quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Aceitando-se sem queixas


Aceitação significa não reclamar e felicidade significa não reclamar daquilo que nada se pode fazer.

A queixa é o refúgio daqueles que precisam de autoconfiança; o fato de falar aos outros sobre coisas que o desagradam em você mesmo dá-lhe oportunidade de prolongar este desagrado, pois as pessoas não podem fazer praticamente nada a respeito, a não ser contradizê-lo e você não acreditará nelas.

Sempre que se perceber queixando para alguém, imediatamente faça as seguintes perguntas: porque eu estou contando isso? Qual é o meu objetivo? Quero algum tipo de ajuda? Se a resposta fôr: "Só quero me desabafar", "quer dizer", "me queixar", "me lamuriar", PARE! Queixar-se de si mesmo constitui uma atividade perfeitamente inutil, que o impede de viver plenamente. Estimula a autopiedade e paralisa seus esforços no sentido de dar e receber amor.

Para ser uma pessoa plena, tem que compreender porque adota comportamentos autodestrutivos. Todo comportamento é motivado e reforçado por algo, e quando tem uma compreensão errada do que está te levando para estes tipos de comportamentos e não ir atrás dos reais motivos, continuará repetindo as mesmas velhas atitudes.

Pode estar se perguntando agora: Já tenho consciência que tenho estes comportamentos, porque continuo com eles se não me agradam?
Talvez porque seja mais fácil adotar as opiniões alheias do que pensar com a própria cabeça; ou esteja preferindo não amar a si mesmo, tratando como uma pessoa sem importãncia (isto ainda no nivel inconsciente).

Alguns componentes que pode estar usando para manutenção de sua autodepreciação: (compensações neuróticas)
  • está sempre com algum tipo de desculpa para o fato de não conseguir um amor em sua vida - ou seja, simplesmente acredita que não merece ser amado
  • poderá estar evitando ter uma relação amorosa para não sofrer rejeição ou desaprovação;
  • poderá ter escolhido permanecer igual, como sempre foi, por não acreditar em seu poder de crescimento, "você não vale nada";
  • disporá de muitos bodes expiatórios convenientes, sobre os quais lança  a culpa por seu próprio infortúnio, assim pode se lamentar e não fica obrigado a tomar qualquer iniciativa para melhorar a situação;
  • poderá ter uma série de mini depressões evitando comportamentos que poderia contribuir para torná-los diferentes, pois se auto apiedando lhe servirá de escape;
  • regredir, sendo uma criança boazinha, obediente, para agradar os "adultos", sendo mais seguro do que correr riscos.
  • poderá reforçar seus comportamentos de dependência em relação aos outros.
É muito mais fácil, ou melhor, menos arriscado, depreciar-se do que tentar erguer-se. Mas lembre-se: A única constatação de vida está no crescimento e recusar-se a crescer e tornar-se uma pessoa que se ama significa escolher algo semelhante à morte.
Faça que sua mente trabalhe a seu favor e não contra você. A prática do amor por si mesmo tem inicio em sua mente, não deixando que um pensamento autodepreciativo aumente de proporção. Se for capaz de se pegar em flagrante, você poderá começar a combater o pensamento que gera o comportamento.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Auto-imagem - Como você se vê


Que imagem você tem de você?

Você tem muitas auto-imagens que variam continuamente.

Outra pergunta: Você gosta de si mesmo?

Talvez respondeu com um sonoro "Não" - Por que? Porque iria reunir todos os conceitos negativos que tem de si, englobou todos e se resumiu neste"Não".

Você nunca é uma coisa só, ou positivo ou negativo; ou bom ou ruim; ou feio ou bonito... Você tem sentimentos sobre si mesmo do ponto de vista físico, intelectual, social e emocional; tem opinião sobre sua aptidão para música, esporte, artes, escrita, etc... Seus auto-retratos são tão numerosos quanto suas atividades e em todos estes comportamentos está sempre "VOCÊ". A pessoa que você aceita ou rejeita. Talvez, em determinada ocasião, seu próprio comportamento lhe desagrade, mas isso nada tem a ver com sua valorização. É você quem determina seu próprio valor e não tem que dar explicações a ninguém.

Tudo começa pelo físico. Como vê seu corpo? Tem algo que te desagrade? Se examine detalhadamente, elabore uma longa lista de cada parte de seu corpo que te agrada e te desagrada, quais podem ser melhorados, modificados, permanecidos, avalie tudo atentamente, se percebeu que tenha alguma parte que acredita que possa se modificada, faça dessa modificação uma de suas metas ( cor dos cabelos, um sobrepeso, etc.); e pode ser que tenha algo que te desagrade mas que não possa ser modificado (pernas muito longas; estatura muito baixa, etc) tem que ser encarados de maneira diferente. Você não é a sua perna ou a sua estatura, você é um conjunto, uma soma, e além do mais, não se pode esquecer que padrão de beleza é ditado pela a sociedade em que vive e que está sujeita a mudanças constantemente. Não deixe que os outros decidam o que você considera atraente. Disponha-se a gostar de seu eu físico, declare-o precioso e atraente para você e assim rejeitará as comparações e opiniões alheias.

Pode se fazer o mesmo tipo de escolha em relação a todas as auto-imagens. Se sua auto-imagem reflete uma pessoa não muito inteligente, você em algum momento de sua vida gravou esta imagem, assimilou esta idéia e está se comparando com os outros baseados em algumas variáveis. Talvez não tenha tanta facilidade em matemática ou na escrita, em trabalhos manuais ou não articule bem as palavras. Se não tem facilidade, só quer dizer que terá que se dedicar mais tempo na prática de qualquer destas tarefas, e sem dúvida nenhuma conseguir melhor desempenho nas mesmas.
O importante a assinalar é que a inteligência não é algo herdado ou um dom conferido a você: você é tão inteligente quanto quer ser, consequentemente se esta se considerando, "burro", "lento" "com problemas mentais", não passa de autodesprezo, que só pode gerar conseuquências prejudiciais para sua vida.

O não gostar de si mesmo pode assumir muitas formas. Talvez você se dedique a certos tipos de comportamentos autodepreciativos, como:
  • rejeita cumprimentos ("você é muito inteligente...", " que nada, tenho sorte..")
  • desculpar-se por sua boa aparência ("esta roupa me veste bem.. me emagrece...me alonga...")
  • dar créditos aos outros quando cabe a você ("graças ao João, sem ele não seria nada..")
  • referir-se a outra quando emite opiniões ( "meu namorado diz....")
  • submeter suas opiniões aos outros ("Não é querido?....")
  • recusar pedir algo que deseja, não porque não pode pagar (embora talvez alegue esta razão), mas porque acha que não merece.
  • preferir comprar algo para outra pessoa e não para você, que também precisa.
  • usa apelidos depreciativos para si mesma e deixa que os outros façam o mesmo: idiota, gorda, lesma (lento), magrela, burro, etc, etc....

Cada vez que você dedica à autodepreciação, está reforçando o velhoi bicho papão que os outros puseram atrás de você e limitando suas próprias oportunidades de desfrutar qualquer espécie de amor na vida, seja amor por si mesmo ou por outra pessoa. É claro que você é valioso demais para sair por ai se depreciando.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Autoestima, você em primeiro lugar. Como conseguir?

autoestimaSempre se ouve dizer que precisamos nos amar. Mas não deveria ser a coisa mais fácil de se conseguir? Afinal nós nos carregamos para todo lugar que vamos. É.. muitos já devem ter percebido que não é fácil assim. Primeiro, que em nossa sociedade nos ensinam desde de pequeno que é errado amar a si mesmo, que primeiro temos que pensar nos outros, senão somos taxados de egoístas e orgulhosos. Na igreja falam: "Ama seu próximo", até ai, tudo certo, mas ninguém parece lembrar que é necessário amar a si mesmo antes de tudo, se quiser alcançar a felicidade no momento presente.
Ensinam-nos que temos que pensar primeiro nos outro; "o que os outros irão pensar?" Aprendemos a ter boas maneiras, sermos educados, passando a mensagem: "os adultos são importantes, crianças não. Não quer dizer que não se deve ensinar a criança a ter educação, mas em vez disso deveríamos ensiná-las a respeitar as pessoas, ensinar desde pequenos que todos são importantes. Que ela vai dividir o seu brinquedo com os coleguinhas porque tenho muitos, porque quer a companhia deles, porque podemos construir uma brincadeira e todos se divertirem, não porque é feio não compartilhar, porque ela ruim, porque os outros adultos estarão vendo como seus pais não sabem educar uma criança. Os sinais são sutis e não pretendem ser maldosos, mas o fato é que mantém a pessoa na linha.

O interessante que quando você se ama, consegue permitir que aqueles que você ama façam suas próprias escolhas, sem insistir para que o satisfaçam. Uma vez reconhecendo suas qualidades, você não precisará que os outros reforcem seu valor, adaptando o comportamento às suas diretrizes. Se você é seguro de si, não quer e nem precisa que os outros sejam iguais a você. Você aprende a amar a si mesmo e de repente se vê capaz de amar aos outros, de dar, de fazer algo pelos outros, fazendo primeiro por si. O que você faz não visa agradecimentos, você o faz pelo genuíno prazer que sente ao ajudar ou amar alguém. Muitos confundem isto. "Se faço algo para o outro é porque quero algo em troca". Não é bem assim. Você pode fazer pelo prazer do ato, e se ganhar algo em troca, isto reforça seu comportamento e haverá uma troca espontânea.

Um lembrete: jamais confunda se próprio valor (que é um dado) com seu comportamento ou com o comportamento do outro em relação a você. Não é fácil também distinguir, pois as mensagens que recebemos, muitas vezes são opressivas. Por exemplo, você ouvia sua mãe dizer que você era "um menino mau" em vez de: "você se comporta mal"; “mamãe não gosta de você quando se comporta assim"; em lugar de: "mamãe não gosta da maneira de você se comportar". Consequentemente, as conclusões que você tenha tirado a partir destas mensagens são: "Ela não gosta de mim. Eu devo ser ruim, um lixo".

Embora seja verdade que as primeiras autoimagens sejam aprendidas a partir das opiniões dos adultos, não é certo que se deva carregá-las para sempre. Agora você é que é o adulto, está tendo consciência do que aprendeu na infância, que é o primeiro passo para qualquer transformação, então está mais que na hora de eliminar estas cicatrizes. Como? Simples, mas não tão fácil. Estando atendo a você, se percebendo, "vigiando", identificando o que passa na sua cabeça, seus pensamentos, mantendo um diálogo com você para entender o que está te levando a ter este sentimento de menos valia, autoanulação, autorejeição. Quando você entender o que acontece lá dentro de você, percebe as mensagens, as crenças gravadas, consegue falar não para estas que te prejudicam e consegue colocar outras mais saudáveis no lugar, encontrando seu equilíbrio, sua harmonia interna com o externo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Nossas Escolhas


Muitas vezes nos perguntamos se fizemos nossas escolhas certas, mas pergunto: Será que existe escolha certa?

Quando perguntamos isso, é porque queremos ter CERTEZA. Desculpe informar, não temos certeza de nada, ou melhor, temos: "Que iremos morrer."
Temos que olhar a certeza sobre outro ângulo, perceber que o que escolhemos agora, neste momento, é o que queremos, que pesamos os prós e contras. Daqui um minuto podemos nos arrepender e mudarmos de opinião. Ótimo podermos fazer isso. Quer dizer que somos flexíveis, que "dançamos conforme a música", que somos abertos a mudanças, e mostramos que somos humildes o bastante para voltarmos atrás nas nossas decisões.
Quem nunca "escolheu" aceitar um emprego que não gosta, mas que a grana era boa? Toda escolha tem que ser consciente e tem que ser a "sua" escolha, não a do marido/esposa, mãe, filho ou melhor amigo. E já que optou por este "emprego", tem que dar o seu melhor, criar o clima mais agradável possível, focar nas coisas boas que estão te oferecendo (porque sempre tem, quando nos permitirmos ver), que não seja mais só pelo dinheiro. Conseguirá descobrir novos amigos, ter mais conhecimentos, experiências, se abrindo para o novo e para o melhor que esta situação está te oferecendo.
Quantas pessoas que conheço reclamam das coisas que elas mesma escolherem. É incoerente. Tá bom que o emprego é chato, não é isso que eu queria, mas é este que eu tenho e escolhi para o momento. “Ainda bem que o tenho”. Seja grato e vá atrás daquele de seus sonhos. Abra leques de alternativas. Este lembrete serve para todos os tipos de situações, não só de emprego, mas em um relacionamento amoroso, com seu filhos, sua condição financeira, ou até com a politica do País. Pare de reclamar e AJA. Faça algo para que as mudanças possam acontecer. Procurem soluções.

"Às vezes as soluções que encontramos não é a que eu queria, mas é a melhor para o momento." A vida sempre nos direciona para o que precisamos e nem sempre é o que queremos no momento, mas não duvide: sempre é para o nosso bem, para o nosso desenvolvimento, para o nosso crescimento.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Relacionamentos: como a qualidade do seu parceiro(a) se transformou em defeito?


Qual foi o aspecto em seu marido (esposa) que mais te encantou, que te apaixonou?
Agora pergunto: Qual o aspecto, hoje em dia, que mais te chateia, que te irrita?
Pasmem vocês, aquele aspecto positivo (qualidade) de outrora pode ser o mesmo aspecto negativo (defeito) de agora.
Vejamos: Antes você se encantava com aquele jeitão desligado dele, de que tudo estava bom, desencucado, calmo, bonzinho. Agora se irrita porque ele não se importa com nada, tanto faz como fez, mole, devagar, aquele bobão que todo mundo explora, sempre sobra as contas para ele pagar, bagunceiro, sempre chega atrasado nos compromissos...
Se sentiu atraído por aquela mulher forte, firme, segura, que te apoiava, incentivava sempre. Hoje a vê como controladora, que não te dá folga, que te sufoca....
Perceberam? As mesmas atitudes, só mudaram os sentidos. Como aconteceu isso?
Quando estamos apaixonados, enquadramos o outro na nossa percepção, até se diz que não vemos o que é real, verdadeiro, no parceiro. Até acredito que vemos, pois no caso citado acima eles realmente não mudaram, mas colocamos um colorido, porque ainda não estávamos convivendo no dia-a-dia com o(a) parceiro(a). Aqueles aspectos eram interessantes de vez em quando, davam charme ao relacionamento, eram até divertidos. No entanto, no dia-a-dia não os aceitamos. Se somos parecidos, a aceitação é menor ainda, porque vemos no outro o que não queremos ver em nós. Com esta nova percepção, chega a irritação, implicância, reclamações, pois queremos que o outro mude. Ninguém muda ninguém, o outro só irá se modificar se realmente mudar sua percepção, seu olhar. Ele tem que querer esta mudança, pois não está agradando a si mesmo.
Normalmente, quando nós mudamos, mudamos as pessoas ao nosso redor, pois estaremos mudando as nossas respostas, os nossos comportamentos para uma determinada situação. A mudança sempre começa por você.

Este pequeno trecho do texto de David Viscott, ilustra bem:

"Em momentos de tensão e de dificuldades, é uma tentação assinalar as falhas de um parceiro. Ao agir assim você estará sendo impulsionado pela frustração e pela amargura. Lembre-se de que sempre terá uma escolha. Decida procurar o que existe de bom sem ficar cego diante dos defeitos de seu parceiro.
- Encoraje, mas não seja pouco realista.
- Seja verdadeiro, mas não use a verdade como meio de punição.
- Seja consolador, mas permita que seu parceiro sinta a dor de sua própria decepção.
- Ame para dar apoio, não para dominar. Se acaso seu parceiro se tornar dependente de seu amor, nenhum de vocês dois será livre.
O amor precisa ser retribuído. Aceite o amor que lhe dão e demonstre esta aceitação.
O amor lhe proporciona a coragem de ser você mesma na presença da pessoa que ama. Use essa coragem para dar o melhor de si."

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A importância do apoio Emocional durante e pós gravidez



A mulher, quando está grávida, não importa se é uma gravidez desejada, esperada, planejada ou não, irá passar por transformações físicas, hormonais e emocionais.
Umas mais que outras, terão medo, ansiedade, insegurança, dúvidas, a respeito da gravidez, do parto; logo que nasce o bebê, dos cuidados, amamentação... e se não bastasse, preocupação em relação a seu parceiro: "não estou tão atraente, ele está se afastando de mim" ; a seu lado profissional: "será que vou dar conta depois que o bebe nascer? será que irão me mandar embora?"; ou se está desempregada: "será que irei conseguir voltar para competição profissional?

Muitos destes medos são conscientes e portanto são trabalhados e sanados. Mas e aqueles que estão lá escondidinhos no inconsciente, embaixo de uma postura (máscara) forte, decidida, acreditando que tem que saber como sair dessa sozinha, que não quer mostrar sua vulnerabilidade (ou não consegue)? Como ir para dentro de si mesma e reconhecer estes medos e se sair bem? Nesta hora que precisarão de ajuda. Se puderem ter de um profissional da área, melhor ainda. A mulher pode sim ser segura, decidida, realizada profissionalmente, mas nada disso a impede de ter seus medos, inseguranças, preocupações quando se trata da gravidez, de ter um filho. Em que este "mulherão" pode se transformar em uma "menininha" carente, que quer atenção constante, quer um colo, carinho, compreensão, e quando não tem, começa a se sentir desamparada, despreparada para ser mãe, aumentando mais seus sentimentos negativos. Muito comum surgir a depressão pós-parto. Mas, quando a mulher entra em contato com estes pensamentos negativos que estão gerando estes sentimentos negativos, ela consegue desafiá-los e transformá-los, tendo uma outra e melhor percepção destas situações amedrontadoras. A terapia cognitiva é muito recomendada também para estas fases, pois tem um método prático, direto, objetivo e de curta duração para mudanças de percepções, consequentemente de sentimentos e comportamentos.

Não posso deixar de ressaltar a importância de outras ferramentas também importantes  como acompanhamento de seu médico de confiança em todo processo, alimentação saudável, exercícios físicos, exercícios de respiração e alongamento/relaxamento.

"Façamos nossa parte, o nosso melhor sempre, o resto é com o universo."

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Influência das emoções no nosso corpo




Psicossomática - O que é?

É uma ideologia sobre a saúde, o adoecer e sobre as práticas da saúde. Perceber a relação mente-corpo, sobre os mecanismos de produção de enfermidades.

Mas... o que é doença?

Significa a perda relativa da harmonia, ou o questionamento de uma ordem até então equilibrada.
O que é saúde então?

É comumente definida na nossa cultura como a ausência de sintomas, ou a eliminação ou controle da doença. A medicina convencional nos coloca que a cura resulta do lutar contra a doença, em vez de promover a saúde. 

Cleude Bernard, cientista e médico francês, já enfatizava a importância do "ambiente interior" da pessoa e seu grau de receptividade à doença, em vez de enfatizar o "germe", que seria apenas o mecanismo pelo qual a doença ocorreria. Falava-se do "solo" onde o bem-estar humano podia crescer.

Um micro organismo patogênico pode estar espalhado por toda a população, mas apenas algumas pessoas contraem a doença, outras se mostram resistentes a ela, Por que?

Vários componentes são importantes para influenciar o estado de saúde, como:

- dieta
- exercícios físicos
- controle de estresse
- bem-estar emocional
- fatores ambientais
 
É verdade que nem todas as doenças podem ser prevenidas e muitos fatores causadores da doença podem até estar além do controle individual, no entanto podemos influenciar na maneira como respondemos aos desafios que a vida nos apresenta. Como lidamos com nossas emoções e hábitos diários(físicos,emocionais e mentais) que irão nos mostrar como viveremos, exercendo uma influência profunda sobre a nossa capacidade de resistir à doenças e criar mais saúde e bem-estar.

No final do século 19, o famoso médico canadense William Osler já afirmava:"É melhor conhecer o paciente que tem a doença do que a doença que o paciente tem".

Essa influência corpo/mente que desafia a desenvolver terapias que se dirijam diretamente às atitudes, às crenças, aos pensamentos automáticos negativos. A terapia cognitiva é uma dessas modalidades, em que desenvolve um auto conhecimento por inteiro, tornando a pessoa consciente do que e para que causou a doença, podendo redirecionar, modificar suas percepções da mesma situação causadora e promover a saúde, o equilíbrio entre corpo e mente.
 



Livros fonte de pesquisa:

- A doença como caminho (Thorwald Dethlfsen e Rudiger Daheke)
- Repertório das Essências florais (Patricia kaminski e Richard katz)
- Psicossomática hoje (Julio de Mello filho e colaboradores)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Reflexão: A responsabilidade por uma vida equilibrada


Existe uma frase que diz: "Não leve a vida tão a sério, você não vai sair vivo dela mesmo." Por sua vez, os chineses dizem: "Não se vê a beleza de um jardim durante uma tempestade". Já o profeta São Paulo escreveu: "Mesmo que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, mesmo que tivesse toda a fé a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade e amor) eu nada seria".

Interessante. Mas o que uma coisa tem que ver com a outra? Nada. Ou melhor: tudo. As três frases são, cada uma a seu modo, muito profundas e inteligentes. Se pararmos para meditar sobre cada uma delas, vamos descobrir grandes lições de vida.

Gravidade e ponderação são coisas muito importantes. Sem elas, a vida descambaria para a leviandade e a vulgaridade. Mas se levarmos a vida "tão" a sério, deixaremos de viver as coisas leves da vida. A vida deve ser levada de maneira equilibrada, entre a seriedade e a brincadeira, entre a agitação e a ociosidade. A vida é atividade, sim, mas precisamos de tranquilidade, de calma. Na tempestade e na agitação não vemos beleza em nada nem soluções para os problemas. A leviandade e a exaltação são extremos que devem ser evitados, assim como a gravidade excessiva e a ociosidade. Mas , em todos os casos, é preciso ter responsabilidade. Essa é a nossa bagagem na vida.

No caminho da interioridade, também precisamos de equilíbrio  Se ficarmos impressionados com os poderes das práticas chamadas "esotéricas", perdemos o pé do chão. Existem coisas mais importantes do que as profecias, as magias e os milagres. Mesmo diante dessas coisas, o Sábio mantém a tranquilidade, como uma andorinha no céu.

Trecho do livro "O Caminho Sábio - Tao-Te-Ching" de Roberto Otsu
 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Padrões de Comportamentos Repetitivos


Há algum aspecto de sua vida que parece sempre repetir o mesmo desastre? Você se esforça, se esforça, mas, como se fosse uma maldição, a mesma catástrofe acontece de novo e de novo? Isto pode estar acontecendo em qualquer área de sua vida:
- profissional - vive mudando de emprego ou de função? ou está naquela função há anos e não gosta?

- financeiro - trabalha muito para ganhar dinheiro e mesmo assim só dá para o sustento? ou está bem financeiramente e acontece sempre algo em sua vida que volta a estaca zero ou quase?

- saúde - vive gripado? dor de cabeça? dores na costa? gastrite?

- relacionamentos - sempre é traido? trai? não cosegue manter um relacionamento? só se apaixona por aquela pessoa que não está nem ai por você? ou te humilha?
 
Nós vivenciamos as repetições para entendermos o que dentro de nós atrai tais situações, que servirão como lição. Por exemplo, pessoas que ficam em segundo plano na vida amorosa e profissional geralmente passam transparentes pela vida. Não querem assumir grandes compromissos nem com elas mesmas, muito menos com os outros. Assim acabam sendo sempre trocadas e substituidas, pois negam o seu valor e sua importância no mundo. No fundo, elas se sentem inferiores. Muitas vezes essas pessoas têm seus negócios e relacionamentos fracassados porque não apostam suas moedas em si mesmas. Você percebe como somos capazes de nos sabotar?
 
As vezes os eventos que se repetem não são semelhantes entre si, mas trazem as mesmas emoções. Outras vezes as pessoas fazem várias tentativas para resolver uma questão, não conseguem, e acabam, de forma inconsciente, preferindo mudar de opinião, olhar para outras coisas, do que entrar em contato com seu fracasso. Por exemplo, não consegue manter um relacionamento por muito tempo e diz: “os homens não querem compromissos; os homens não prestam; não gostam de mulheres decididas, confiantes; são todos infiéis”.
 
Dicas para nular os padrões repetitivos:

- identificar seus padrões de comportamentos que se repetem negativamente (consciência);

- liste suas crenças - no que acredita que possa estar contribuindo para estes resultados;

- pare de culpar os outros, a si mesmo, ou as circunstancias externas - você não repete estes comportamentos porque quer. É inconsciente. Foi aprendido. Existe um motivo, mas você não sabe ainda. Está reprimindo;

- preste atenção no que fala. Suas palavras são poderosas e muitas vezes limitantes, e te impedem de avançar, progredir. Não é só mudar frases negativas por positivas. É colocar frases que fazem sentido, em que acredita. Por exemplo: em vez de falar "eu não consigo", fale: “estou em processo; tenho dificuldade de...; cada dia estou tendo uma nova consciência".
 
Por isso tudo que muitas vezes é necessário recorrer à ajuda profissional. Para facilitar a compreensão das reais razões que o estão levando a se envolver nestes padrões repetitivos de comportamentos. Só quando a pessoa se abre para se conhecer melhor, aumentando a sua consciência gradativamente. Se aceitando. Sua censura diminui, as resistências caem e as MUDANÇAS ACONTECEM.
 
PAULO COELHO - O CAMINHO DA VITÓRIA
"Um homem inteligente notou certos momentos se repetir. Frequentemente ele se vê diante dos mesmos problemas, e enfrenta situações que já havia enfrentado anteriormente. Então fica deprimido. Começa a achar que é incapaz de progredir na vida, já que as mesmas coisas que viveu no passado estão acontecendo de novo. "Já passei por isso", ele reclama com seu coração. "Realmente, você passou", responde o coração, "mas nunca ULTRAPASSOU". O homem, então, passa a ter consciência que as experiências repetidas tem uma finalidade, ensinar-lhe o que ainda não aprendeu. Ele passa a dar uma solução diferente para cada luta repetida - até que encontre a vitória."

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O que a respiração pode fazer por você.



Assim que você começar a ler este texto, sem fazer nenhuma mudança, repare como está respirando.

Há uma grande possibilidade de que sua respiração esteja superficial, ou seja, de que o ar esteja entrando e saindo de seu corpo pelo nariz, de forma suave, movimentando a parte superior do tórax. Este é o habitual. Como as pessoas respiram a maior parte do tempo. Mas, embora seja suficiente para nos manter vivos, respirar de maneira diferente pode nos ajudar muito, especialmente nas situações difíceis.



Você já reparou que quando estamos tranquilos, leves e livres de qualquer tensão, respiramos com profundidade e calma? 

Da mesma forma, já percebeu que , quando estamos agitados, tensos e ansiosos, nossa respiração se torna irregular, acelerada e cansativa?

Quando estamos prestando atenção a nossa respiração, estamos conscientes dela, podemos melhorar nossa qualidade de vida e adquirir um bem estar visível. 

O oxigênio é fundamental para todas as células do nosso organismo e a respiração ainda libera substância que não nos servem mais, equilibrando nosso metabolismo. Dessa forma, quando ela é curta, ou seja, quando não expandimos adequadamente os pulmões, prejudicamos esse processo e, consequentemente, o corpo e a mente.

Trabalhar a respiração, contudo, não requer esforços nem técnicas desafiadoras. Muito pelo contrário. É tão simples que pode ser feito em qualquer lugar em que estivermos, sem despertar a atenção de outras pessoas. Quer tentar?

Para começar, reserve um tempo para você. Sente-se ou deite-se de forma confortável, preferencialmente com uma roupa leve. Deixe os braços relaxados ao lado do corpo. Feche os olhos e inspire o ar lentamente pelo nariz. Em seguida, expire pela boca um pouco entreaberta, bem devagar - o ideal é gastar, na expiração, o dobro do tempo usado para inspirar. Repita essa respiração durante dois minutos ou até que se sinta tranquilo.

Quando estiver preparado, faça uma nova inspiração e, ao mesmo tempo, eleve os braços acima da cabeça. Imagine os pulmões se expandindo, cheios de ar puro. Expire lentamente, abaixando os braços na lateral do corpo, e relaxe. Repita igualmente essa sequencia quantas vezes preferir.

Este tipo de respiração, além de ser muito simples e fácil, acalma e conforta a mente. No trabalho, se você se sentir muito agitado, ou em qualquer situação de desconforto, correndo de um lado para outro, pressionado, sem saber muito bem como continuar seus afazeres e compromissos, faça uma parada e veja como está sua respiração. Desacelerá-la e tentar expandir mais os pulmões, proporcionará um alivio instantâneo.

Respirar é viver. Podemos sobreviver sem comida durante semanas e mesmo sem água por alguns dias, mas não sem respirar. Bastariam alguns minutos. A respiração não apenas nos mantém vivos, mas também proporciona bem estar e alivio das tensões do corpo e da mente. Que tal dar mais atenção a ela e desfrutar desses benefícios?




Fonte: Fleury Medicina e Saúde

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Depressão e crises de ansiedade



Tenho percebido que nos últimos tempos as pessoas que mais procuram ajuda em meu consultório estão com depressão ou algum tipo de crise de ansiedade ou transtornos de ansiedade. Normalmente, mas não necessariamente, uma vem de mãos dadas com a outra. A leitura que se faz é que quando está com depressão, a pessoa não quer estar na vida como ela está se apresentando. Não que queira a morte, mas simplesmente não quer "esta" vida atual. E quando não se aceita a vida nem tenta encontrar alternativas, vêm as frustrações, insatisfações, infelicidades e pronto... está instalada a
depressão.



Com a correria do dia-a-dia, todo mundo acelerado, muitas pessoas não estão vivendo o momento presente. Não se percebendo, sempre "pré-ocupados", e somando medos, inseguranças, crenças e padrões de comportamentos às suas histórias de vida, estão facilitando para instalar qualquer transtorno de ansiedade ou crise de ansiedade. Todos nós temos ansiedade.


É saudável quando o organismo ativa o sistema de resposta de emergência pela percepção do perigo, preparando-o para a agressão, fuga ou simplesmente inibindo-o quanto ao movimento súbito (desmaio, imobilidade). Estas respostas de emergência, que seriam uma coisa boa, um alerta, no indivíduo em crise aumentam rapidamente a ansiedade e medo, prejudicando o pensamento racional. A experiência amedrontadora aumenta ainda mais a apreensão, levando o indivíduo a ter mais sintomas, criando uma espiral viciosa de expectativa temerosa e sintomas amedrontadores.



No caso dos transtornos de pânico, por não serem facilmente explicados, as pessoas tendem a fazer interpretações erradas das sensações relacionadas à ansiedade (tontura, batimentos cardíacos acelerados, falta de ar, sensação de sufocamento, além de outras mudanças físicas e emocionais), desencadeando pensamentos e imagens de catástrofe.

A terapia cognitiva tem se mostrado muito eficaz nestes casos. Sua ideia central é focar nos pensamentos automáticos negativos, disfuncionais e distorcidos do indivíduo. Ela ensina como identificar estes pensamentos negativos, torná-los conscientes e anulá-los, ou pelo menos enfraquecê-los. A terapia cognitiva se preocupa em confrontar a realidade em vez de simplesmente substituir o pensamento negativo pelo pensamento positivo. Ensina a pessoa a ser seu "próprio terapeuta".


"MUDE SEU PENSAMENTO, QUE MUDARÁ SEU SENTIMENTO, CONSEQUENTEMENTE MUDARÁ SEU COMPORTAMENTO"

A Terapia Cognitiva



A Terapia Cognitiva (Cognitive-Behavior Therapy, CBT) é um tipo específico de psicoterapia que enfatiza a importância dos processos cognitivos na compreensão e no tratamento de diversos transtornos mentais.

Assista a entrevista de Judith Beck, que explica a utilização e a eficiência do método utilizado em alguns indivíduos.













Fonte: SocialMentes

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A Psicologia e a Transformação

Quero iniciar meu blog falando deste símbolo que escolhi: "a borboleta". E o que ela representa para psicoterapia.

Psicoterapia é um meio que a pessoa tem para se conhecer melhor, de descobrimento, um mergulho para dentro de si e com isso de "transformação". Podemos dizer até de "renascimento"!

Quando conclui as etapas existentes na terapia, a pessoa estará mais consciente, mais confiante, mais leve, mais inteira. Renasce para o mesmo mundo, mas com uma percepção diferente, bem melhor de quando iniciou a terapia.

Na mitologia grega, "psique" é a personificação da alma, que foi representada na forma de uma borboleta. Alma é o interior na pessoa, seu inconsciente, o que não vemos, mas sentimos. A borboleta também representa mudança. O poder dela e como o ar é a habilidade de conhecer a mente e de mudá-la, esta é a arte da "transformação".

Podemos relacionar as fases de uma psicoterapia com as fases da borboleta:

1º estágio: do ovo - pessoa chega com a problemática toda contida dentro de si;

2º estágio: da larva - tomada de consciência;

3º estágio: do casulo - maior entusiasmo pelos seus projetos, pela vida;

4º estágio: da transformação (borboleta) - deixar o casulo e voar, liberdade e coragem de ser o que é.