quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Autoestima, você em primeiro lugar. Como conseguir?

autoestimaSempre se ouve dizer que precisamos nos amar. Mas não deveria ser a coisa mais fácil de se conseguir? Afinal nós nos carregamos para todo lugar que vamos. É.. muitos já devem ter percebido que não é fácil assim. Primeiro, que em nossa sociedade nos ensinam desde de pequeno que é errado amar a si mesmo, que primeiro temos que pensar nos outros, senão somos taxados de egoístas e orgulhosos. Na igreja falam: "Ama seu próximo", até ai, tudo certo, mas ninguém parece lembrar que é necessário amar a si mesmo antes de tudo, se quiser alcançar a felicidade no momento presente.
Ensinam-nos que temos que pensar primeiro nos outro; "o que os outros irão pensar?" Aprendemos a ter boas maneiras, sermos educados, passando a mensagem: "os adultos são importantes, crianças não. Não quer dizer que não se deve ensinar a criança a ter educação, mas em vez disso deveríamos ensiná-las a respeitar as pessoas, ensinar desde pequenos que todos são importantes. Que ela vai dividir o seu brinquedo com os coleguinhas porque tenho muitos, porque quer a companhia deles, porque podemos construir uma brincadeira e todos se divertirem, não porque é feio não compartilhar, porque ela ruim, porque os outros adultos estarão vendo como seus pais não sabem educar uma criança. Os sinais são sutis e não pretendem ser maldosos, mas o fato é que mantém a pessoa na linha.

O interessante que quando você se ama, consegue permitir que aqueles que você ama façam suas próprias escolhas, sem insistir para que o satisfaçam. Uma vez reconhecendo suas qualidades, você não precisará que os outros reforcem seu valor, adaptando o comportamento às suas diretrizes. Se você é seguro de si, não quer e nem precisa que os outros sejam iguais a você. Você aprende a amar a si mesmo e de repente se vê capaz de amar aos outros, de dar, de fazer algo pelos outros, fazendo primeiro por si. O que você faz não visa agradecimentos, você o faz pelo genuíno prazer que sente ao ajudar ou amar alguém. Muitos confundem isto. "Se faço algo para o outro é porque quero algo em troca". Não é bem assim. Você pode fazer pelo prazer do ato, e se ganhar algo em troca, isto reforça seu comportamento e haverá uma troca espontânea.

Um lembrete: jamais confunda se próprio valor (que é um dado) com seu comportamento ou com o comportamento do outro em relação a você. Não é fácil também distinguir, pois as mensagens que recebemos, muitas vezes são opressivas. Por exemplo, você ouvia sua mãe dizer que você era "um menino mau" em vez de: "você se comporta mal"; “mamãe não gosta de você quando se comporta assim"; em lugar de: "mamãe não gosta da maneira de você se comportar". Consequentemente, as conclusões que você tenha tirado a partir destas mensagens são: "Ela não gosta de mim. Eu devo ser ruim, um lixo".

Embora seja verdade que as primeiras autoimagens sejam aprendidas a partir das opiniões dos adultos, não é certo que se deva carregá-las para sempre. Agora você é que é o adulto, está tendo consciência do que aprendeu na infância, que é o primeiro passo para qualquer transformação, então está mais que na hora de eliminar estas cicatrizes. Como? Simples, mas não tão fácil. Estando atendo a você, se percebendo, "vigiando", identificando o que passa na sua cabeça, seus pensamentos, mantendo um diálogo com você para entender o que está te levando a ter este sentimento de menos valia, autoanulação, autorejeição. Quando você entender o que acontece lá dentro de você, percebe as mensagens, as crenças gravadas, consegue falar não para estas que te prejudicam e consegue colocar outras mais saudáveis no lugar, encontrando seu equilíbrio, sua harmonia interna com o externo.

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