quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Aceitando-se sem queixas


Aceitação significa não reclamar e felicidade significa não reclamar daquilo que nada se pode fazer.

A queixa é o refúgio daqueles que precisam de autoconfiança; o fato de falar aos outros sobre coisas que o desagradam em você mesmo dá-lhe oportunidade de prolongar este desagrado, pois as pessoas não podem fazer praticamente nada a respeito, a não ser contradizê-lo e você não acreditará nelas.

Sempre que se perceber queixando para alguém, imediatamente faça as seguintes perguntas: porque eu estou contando isso? Qual é o meu objetivo? Quero algum tipo de ajuda? Se a resposta fôr: "Só quero me desabafar", "quer dizer", "me queixar", "me lamuriar", PARE! Queixar-se de si mesmo constitui uma atividade perfeitamente inutil, que o impede de viver plenamente. Estimula a autopiedade e paralisa seus esforços no sentido de dar e receber amor.

Para ser uma pessoa plena, tem que compreender porque adota comportamentos autodestrutivos. Todo comportamento é motivado e reforçado por algo, e quando tem uma compreensão errada do que está te levando para estes tipos de comportamentos e não ir atrás dos reais motivos, continuará repetindo as mesmas velhas atitudes.

Pode estar se perguntando agora: Já tenho consciência que tenho estes comportamentos, porque continuo com eles se não me agradam?
Talvez porque seja mais fácil adotar as opiniões alheias do que pensar com a própria cabeça; ou esteja preferindo não amar a si mesmo, tratando como uma pessoa sem importãncia (isto ainda no nivel inconsciente).

Alguns componentes que pode estar usando para manutenção de sua autodepreciação: (compensações neuróticas)
  • está sempre com algum tipo de desculpa para o fato de não conseguir um amor em sua vida - ou seja, simplesmente acredita que não merece ser amado
  • poderá estar evitando ter uma relação amorosa para não sofrer rejeição ou desaprovação;
  • poderá ter escolhido permanecer igual, como sempre foi, por não acreditar em seu poder de crescimento, "você não vale nada";
  • disporá de muitos bodes expiatórios convenientes, sobre os quais lança  a culpa por seu próprio infortúnio, assim pode se lamentar e não fica obrigado a tomar qualquer iniciativa para melhorar a situação;
  • poderá ter uma série de mini depressões evitando comportamentos que poderia contribuir para torná-los diferentes, pois se auto apiedando lhe servirá de escape;
  • regredir, sendo uma criança boazinha, obediente, para agradar os "adultos", sendo mais seguro do que correr riscos.
  • poderá reforçar seus comportamentos de dependência em relação aos outros.
É muito mais fácil, ou melhor, menos arriscado, depreciar-se do que tentar erguer-se. Mas lembre-se: A única constatação de vida está no crescimento e recusar-se a crescer e tornar-se uma pessoa que se ama significa escolher algo semelhante à morte.
Faça que sua mente trabalhe a seu favor e não contra você. A prática do amor por si mesmo tem inicio em sua mente, não deixando que um pensamento autodepreciativo aumente de proporção. Se for capaz de se pegar em flagrante, você poderá começar a combater o pensamento que gera o comportamento.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Auto-imagem - Como você se vê


Que imagem você tem de você?

Você tem muitas auto-imagens que variam continuamente.

Outra pergunta: Você gosta de si mesmo?

Talvez respondeu com um sonoro "Não" - Por que? Porque iria reunir todos os conceitos negativos que tem de si, englobou todos e se resumiu neste"Não".

Você nunca é uma coisa só, ou positivo ou negativo; ou bom ou ruim; ou feio ou bonito... Você tem sentimentos sobre si mesmo do ponto de vista físico, intelectual, social e emocional; tem opinião sobre sua aptidão para música, esporte, artes, escrita, etc... Seus auto-retratos são tão numerosos quanto suas atividades e em todos estes comportamentos está sempre "VOCÊ". A pessoa que você aceita ou rejeita. Talvez, em determinada ocasião, seu próprio comportamento lhe desagrade, mas isso nada tem a ver com sua valorização. É você quem determina seu próprio valor e não tem que dar explicações a ninguém.

Tudo começa pelo físico. Como vê seu corpo? Tem algo que te desagrade? Se examine detalhadamente, elabore uma longa lista de cada parte de seu corpo que te agrada e te desagrada, quais podem ser melhorados, modificados, permanecidos, avalie tudo atentamente, se percebeu que tenha alguma parte que acredita que possa se modificada, faça dessa modificação uma de suas metas ( cor dos cabelos, um sobrepeso, etc.); e pode ser que tenha algo que te desagrade mas que não possa ser modificado (pernas muito longas; estatura muito baixa, etc) tem que ser encarados de maneira diferente. Você não é a sua perna ou a sua estatura, você é um conjunto, uma soma, e além do mais, não se pode esquecer que padrão de beleza é ditado pela a sociedade em que vive e que está sujeita a mudanças constantemente. Não deixe que os outros decidam o que você considera atraente. Disponha-se a gostar de seu eu físico, declare-o precioso e atraente para você e assim rejeitará as comparações e opiniões alheias.

Pode se fazer o mesmo tipo de escolha em relação a todas as auto-imagens. Se sua auto-imagem reflete uma pessoa não muito inteligente, você em algum momento de sua vida gravou esta imagem, assimilou esta idéia e está se comparando com os outros baseados em algumas variáveis. Talvez não tenha tanta facilidade em matemática ou na escrita, em trabalhos manuais ou não articule bem as palavras. Se não tem facilidade, só quer dizer que terá que se dedicar mais tempo na prática de qualquer destas tarefas, e sem dúvida nenhuma conseguir melhor desempenho nas mesmas.
O importante a assinalar é que a inteligência não é algo herdado ou um dom conferido a você: você é tão inteligente quanto quer ser, consequentemente se esta se considerando, "burro", "lento" "com problemas mentais", não passa de autodesprezo, que só pode gerar conseuquências prejudiciais para sua vida.

O não gostar de si mesmo pode assumir muitas formas. Talvez você se dedique a certos tipos de comportamentos autodepreciativos, como:
  • rejeita cumprimentos ("você é muito inteligente...", " que nada, tenho sorte..")
  • desculpar-se por sua boa aparência ("esta roupa me veste bem.. me emagrece...me alonga...")
  • dar créditos aos outros quando cabe a você ("graças ao João, sem ele não seria nada..")
  • referir-se a outra quando emite opiniões ( "meu namorado diz....")
  • submeter suas opiniões aos outros ("Não é querido?....")
  • recusar pedir algo que deseja, não porque não pode pagar (embora talvez alegue esta razão), mas porque acha que não merece.
  • preferir comprar algo para outra pessoa e não para você, que também precisa.
  • usa apelidos depreciativos para si mesma e deixa que os outros façam o mesmo: idiota, gorda, lesma (lento), magrela, burro, etc, etc....

Cada vez que você dedica à autodepreciação, está reforçando o velhoi bicho papão que os outros puseram atrás de você e limitando suas próprias oportunidades de desfrutar qualquer espécie de amor na vida, seja amor por si mesmo ou por outra pessoa. É claro que você é valioso demais para sair por ai se depreciando.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Autoestima, você em primeiro lugar. Como conseguir?

autoestimaSempre se ouve dizer que precisamos nos amar. Mas não deveria ser a coisa mais fácil de se conseguir? Afinal nós nos carregamos para todo lugar que vamos. É.. muitos já devem ter percebido que não é fácil assim. Primeiro, que em nossa sociedade nos ensinam desde de pequeno que é errado amar a si mesmo, que primeiro temos que pensar nos outros, senão somos taxados de egoístas e orgulhosos. Na igreja falam: "Ama seu próximo", até ai, tudo certo, mas ninguém parece lembrar que é necessário amar a si mesmo antes de tudo, se quiser alcançar a felicidade no momento presente.
Ensinam-nos que temos que pensar primeiro nos outro; "o que os outros irão pensar?" Aprendemos a ter boas maneiras, sermos educados, passando a mensagem: "os adultos são importantes, crianças não. Não quer dizer que não se deve ensinar a criança a ter educação, mas em vez disso deveríamos ensiná-las a respeitar as pessoas, ensinar desde pequenos que todos são importantes. Que ela vai dividir o seu brinquedo com os coleguinhas porque tenho muitos, porque quer a companhia deles, porque podemos construir uma brincadeira e todos se divertirem, não porque é feio não compartilhar, porque ela ruim, porque os outros adultos estarão vendo como seus pais não sabem educar uma criança. Os sinais são sutis e não pretendem ser maldosos, mas o fato é que mantém a pessoa na linha.

O interessante que quando você se ama, consegue permitir que aqueles que você ama façam suas próprias escolhas, sem insistir para que o satisfaçam. Uma vez reconhecendo suas qualidades, você não precisará que os outros reforcem seu valor, adaptando o comportamento às suas diretrizes. Se você é seguro de si, não quer e nem precisa que os outros sejam iguais a você. Você aprende a amar a si mesmo e de repente se vê capaz de amar aos outros, de dar, de fazer algo pelos outros, fazendo primeiro por si. O que você faz não visa agradecimentos, você o faz pelo genuíno prazer que sente ao ajudar ou amar alguém. Muitos confundem isto. "Se faço algo para o outro é porque quero algo em troca". Não é bem assim. Você pode fazer pelo prazer do ato, e se ganhar algo em troca, isto reforça seu comportamento e haverá uma troca espontânea.

Um lembrete: jamais confunda se próprio valor (que é um dado) com seu comportamento ou com o comportamento do outro em relação a você. Não é fácil também distinguir, pois as mensagens que recebemos, muitas vezes são opressivas. Por exemplo, você ouvia sua mãe dizer que você era "um menino mau" em vez de: "você se comporta mal"; “mamãe não gosta de você quando se comporta assim"; em lugar de: "mamãe não gosta da maneira de você se comportar". Consequentemente, as conclusões que você tenha tirado a partir destas mensagens são: "Ela não gosta de mim. Eu devo ser ruim, um lixo".

Embora seja verdade que as primeiras autoimagens sejam aprendidas a partir das opiniões dos adultos, não é certo que se deva carregá-las para sempre. Agora você é que é o adulto, está tendo consciência do que aprendeu na infância, que é o primeiro passo para qualquer transformação, então está mais que na hora de eliminar estas cicatrizes. Como? Simples, mas não tão fácil. Estando atendo a você, se percebendo, "vigiando", identificando o que passa na sua cabeça, seus pensamentos, mantendo um diálogo com você para entender o que está te levando a ter este sentimento de menos valia, autoanulação, autorejeição. Quando você entender o que acontece lá dentro de você, percebe as mensagens, as crenças gravadas, consegue falar não para estas que te prejudicam e consegue colocar outras mais saudáveis no lugar, encontrando seu equilíbrio, sua harmonia interna com o externo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Nossas Escolhas


Muitas vezes nos perguntamos se fizemos nossas escolhas certas, mas pergunto: Será que existe escolha certa?

Quando perguntamos isso, é porque queremos ter CERTEZA. Desculpe informar, não temos certeza de nada, ou melhor, temos: "Que iremos morrer."
Temos que olhar a certeza sobre outro ângulo, perceber que o que escolhemos agora, neste momento, é o que queremos, que pesamos os prós e contras. Daqui um minuto podemos nos arrepender e mudarmos de opinião. Ótimo podermos fazer isso. Quer dizer que somos flexíveis, que "dançamos conforme a música", que somos abertos a mudanças, e mostramos que somos humildes o bastante para voltarmos atrás nas nossas decisões.
Quem nunca "escolheu" aceitar um emprego que não gosta, mas que a grana era boa? Toda escolha tem que ser consciente e tem que ser a "sua" escolha, não a do marido/esposa, mãe, filho ou melhor amigo. E já que optou por este "emprego", tem que dar o seu melhor, criar o clima mais agradável possível, focar nas coisas boas que estão te oferecendo (porque sempre tem, quando nos permitirmos ver), que não seja mais só pelo dinheiro. Conseguirá descobrir novos amigos, ter mais conhecimentos, experiências, se abrindo para o novo e para o melhor que esta situação está te oferecendo.
Quantas pessoas que conheço reclamam das coisas que elas mesma escolherem. É incoerente. Tá bom que o emprego é chato, não é isso que eu queria, mas é este que eu tenho e escolhi para o momento. “Ainda bem que o tenho”. Seja grato e vá atrás daquele de seus sonhos. Abra leques de alternativas. Este lembrete serve para todos os tipos de situações, não só de emprego, mas em um relacionamento amoroso, com seu filhos, sua condição financeira, ou até com a politica do País. Pare de reclamar e AJA. Faça algo para que as mudanças possam acontecer. Procurem soluções.

"Às vezes as soluções que encontramos não é a que eu queria, mas é a melhor para o momento." A vida sempre nos direciona para o que precisamos e nem sempre é o que queremos no momento, mas não duvide: sempre é para o nosso bem, para o nosso desenvolvimento, para o nosso crescimento.