quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Auto-imagem - Como você se vê


Que imagem você tem de você?

Você tem muitas auto-imagens que variam continuamente.

Outra pergunta: Você gosta de si mesmo?

Talvez respondeu com um sonoro "Não" - Por que? Porque iria reunir todos os conceitos negativos que tem de si, englobou todos e se resumiu neste"Não".

Você nunca é uma coisa só, ou positivo ou negativo; ou bom ou ruim; ou feio ou bonito... Você tem sentimentos sobre si mesmo do ponto de vista físico, intelectual, social e emocional; tem opinião sobre sua aptidão para música, esporte, artes, escrita, etc... Seus auto-retratos são tão numerosos quanto suas atividades e em todos estes comportamentos está sempre "VOCÊ". A pessoa que você aceita ou rejeita. Talvez, em determinada ocasião, seu próprio comportamento lhe desagrade, mas isso nada tem a ver com sua valorização. É você quem determina seu próprio valor e não tem que dar explicações a ninguém.

Tudo começa pelo físico. Como vê seu corpo? Tem algo que te desagrade? Se examine detalhadamente, elabore uma longa lista de cada parte de seu corpo que te agrada e te desagrada, quais podem ser melhorados, modificados, permanecidos, avalie tudo atentamente, se percebeu que tenha alguma parte que acredita que possa se modificada, faça dessa modificação uma de suas metas ( cor dos cabelos, um sobrepeso, etc.); e pode ser que tenha algo que te desagrade mas que não possa ser modificado (pernas muito longas; estatura muito baixa, etc) tem que ser encarados de maneira diferente. Você não é a sua perna ou a sua estatura, você é um conjunto, uma soma, e além do mais, não se pode esquecer que padrão de beleza é ditado pela a sociedade em que vive e que está sujeita a mudanças constantemente. Não deixe que os outros decidam o que você considera atraente. Disponha-se a gostar de seu eu físico, declare-o precioso e atraente para você e assim rejeitará as comparações e opiniões alheias.

Pode se fazer o mesmo tipo de escolha em relação a todas as auto-imagens. Se sua auto-imagem reflete uma pessoa não muito inteligente, você em algum momento de sua vida gravou esta imagem, assimilou esta idéia e está se comparando com os outros baseados em algumas variáveis. Talvez não tenha tanta facilidade em matemática ou na escrita, em trabalhos manuais ou não articule bem as palavras. Se não tem facilidade, só quer dizer que terá que se dedicar mais tempo na prática de qualquer destas tarefas, e sem dúvida nenhuma conseguir melhor desempenho nas mesmas.
O importante a assinalar é que a inteligência não é algo herdado ou um dom conferido a você: você é tão inteligente quanto quer ser, consequentemente se esta se considerando, "burro", "lento" "com problemas mentais", não passa de autodesprezo, que só pode gerar conseuquências prejudiciais para sua vida.

O não gostar de si mesmo pode assumir muitas formas. Talvez você se dedique a certos tipos de comportamentos autodepreciativos, como:
  • rejeita cumprimentos ("você é muito inteligente...", " que nada, tenho sorte..")
  • desculpar-se por sua boa aparência ("esta roupa me veste bem.. me emagrece...me alonga...")
  • dar créditos aos outros quando cabe a você ("graças ao João, sem ele não seria nada..")
  • referir-se a outra quando emite opiniões ( "meu namorado diz....")
  • submeter suas opiniões aos outros ("Não é querido?....")
  • recusar pedir algo que deseja, não porque não pode pagar (embora talvez alegue esta razão), mas porque acha que não merece.
  • preferir comprar algo para outra pessoa e não para você, que também precisa.
  • usa apelidos depreciativos para si mesma e deixa que os outros façam o mesmo: idiota, gorda, lesma (lento), magrela, burro, etc, etc....

Cada vez que você dedica à autodepreciação, está reforçando o velhoi bicho papão que os outros puseram atrás de você e limitando suas próprias oportunidades de desfrutar qualquer espécie de amor na vida, seja amor por si mesmo ou por outra pessoa. É claro que você é valioso demais para sair por ai se depreciando.

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