segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Depressão e crises de ansiedade



Tenho percebido que nos últimos tempos as pessoas que mais procuram ajuda em meu consultório estão com depressão ou algum tipo de crise de ansiedade ou transtornos de ansiedade. Normalmente, mas não necessariamente, uma vem de mãos dadas com a outra. A leitura que se faz é que quando está com depressão, a pessoa não quer estar na vida como ela está se apresentando. Não que queira a morte, mas simplesmente não quer "esta" vida atual. E quando não se aceita a vida nem tenta encontrar alternativas, vêm as frustrações, insatisfações, infelicidades e pronto... está instalada a
depressão.



Com a correria do dia-a-dia, todo mundo acelerado, muitas pessoas não estão vivendo o momento presente. Não se percebendo, sempre "pré-ocupados", e somando medos, inseguranças, crenças e padrões de comportamentos às suas histórias de vida, estão facilitando para instalar qualquer transtorno de ansiedade ou crise de ansiedade. Todos nós temos ansiedade.


É saudável quando o organismo ativa o sistema de resposta de emergência pela percepção do perigo, preparando-o para a agressão, fuga ou simplesmente inibindo-o quanto ao movimento súbito (desmaio, imobilidade). Estas respostas de emergência, que seriam uma coisa boa, um alerta, no indivíduo em crise aumentam rapidamente a ansiedade e medo, prejudicando o pensamento racional. A experiência amedrontadora aumenta ainda mais a apreensão, levando o indivíduo a ter mais sintomas, criando uma espiral viciosa de expectativa temerosa e sintomas amedrontadores.



No caso dos transtornos de pânico, por não serem facilmente explicados, as pessoas tendem a fazer interpretações erradas das sensações relacionadas à ansiedade (tontura, batimentos cardíacos acelerados, falta de ar, sensação de sufocamento, além de outras mudanças físicas e emocionais), desencadeando pensamentos e imagens de catástrofe.

A terapia cognitiva tem se mostrado muito eficaz nestes casos. Sua ideia central é focar nos pensamentos automáticos negativos, disfuncionais e distorcidos do indivíduo. Ela ensina como identificar estes pensamentos negativos, torná-los conscientes e anulá-los, ou pelo menos enfraquecê-los. A terapia cognitiva se preocupa em confrontar a realidade em vez de simplesmente substituir o pensamento negativo pelo pensamento positivo. Ensina a pessoa a ser seu "próprio terapeuta".


"MUDE SEU PENSAMENTO, QUE MUDARÁ SEU SENTIMENTO, CONSEQUENTEMENTE MUDARÁ SEU COMPORTAMENTO"

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