentre outras.

É uma fonte de prazer, mas não a única.

Baseada na avaliação retirada do artigo: computadores em comportamento humano - criado por Caglar Yildirim - da universidade estadual de Iowa. Texto baseado no artigo da revista Super Interessante e site de psicologia.


quarta-feira, 25 de julho de 2018

FIBROMIALGIA - Conflitos de desvalorização


Segundo dados da Associação Nacional contra a fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crônica, a fibromialgia é uma condição patológica que atinge entre 2% a 5% da população adulta, dos quais 90% do sexo feminino.

A fibromialgia não apresenta consenso na comunidade médica por não apresentar causas aparentemente plausíveis nem conhecidas. O doente de fibromialgia pode ser confundido com alguém que se queixa sem motivos aparentes. A gravidade depende da intensidade dos sintomas, que vão desde fadiga constante, sono não reparador, dor de cabeça, dores musculares e/ou distúrbios gastrointestinais.

A fibromialgia é considerada uma doença psicossomática. Isso quer dizer que os fatores psico afetivos são determinantes para o desencadeamento do adoecer. Fatores como herança genética e estado de vida também contam em qualquer tipo de adoecimento, é claro, mas a forma de lidar com as emoções, os traumas e os sentimentos de abandono, rejeição, culpas, medo e fragilidade se tornam centros em quadros psicossomáticos. Esses conflitos emocionais, pertencem a terceira etapa cerebral relacionada com a movimentação, comparação e rendimento, são os chamados conflitos de desvalorização.

FIBRO - fibras familiares, laços familiares, relações familiares. Faz-se referência aos tendões e fibras elásticas musculares, sugerindo uma problemática de rendimento no presente. "Já não consigo ir para todo o lado..."

MIO - faz referência ao músculo. A forma como eu me subjugo a todas as más relações. Está estreitamente relacionado com força ou potência, nesse caso, com a ausência das mesmas, isto é, a sensação de impotência. "Eu já não posso mais..."

ALGIA - Dor - A dor emocional que causam as referidas situações, que se refletem em dor física. A dor física é estritamente proporcional `a dor moral/psicológica.

As pessoas que sofrem de fibromialgia são por normas , bastante servente à família e aos outros. As suas necessidade existem em função das necessidades dos outros e a sua vida gira em torno da família e pessoas próximas, o que acaba por as anular pessoalmente. quando surgem dificuldades ou contrariedades com os seus, não se conseguem afirmar e subjugam-se totalmente aos seus entes queridos. são extremamente responsáveis. "Eu existo só para os outros" é a sua máxima de vida. ao longo do tempo, tendem a acumular dor e sofrimento por não assumirem o seu próprio caminho. Sempre que ambicionam a independência e a liberdade, são oprimidos por um forte sentimento de culpa que lhes diz que estão a trair o seu dever para com a família e/ou com o próximo.

A sua necessidade vital arcaica em assumir a sua individualidade, desejos e vontades, é oprimida pelas fibras familiares. Duas forças anímicas opostas criam um fenômeno psicossomático, chamado "dupla obrigação".

A força da expansão da vida contra a força das obrigações familiares.

O corpo encontra sempre soluções para conflitos interiores. Perante este conflito de movimentos, ele cria uma contrariedade de tal forma intensa que a melhor solução biológica que encontra é PARAR. Por esta razão, a fadiga, o cansaço mental e a exaustão são os sintomas mais incômodos na fibromialgia.

Quando a fibromialgia atinge um ponto de incapacidade física e motora, a dependência é revertida "Eu dependo só dos outros". O padrão inconsciente é evidente.

A fibromialgia obriga o doente a procurar compreender a forma como se relaciona com os familiares, tomando consciência das inúmeras obrigações nas quais se sentem aprisionados. ha uma parte que deseja ser amada, compreendida, aceita e apoiada pela família, mas existe uma outra que ambiciona ter liberdade de fazer o que lhes proporciona verdadeiro prazer. dependência emocional centrada na constante procura de reconhecimento e valor, paradoxalmente, os doentes com fibromialgia acabam por ser as pessoas que são mais criticadas, desvalorizadas e repreendidas pela família, porque não conseguem se colocar, mostrar seu valor.

Acreditam que não há como alterar essa situação que se encontra. Temem qualquer mudança e se conformam com a doença, pois mudar significa enfrentar e conhecer sentimentos, dúvidas e angústias e sonhos. recusam-se a estes confrontos e se sentem protegidos da vida pela dor, que justifica a paralisia.

Lembre-se: Nunca é tarde para agir e mudar o curso de nossa existência. Inicie uma nova trajetória, manifestando seu potencial, fortalecendo seu interior, aprimorando a capacidade realizadora e criando condições para se tornar uma pessoa realizada e feliz.

Para um tratamento eficaz, faz-se necessário uma bordagem multidisciplinar, com reumatologista, fisioterapeuta, psiquiátrico e psicoterapia. As atividades físicas, como caminhada, natação ou hidroginástica, são boas opções para a melhora. Alguns estudos mostram resultados positivos na prática da yoga entre os pacientes com fibromialgia. Posições suaves de yoga, técnicas de respiração e meditação apresentaram melhora significativa. O que se sabe com certeza, que o sedentarismo faz com que a musculatura se torna mais rígida e portanto ainda mais dolorida.