segunda-feira, 14 de outubro de 2013

compreendendo a timidez


COMPREENDENDO A TIMIDEZ


 

Procure compreender como é que a sua timidez  se manifesta na sua vida. Com que frequência? Quais os acontecimentos e estímulos que provocam essa sensação? E em que grau lhe causa incômodo ou prejudica o seu dia-a-dia?

 

A timidez ou o acanhamento pode ser definida como o desconforto e a inibição em situações de interação pessoal que interferem na realização dos objetivos pessoais e profissionais de quem sofre. Caracteriza-se pela obsessiva preocupação com as atitudes, reações e pensamentos dos outros. A timidez aflora geralmente, mas não exclusivamente, em situações de confronto com a autoridade, interação com algumas pessoas: com estranhos e ao falar diante de grupos – e até mesmo em ambiente familiar.

A timidez é um padrão de comportamento em que a pessoa não exprime(ou exprime poco) seus pensamentos e sentimentos e não interage ativamente. Embora não comprometa de forma significativa a realização pessoal, constitui-se um fator de empobrecimento da qualidade de vida.

Todos os seres humanos são, em algum momento de suas vidas, afetados pela timidez, que funciona como em espécie de regulador social, inibidor dos excessos condenados pela sociedade como um todo, ou micro-sociedades, a timidez funciona ainda como um mecanismo de defesa que permite à pessoa avaliar situações novas através de uma atitude de cautela e buscar a resposta adequada para a situação, resumindo: é bom conservarmos um certo grau de timidez, é saudável até.

A timidez é, basicamente um “problema de comunicação”, afirma L.C. Martins, e que grande parte das dificuldades no relacionamento humano – principalmente a timidez – decorre de “falhas de aprendizagem”, ou seja, a pessoa reage com timidez porque não aprendeu corretamente a se relacionar com a sociedade.

Essa aprendizagem falha faz com que a pessoa formule e/ou admite preconceitos que acabam se transformando em crenças, e são essas crenças que interferem diretamente no processo decisório do individuo, levando –o a optar pela fuga, ausência, silêncio ou submissão quando precisar decidir, quando precisa se comunicar, no entanto, é perfeitamente possível consertar essas “falhas de aprendizagem”.

Na realidade, a timidez é um estado de ansiedade deflagrado a partir dos nossos medos e preconceitos(pré-cpnceitos), principalmente com relação á imagem das outras pessoas, nada mais que isso, quer dizer, que, quando modificamos a imagem dessas pessoas(substituindo um preconceito por um novo conceito, mais coerente e consistente) esse medo deixa de ter sentido

A pergunta crucial que acompanha o tímido é o seguinte:”O QUE VÃO PENSAR DE MIM?”

É a preocupação com o perigo, com o mal que pode acontecer. Acontece, entretanto, que toda preocupação, seja ela com o que for, é uma projeção fantasiosa que(por ser fantasia) quase sempre carece de lógica: é coisa só da imaginação. Porém , é importante frisar – mesmo sendo coisa da imaginação, é real, existe de fato na nossa mente.

Por isso, o mais importante para o tímido não é vencer a timidez mas sim valorizar menos a opinião dos outros e valorizar mais as suas próprias diferenças. Esta “solução” é bem fácil, mais prática e mais eficaz, já que restaura a auto-confiança e reduz a ansiedade a níveis controláveis.

A timidez não é valor, é atitude, portanto, o fato de ser tímido ou não, não acrescenta peso ao juízo de valor que alguém faz de você. Seja o que você é e estará fazendo o melhor que deve ser feito.

A pessoa tímida não está a vontade consigo mesma, especialmente quando se encontra em situações sociais. Começa a evitar algumas situações, a ri a lugares, evita constrangimento, pode evitar defender a sua opinião por receio do confronto e da exposição.

A timidez está enraizada no medo, um medo irracional de falar e ser humilhado ou ignorado.. Algumas causas principais para o medo de falar ou de se expor:

- hipersensibilidade(se magoa facilmente)

- insegurança

- ausencia de habilidade sociais

-perfeccionismo

Uma dica infalível: Quanto mais se conhecer, quanto mais conseguir identificar quais são seus pensamentos disfuncionais, suas crenças, mais fácilidade terá de anular estes pensamentos e colocar outros mais positivos, funcionais no lugar, e conseguira reconhecer seus pontos fortes, se colocar em primeiro plano, elevando sua auto-estima, se sentirá mais a vontade, tranquilo nas situações de exposição, aceitará mais as rejeições, que todos nós estamos sujeitos, pois faz parte da vida e do processo de aprendizagem, renunciará ao perfeccionismo exagerado .

NÃO SE FOQUE NO RESULTADO, MAS NO PROCESSO.

 

Texto extraído e adaptado do livro: Como corrigir a timidez – de L.C. martins

 

 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Quando o amor dá errado:os padrões de amor fracassado


“Quando amor dá errado, nada dá certo”. É o que dizem meus pacientes de psicoterapia, se não em palavras e clichês, em sintomas e distúrbios. Quando o amor dá errado, nossa alma dá errado – e nossa mente brinca conosco. Depressão, ansiedade, ataques de pânico, problemas sexuais, estresse, alcoolismo e dependência de drogas são distúrbios de nosso diálogo com o amor.

Ao longo dos anos, enquanto ajudava meus pacientes a lutar com o problema do amor, percebi que padrões de relacionamento não são simplesmente uma repetição de um comportamento único e distinto. Trata-se, em grande parte, de uma consequência do fato de esses padrões românticos terem em comum um antecedente psicológico que precisamos entender para atingir o amor; mas, para ajuda-lo a começar o processo de identificação de seus próprios padrões, gostaria  de analisar brevemente os mais comuns.

Os padrões que nos levam ao fracasso se insistirmos em não vê-los como são: fantasia, poesia, conto de fadas, uma imagem ou realidade passional, mas não a própria realidade. De certa forma, cada um desses tipos reside confortavelmente como a parte criativa de qualquer relacionamento amoroso, porém, mais uma vez, cada um também é plenamente capaz de contaminar nossa mente e de destruir nossa habilidade para formar ou sustentar relacionamentos íntimos.

O primeiro dos padrões é o AMOR NARCISITA- É um começo bastante apropriado, pois, como a sabedoria convencional justamente supõe, amar a si mesmo é pré-requisito para amar os outros e, nesse sentido, todo amor começa com o amor por si mesmo. E fato, geralmente buscamos o amor por causa da maneira como ele faz com que nós nos sintamos- vivos, valorizados e encantados com a vida, a nossa vida. Portanto, embora um relacionamento amoroso deva envolver certo grau saudável de narcisismo, no Amor Narcisista nossa necessidade de nos sentirmos especiais é “desmedida”. Considerando que para nos apaixonarmos é necessário que idealizemos nosso parceiro para não ficarmos incomodados demais com sua limitações, no Amor Narcisista o hiato entre essa idealização e a realidade da outra pessoa é tão amplo que se torna insustentável, é uma tentativa de regular nossa auto-estima, “quero que o outro perceba qualidades em mim que eu não consigo ver”.
No 2º padrão, AMOR VIRTUAL – Entramos num relacionamento com uma separação geográfica intrínseca, como um relacionamento a distância, intermitente ou on-line, portanto, somos fisicamente impedidos de ficar junto da outra pessoa regularmente. Livre do peso da realidade da vida cotidiana, esse tipo de arranjo romântico, em sua forma mais extrema, alimenta uma fantasia de perfeição sobre a outra pessoa e o relacionamento, mas, assim que tentamos trazer esse amor”virtual” para o mundo físico, nossa construção fantástica é estilhaçada, deixando-nos com pontadas de saudades e uma sensação perturbadora de desconfiança a respeito de nossa capacidade de amar.

No 3º padrão, AMOR DE MÃO  ÚNICA, quanto menos disponível é a outra pessoa, mas desejamos. Quando estamos apaixonados por alguém que não nos corresponde, dizemos a nós mesmos que se o outro simplesmente correspondesse ao nosso amor, ficaríamos muito felizes e satisfeitos, mas a verdade é que, quando esse tipo de amor é correspondido, muitas vezes perdemos o interesse. , o reverso dessa busca por pessoas indisponíveis, é que, na verdade, nós que ficamos  indisponíveis para as pessoas que nos buscam, esta visão que é parte integral deste padrão.

No AMOR TRIANGULAR – trazemos outra pessoa, real ou imaginária, para nosso relacionamento. Por ex: você ama sua cônjuge como esposa/mãe, mas ama sua amante como parceira sexual, ou com ela consegue ser diferente, ter uma vida diferente da costumeira, com mais leveza, espontaneidade. Ou você namora um homem enquanto está secretamente apaixonada pelo irmão dele. Ou ama seu marido, mas prefere passar todos os fins de semana com sua mãe. Esse terceiro elemento, a propósito, nem sempre é uma pessoa – pode ser uma coisa ou uma atividade. Posso estar comprometido com minha namorada mas passar todos os fins de semana esquiando com meus amigos ou bebendo. Ou posso amar minha namorada mas preferir passar todo o meu tempo livre na Internet. Na maioria desses casos, quando a pressão aumenta, é o terceiro elemento que acaba sendo deixado de lado, mas só depois de prejudicar o relacionamento principal, mas , se não tiver consciência do que está acontecendo, não adianta nada só parar com o terceiro elemento, onde pode até piorar o andamento do relacionamento, pq não foi uma decisão da própria pessoa, que se sentiu oprimida, coagida.

No AMOR PROIBIDO – somos atraídos pela sensação de risco e até de perigo criado pelos obstáculos que se interpõem ao relacionamento. Um professor de ensino médio e uma aluna se apaixonam loucamente. Um mulher divorciada se apaixona por um amigo de faculdade do fiho. Uma mulher casada se apaixona por seu instrutor de tênis – ou por seu terapeuta. Embora nessas situações acreditemos que se simplesmente pudéssemos sobreviver ou remover o obstáculo proibidor poderíamos realizar nosso amor, na maioria dos casos é exatamente esse elemento proibido que alimenta a paixão de nosso amor, portanto, quando este é removido, o amor geralmente morrer de dentro para fora à medida que um ou ambos os amantes ficam entediados ou distraídos por novas circunstâncias proibidas.

No AMOR SEXUAL- definido não como amor com um componente sexual, mas como um componente sexual com amor – um relacionamento baseado em um desejo sexual e não muito mais do que isso, Pode acontecer de modo consciente, como no caso em que as duas partes se dedicam à exploração física sem restrições, ou inconsciente, quando uma ou ambas as partes se iludem achando que estão apaixonadas, o que é muito comum no caso de homens que, na verdade, sentem apenas um forte desejo sexual. Em qualquer uma das situações, o relacionamento desmorona quando um ou ambos os parceiros “se lembram” de que não são apenas corpos e de que a sua psique ou alma é tão real e tem necessidades tão fortes quanto seus órgãos sexuais e sensoriais.

Por fim, o AMOR ANDRÓGINO, queremos inconscientemente que nosso parceiro faça uma operação de troca de sexo emocional. Dizemos que “os homens são uns grossos” ou que “as mulheres são sensíveis demais”, tentamos mudar nosso parceiro e desejando que este se pareça mais com uma mulher ou que ela se pareça mais com um homem – uma receita certa para o desastre. Ou , de fato, podemos escolher alguém que se pareça mais com nosso sexo. Nesta época de pós-feminismo, muitos acabam caindo num padrão de namoro ou de relacionamento no qual a mulher é uma batalhadora agressiva e o homem é um tipo sensível e emotivo. Quando estes papéis são realmente polarizados, o relacionamento  está em perigo, pois, mas cedo ou mais tarde, o homem começa a fica ressentido com a mulher por ela ser um sargentão insensível , e a mulher olha com desprezo para o homem porque ele é um capacho desprezível.

Apesar de todos nós conhecermos alguém – se não nós mesmos – que esteja nas garras da natureza repetitiva de um desses padrões, é importante lembrar que, quando não são extremos, estes são simplesmente aspectos do amor. E  todos, não apenas estão de certa maneira presentes em nosso relacionamento, mas, mesmo quando destrutivos, raramente acontecem de forma pura, quer dizer, podemos mudar de um padrão para outro numa mesma relação, não necessariamente temos uma único padrão o tempo todo,  conforme nossas carências e necessidades. A nomeação desses padrões de comportamento é só para facilitar par identificação e avaliar o nosso grau de comportamento, se estamos no limite, ou excedendo, criando problemas para nos relacionarmos.

Um último lembrete:” O amor, primeiramente, envolve  dar, e não receber. A pessoa dá porque tem muito e porque isso faz com que ele se sinta contente e vivo. Este tipo de doação não diz respeito apenas a fazer ou fornecer coisas para os outros, mas também diz respeito a dar parte de si mesmo ou compartilhar a própria vida interior com a outra pessoa.” – Erich Fromm – Em Arte de Amar.

Tudo isso para dizer que nossa dificuldade em dar, e, portanto, em superar nossa ambivalência, está inteiramente em nossa cabeça. No fundo, todos  temos capacidades de dar e, de fato, quando nos apaixonamos pela primeira vez, tudo isso volta sob a forma de generosidade alegre e incondicional. Mas logo começamos a pensar sobre as nossas necessidades e perdemos contato com a idéia de não esperar nada em retorno, isto pq, estamos carentes emocionalmente. Para que consigamos dar livremente aos outros, precisamos dar primeiramente a nós mesmos. Note a diferença crucial entre dar a si mesmo e buscar isso nos outros. É como uma filosofia do tipo:” não pergunte o que os outros podem fazer por você, mas o que você pode fazer por si mesmo”. Investir em nosso próprio crescimento para que possamos, no final, encontrar a coragem de aceitarmos a nós mesmos e ao desejo de nos tornarmos mais como realmente somos, é aqui que a psicoterapia pode ajudar, não é mudar as pessoas, mas exatamente ao contrário, isto é, ajuda-las a se tornar mais como elas próprias já são.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Nosso Segundo Cérebro: Os Intestinos

Conheça o que pode nos levar a ter uma Prisão de ventre ou Intestino preso ou Constipação intestinal:

O intestino é o segundo cérebro(diz Dr. Hélio Póvoa). A alegria e a inteligência emocional de que tanto precisamos para viver bem, começam realmente a partir do intestino.
90% da serotonina, substancia responsável pela nossa sensação de bem estar, é produzida pelos intestinos. Consequentemente, as pessoas que tem constipação intestinal crônica, não tem uma boa produção de serotonina, logo, apresentam maior irritabilidade, propensão a depressão, e, no caso das mulheres, exacerbação dos sintomas da TPM.
Ele é reconhecido como um órgão autônomo, capaz de executar funções independentemente de estar conectado ao sistema nervoso central. É o intestino que seleciona, entre o que comemos, o que é ou não “útil”.
O órgão concentra, também 80% do potencial de imunidade do corpo humano, além de ser grande produtor de hormônios de crescimento (e do envelhecimento). E , por seus hormônios, podemos dizer, que por isso que ocorrem mais nas mulheres a prisão de ventre.

Causas mais comuns de prisão de ventre:
- dieta pobre em fibras;
-pequena ingestão de líquidos;
- sedentarismo;
- consumo excessivo de proteína animal e de alimentos industrializados;
- não atender a urgência para evacuar quando ela se manifesta.

A prisão de ventre pode ainda, estar associada a doenças do cólon e do reto, como diverticulose, hemorroidas, fissuras anais e câncer colorretal. Pode, igualmente, ser provocadas pelo uso de certos medicamentos e por alterações neurológicas e do metabolismo. Estresse, depressão e ansiedade são outras ocorrências capazes de interferir nos hábitos intestinais.
Sabemos que os intestinos representam a eliminação final de substâncias desnecessárias ao organismo. Por analogia, se um individuo está “segurando” em sua mente algo do passado, resistindo em não permitir que coisas e fatos novos entrem em sua vida e se incomoda com idéias de mudanças em seu espaço, o inconsciente lhe mostrará, através de um intestino preso(intestino que “segura”), que as coisas velhas devem ser eliminadas de seu coração.pode revelar um medo de abandonar o conhecido em prol do desconhecido. Este “medo” é até natural, pois o novo ser assustador, incerto. Entretanto, ele não pode paralisar um  processo que é natural: O crescer, o evoluir, o transformar-se. E para crescer, como no caso da lagosta, precisamos abandonar as velhas cascas, por mais seguras que sejam, para permitir uma versão mais crescida, mais confortável do ser.
Um intestino preso pode revelar também uma avareza para com a possibilidade de prosperidade e expansão da própria vida. Inclusive, é comum que pessoas que apresentam constipação crônica, tenham dificuldade de aprendizado e resistência para aceitar desafios. Em outras palavras, pessoas teimosas, controladoras, orgulhosas, cheias de razões. Olha lá!!!! Faça um outro olhar para dentro de si e tente perceber como está se colocando para o mundo, com certeza não está se percebendo e seu corpo está mandando a mensagem, não ignore, mas....vamos colocar algumas dicas:
-vá ao banheiro sempre que tiver vontade;
- beba muito líquido, mas “álcool” com moderação, pois ajuda a desidratar as fezes;
- saiba que a ingestão de farelos em pó pode aumentar a produção de gases;
- coma frutas, se possível com casca, nos intervalos entre as refeições;
- massagem na barriga mais ou menos uns 15 minutos diários;
- na hora da evacuação, procure relaxar, pois os movimentos peristálticos ficam mais ritmados. Procure seu ritual preferido: mesmo horários de preferência, ouvindo música, lendo, meditando, teste vários métodos até chegar ao seu ritual predileto;
- tente administrar as situações de estresse e as crises de ansiedade. Se precisar de ajuda, não seja “teimosa ou orgulhosa”, procure um profissional que possa te ajudar com psicoterapia, onde conseguirá entende melhor esta relação: intestino/problemas emocionais.

textos: 
Drauzio Varella.
Conceição Truncon – Somos todos um.
Livro de Cristina Cairo – Luiz Gasparetto.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Eu, desorganizado? Minha bagunça é organizada.

A desorganização é sempre um reflexo de algo interior mais profundo. O exterior, ou seja, a bagunça é um sintoma de que há algo dentro de nós que precisa ser mudado.

A maioria acha que a desorganização é causada por preguiça ou algum tipo e fraqueza, mas não é bem assim, o sentimento psicológico de ser oprimido pode levar a uma vida desorganizada.

Existem muitas condições médicas que podem contribuir para uma vida desorganizada e caótica, e a mais comum é a depressão. A pessoa deprimida é geralmente apática, letárgica e desinteressada, outras doenças, tais como a bipolaridade, a demência e esquizofrenia estão incluídas sob a alçada de problemas mentais que podem causar uma vida caótica. Além da  depressão e dos transtornos mentais, sofrimento e dor também podem levar á confusão, como o Déficit de atenção, onde a pessoa é inquieta, desvia a atenção de uma coisa pra outra rapidamente, muito esquecida, por isso mesmo, com dificuldade em cumprir seus compromissos, se organizar, estabelecer rotinas. A desorganização também pode ser o reflexo de uma mente acelerada, que pensa compulsivamente, o que é bastante comum atualmente. A bagunça mental aparece exteriormente.

A desorganização também pode resultar da ideia que o bagunceiro faz sobre si mesmo. Por exemplo: quem pensa que não é capaz de se organizar tende a adiar ou evitar continuamente tarefas que considera mais desafiadora (na maioria das vezes, o individuo tem consciência de que o comportamento é resultado das crenças a respeito de si mesmo).

A casa é o espelho da vida de uma pessoa. Se o momento é bom, a tendência é o interior da casa estar em ordem. Por outro lado, se a vida anda meio conturbada, é bem provável que a casa também estará uma bagunça. Via de regra, este reflexo é notado inclusive, no ambiente de trabalho, mesas carregadas de papéis, livros, agendas, calendários, revistas, etc., tudo amontoados em um canto ou por toda a mesa.

O que as pessoas  acostumam chamar de “bagunça organizada” nada mais é de um reflexo do momento. Como já foi dito antes, quando alguém está desorganizado interiormente, manifesta isto exteriormente. Na avaliação deles, a casa e o ambiente de trabalho, lugares onde as pessoas passam a maior parte do tempo, são espelhos que refletem o estado emocional do individuo.

terça-feira, 30 de julho de 2013

tristeza ou depressão????


TRISTEZA OU DEPRESSÃO???????


 

Saber a diferença entre tristeza e depressão é essencial.

A tristeza tem motivos, a depressão não tem motivos nenhum. Na tristeza, por exemplo, choramos pela morte de alguém, ficamos tristes, mas a dor passa, por mais que a saudade não. Na depressão, a dor não passa, vem a raiva, revolta, angustia, inquietação, insônia e depois a inercia, a pessoa não sente prazer em nada. O pior de tudo, é que o nosso estilo de vida está contribuindo muito para gerar angustia e tristeza, que podem levar a depressão. É grave, ficamos vulneráveis a ela, com o risco maior de cair no abismo: passar a barreira dos sintomas leves e entrar numa depressão profunda.  Constata-se que 15% das pessoas com depressão grave cometem suicídio. Por esta busca incessante por felicidade, impulsiona o desenvolvimento de remédios com efeitos colaterais cada vez mais nocivos. Como a depressão é uma doença conhecida há pouco tempo, e ainda misteriosa,  muitas pessoas usa a palavra depressão para tudo, não sabem o que tem, tem uma insatisfação, angustia,desãnimo , por exemplo, e dizem que estão deprimidas. Temos que ter cuidado. A depressão é uma doença e séria, com sintomas padronizados e tratamentos específicos.

Existe a suspeita ainda , que a culpa do caos químico no cérebro seja do estresse. Em resposta á tensão do ambiente externo, o corpo produz mais cortisol e outros hormônios do estresse. O excesso “pode” alterar a bioquímica cerebral e causar depressão.

Os evolucionistas acreditam que a depressão é uma característica do nosso cérebro, provocada por algo que nos ajudou a sobreviver: somos um bicho sociável. Antes , morávamos em comunidades pequenas, não tínhamos que pensar muito no que fazer, sem muitos estímulos externos, poucas escolhas, e hoje? São zilhões de escolhas, é difícil ter certeza sobre qual será a melhor, e qual tomamos só para ser aceito  nessa vida em sociedade. Qual é o melhor emprego, melhor namorada, melhor cidade para se viver. O cérebro parece, ás vezes, incapaz de lidar bem com isso. Não é à toa que muitos depressivos se queixam de ter surtados por só atender ás vontades alheias, em vez de seguir os próprios desejos. Outras questões da vida moderna podem ser apontadas para deixar o corpo mais cansado e consequentemente o cérebro não descansa: esta enxurrada de informação com que lidamos todo dia; viver num ambiente desgastante, com mais tempo dedicado a trabalho que a lazer é um atalho para à depressão, e para piorar, essas mudanças são acompanhadas cada vez mais pela solidão.

O que precisamos é saber lidar com a tristeza, insatisfação, a solidão, encontrar no meio deste caos o nosso equilíbrio interior.  Como se diz no ditado popular: pegar o limão e fazer uma limonada...É descobrir o lado bom disso tudo(pq tudo tem os 2 lados, mesmo se não vemos na hora),  pois com esta tristeza podemos nos tornar mais sábio, é uma hora para fazermos um balanço. A crise nos obriga a sair da zona de conforto e abre caminho para avaliarmos a vida por novos ângulos e tomar rumos diferentes. Quando tratamos a depressão corretamente, os sintomas desaparecem quase que totalmente. Os ante-depressivos, em muitos casos são necessários, para um suporte, para um inicio, para reagir, mas sempre tem que estar acompanhado com a psicoterapia, pq, os remédios ajudarão a resolver o lado bioquímico, mas o modo como lidar com os problemas ainda é com a pessoa.

O primeiro passo para toda e qualquer cura é a “consciência”. Reconhecer seus próprios limites, seu descontrole emocional, não deixar que a raiva, o medo, tristeza e outras emoções decidirem seu rumo. Tome as rédeas da vida com suas próprias mãos, seja o protagonista de sua vida. Pare de sentir pena de si mesmo, abandone o papel de vítima. Nada poderá reverter seu trauma, mas maneira de lidar com ele, é sua decisão.

 

- baseado no texto da revista super interessante do mês de junho- escrito e pesquisado por Carol Castro

 

 

 

 

sábado, 13 de julho de 2013

A importância da figura paterna no desenvolvimento da criança

Dia dos Pais chegando e nada mais apropriado que falarmos um pouco desta figura, que por muito tempo, era só o provedor da casa, deixando a criação e os cuidados para as mães. Hoje, se sabe que o pai, a figura paterna, a figura masculina, é muito importante para o desenvolvimento e a construção moral, social, emocional e psicológica da criança.
A noção que o homem tinha do que é ser um bom pai mudou muito nos últimos 20 anos, afirma David Popenol, sociólogo da Rutgers University. Ele pode acertar ou errar na educação, mas com certeza passa mais tempo com o filho do que seu pai passou com ele.
Ser paizão está na moda, atesta o psiquiatra paulista Içami Tiba, especializado em crianças e adolescente: “Faz parte da imagem do sujeito bem sucedido trocar fraldas e ir ao parquinho”. Mas, quando o filho cresce um pouco, o pai desaparece para não ter aborrecimentos. Isso não resolve, é claro.
Existem dois tipos de papai modernos: o que quer se distanciar dos problemas e o que sonha em ser amigão do pimpolho. No entanto, “não adianta ficar só dando conselho, ser amigo. Tem que dizer até onde o filho pode ir”, explica DeLa Taille. Definir limites é função muitas vezes antipática, ainda mais levando em conta que o pai dispõe de pouco tempo para os filhos e, em nome do bom relacionamento, não quer gastar aqueles momentos dizendo não. Mas, como a prática demonstra, não tem por onde escapar e quem escapou se arrependeu.
“Quem espera pela adolescência para envolver-se com o filho descobrirá que pode ser tarde demais”, explica o psiquiatra Francisco Assumpção Jr. Primeiro, porque como se sabe, adolescente é um ser arredio que em geral não quer saber de papo nem com pai e nem com mãe. Além disso, as brincadeiras de infância típicas de pai-filho, como jogar bola ou se arriscar na roda gigante, ajuda a criança a aperfeiçoar sua habilidade de se envolver com os outros, lidar com frustrações e resolver problemas. “Por meio de um relacionamento caloroso e brincalhão o pai ensina o filho a ter controle emocional e infunde um sentimento de segurança e bem estar que vai torna-lo mais autoconfiante.” Argumenta o psicólogo William Pollack, da universidade Harvard.
Não quer dizer, que os filhos de pais separados ou de mães “solteiras” são mais problemáticos do que os filhos de pais casados, tudo é relativo. Se a criança tem apoio, carinho, proteção, companhia, cuidados e limites, ele crescerá saudável. A família desempenha um papel, fundamental no desenvolvimento da criança, na sua autoestima, pois é nela que desenvolvemos os laços afetivos, influenciando questões relacionadas ao ajustamento e as mais variadas situações.
A criança necessita de um referencial masculino, sem este, pode tornar-se aversivo ás ordens dadas por representantes femininos. A mãe pode desempenhar o papel de “pai” na hora de colocar limites, de colocar seus valores morais, seguir regras, disciplinas, só que sem esquecer o seu papel de “mãe”, de ser protetora, acolhedora, conselheira, etc. Mas, muito mais difícil este papel para assumir sozinha, a criança precisa perceber a figura do pai, na mãe, de forma concreta, tipo: participando das festinhas da escola em comemoração ao dia dos pais. Não falo que não haverá nenhum prejuízo na formação da identidade da criança, mas nada que não possa ser superado por um representante, como o tio, avô, de modo a amenizar esta perda.
Quando a criança é pequena, diz José Gomes neto, especialista em educação infantil, a mãe é tudo do que ela precisa, mas depois, a comparação com a família dos amigos é inevitável. Não é justo privar a criança de um pai. Se não for possível a presença, por conta de violência doméstica, conduta inapropriada, deve-se pensar numa forma de visitas esporádicas, contato telefônico ou cartas. Mas o que não pode é um adulto não ter a história de sua origem, na versão da mãe, mas também do pai. Uma criança nasce do masculino e feminino. A imagem dos dois deve existir nem que seja só por foto.
 “Vários são os especialistas que defendem que a quebra ao vínculo afetivo com o pai pode gerar sentimentos de abandono e de rejeição por parte da criança, com repercussão nas relações por ela desenvolvida no futuro, comprometendo a formação de novos vínculos. Gury Coreant, psicólogo, afirma que o “pai é o primeiro “outro” que a criança encontra fora do ventre da mãe”, sendo essa presença que vai lhe servir como suporte e apoio, possibilitando o seu desprendimento da mãe e a passagem do mundo da família para o mundo da sociedade.
A importância do pai na formação e no desenvolvimento da criança é tão importante, que nossas leis sempre estão procurando uma melhor maneira de proteger a criança de todas as formas, como um novo projeto em andamento, que pretende alterar uma lei, para assegurar que toda criança tenha o nome do pai na certidão de nascimento. As leis não conseguem de fato, aproximar ou criar uma relação de carinho e respeito entre pais e filhos. No entanto, podem exigir uma maior presença do pai na vida da criança ou, pelo menos, cobrar que ele a assuma e forneça recursos financeiros destinados à criação.

A criança é um bem em si mesmo, independentemente da forma como foi gerada, seja com irresponsabilidade do casal, seja um caso de sedução ou mesmo um estupro. O valor de uma pessoa não reside no fato de ela ser desejada, querida, de ser um bem para os outros. Isso significa que ela tem todo direito de nascer e que sua vida deve ser respeitada incondicionalmente. “Uma vez nascida, para o seu pleno desenvolvimento, essa criança tem de sentir que é muito amada e que nunca ficará desamparada. Ela tem este direito.” diz Sueli Caramello Uliano, presidente do conselho da ONG familiar Viva.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

crianças e palmadas


CRIANÇAS E PALMADAS

 

     Queria escrever um texto sobre agressão física em crianças, ou para ficar mais suave, as “palmadas” que muitos pais ainda teimam em aplicar em seus filhos como forma de correção, e, para minha alegria, me deparei com este texto da minha querida “mestre” escreveu em seu livro “Desafios da terapia floral” onde fala de maneira simples e bonita, que em vez de criar um texto resolvi colocar na íntegra, vamos ao texto:

    “As palmadas ou a “pedagogia do tapa” surgem no Brasil trazidas pelos jesuítas no século XVI(nos anos 1500) como expressão de “amor”, segundo a historiadora mary Del Priore, no livro Histórias das crianças no Brasil.

    É fácil de entender o porquê: a relação entre pais e filhos era espelhada na relação com o Divino que, segundo a Igreja Católica da época, era uma relação de castigos e punições aos que andavam em erro.

    Estávamos vivendo a época dramática da Inquisição.

     Assim, o inicio da pedagogia Brasileira tem suas raízes nas lições judaico-cristãs, trazidas pelos jesuítas ao país.

    Já no século XVIII, Portugal, através do marques de Pombal, insere as palmatórias como recursos disciplinador, e estas passam a ser usadas em escolas do Brasil.

     Outra prática dessa época é o ajoelhar no milho. A idéia central era submeter, oprimir, humilhar, para obter obediencia total ao adulto, á lei vigente, à igreja.

     Achava-se que a criança precisava de pulso, de palmadas, de castigos físicos, para “virar gente”.

     É bom frisar que a infância só passa a ser mais valorizada a partir do século XIX.

     Além disso, os estudos mais aprofundados sobre o desenvolvimento infantil nascem com aparecimento da psicologia, da pediatria e da neurologia.

     A “pedagogia do tapa” correu os séculos aqui em nosso país e virou um paradigma social:para educar um filho era autorizado e bem visto lançar mão do “psicopata”, das humilhações públicas, ameaças de abandono ou punição física.

     Ainda hoje vemos essa forma de educação moldada nesses preceitos da Inquisição dentro dos lares brasileiros.

     E o que leva os pais do século XXI, que respiram a era da tecnologia e da ciência, a usar modelos de educação do século XVI?

     Autoritarismo é uma face. Tradição e hábito, outra.

     A falta de informação sobre o desenvolvimento infantil, a inteligência social e a inteligência emocional também conta.

     Repetição de padrões aprendidos com pais e mães, sem um questionamento atual de maior profundidade.

     Além disso, falta de autoconhecimento, de imaginação e baixa auto-estima.

     A lista de motivos é extensa, bem maior que esta citada anteriormente.

     Agora, quando um adulto bate em uma criança, independentemente dos motivos que tenha, há sempre raiva e irritabilidade por detrás de seu ato. O discurso pode até ser:”Fiz isso para a criança aprender”, mas na realidade o que muitas vezes existe é: “Eu não aguento mais essa criança” ou “eu não sei o que fazer para ela me obedecer” ou “ela vai me obedecer por bem ou por mal”.

     De toda forma, onde há pancadaria ou tapas não existe diálogos, há carênciaa de paciência, de conhecimento, de tolerância e falta, sem sombra de dúvida, o exercício de uma autoridade verdadeira.

     A palmada surte seu efeito sim e imediato: raiva, medo, insegurança, baixa auto-estima, tristeza, vergonha, agressividade, depressão.

     A criança pode até parar de fazer o que incomodava o adulto ao apanhar, ou não, mas os efeitos são sempre devastadores.

     Educar dá trabalho. Requer amor e paciência, tolerância, disciplina, perseverança e pulso. Tudo envolvido em respeito àquele que ainda é frágil e dependente.

     Da mesma forma que é indispensável estudo e preparação para o exercício de uma profissão, para o cumprimento dos deveres paternos e maternos é preciso estudar a infância e o desenvolvimento infantil, além de buscar o próprio progresso emocional e espiritual, a fim de auxiliar verdadeiramente aos filhos e filhas a terem boa autoestima e valores éticos, mantendo-se generosos, autênticos e criativos.

     Assim, oxalá, a criança sentindo-se mais feliz e amada, tenha a possibilidade de contribuir para que o mundo seja melhor para ela e para todos os que aqui vivem.

Texto do livro: Desafios da Terapia floral- Reflexões para corpo e alma(Thais Accioly)

CRIANÇAS E PALMADAS

 

     Queria escrever um texto sobre agressão física em crianças, ou para ficar mais suave, as “palmadas” que muitos pais ainda teimam em aplicar em seus filhos como forma de correção, e, para minha alegria, me deparei com este texto da minha querida “mestre” escreveu em seu livro “Desafios da terapia floral” onde fala de maneira simples e bonita, que em vez de criar um texto resolvi colocar na íntegra, vamos ao texto:

    “As palmadas ou a “pedagogia do tapa” surgem no Brasil trazidas pelos jesuítas no século XVI(nos anos 1500) como expressão de “amor”, segundo a historiadora mary Del Priore, no livro Histórias das crianças no Brasil.

    É fácil de entender o porquê: a relação entre pais e filhos era espelhada na relação com o Divino que, segundo a Igreja Católica da época, era uma relação de castigos e punições aos que andavam em erro.

    Estávamos vivendo a época dramática da Inquisição.

     Assim, o inicio da pedagogia Brasileira tem suas raízes nas lições judaico-cristãs, trazidas pelos jesuítas ao país.

    Já no século XVIII, Portugal, através do marques de Pombal, insere as palmatórias como recursos disciplinador, e estas passam a ser usadas em escolas do Brasil.

     Outra prática dessa época é o ajoelhar no milho. A idéia central era submeter, oprimir, humilhar, para obter obediencia total ao adulto, á lei vigente, à igreja.

     Achava-se que a criança precisava de pulso, de palmadas, de castigos físicos, para “virar gente”.

     É bom frisar que a infância só passa a ser mais valorizada a partir do século XIX.

     Além disso, os estudos mais aprofundados sobre o desenvolvimento infantil nascem com aparecimento da psicologia, da pediatria e da neurologia.

     A “pedagogia do tapa” correu os séculos aqui em nosso país e virou um paradigma social:para educar um filho era autorizado e bem visto lançar mão do “psicopata”, das humilhações públicas, ameaças de abandono ou punição física.

     Ainda hoje vemos essa forma de educação moldada nesses preceitos da Inquisição dentro dos lares brasileiros.

     E o que leva os pais do século XXI, que respiram a era da tecnologia e da ciência, a usar modelos de educação do século XVI?

     Autoritarismo é uma face. Tradição e hábito, outra.

     A falta de informação sobre o desenvolvimento infantil, a inteligência social e a inteligência emocional também conta.

     Repetição de padrões aprendidos com pais e mães, sem um questionamento atual de maior profundidade.

     Além disso, falta de autoconhecimento, de imaginação e baixa auto-estima.

     A lista de motivos é extensa, bem maior que esta citada anteriormente.

     Agora, quando um adulto bate em uma criança, independentemente dos motivos que tenha, há sempre raiva e irritabilidade por detrás de seu ato. O discurso pode até ser:”Fiz isso para a criança aprender”, mas na realidade o que muitas vezes existe é: “Eu não aguento mais essa criança” ou “eu não sei o que fazer para ela me obedecer” ou “ela vai me obedecer por bem ou por mal”.

     De toda forma, onde há pancadaria ou tapas não existe diálogos, há carênciaa de paciência, de conhecimento, de tolerância e falta, sem sombra de dúvida, o exercício de uma autoridade verdadeira.

     A palmada surte seu efeito sim e imediato: raiva, medo, insegurança, baixa auto-estima, tristeza, vergonha, agressividade, depressão.

     A criança pode até parar de fazer o que incomodava o adulto ao apanhar, ou não, mas os efeitos são sempre devastadores.

     Educar dá trabalho. Requer amor e paciência, tolerância, disciplina, perseverança e pulso. Tudo envolvido em respeito àquele que ainda é frágil e dependente.

     Da mesma forma que é indispensável estudo e preparação para o exercício de uma profissão, para o cumprimento dos deveres paternos e maternos é preciso estudar a infância e o desenvolvimento infantil, além de buscar o próprio progresso emocional e espiritual, a fim de auxiliar verdadeiramente aos filhos e filhas a terem boa autoestima e valores éticos, mantendo-se generosos, autênticos e criativos.

     Assim, oxalá, a criança sentindo-se mais feliz e amada, tenha a possibilidade de contribuir para que o mundo seja melhor para ela e para todos os que aqui vivem.

Texto do livro: Desafios da Terapia floral- Reflexões para corpo e alma(Thais Accioly)

terça-feira, 25 de junho de 2013

obesidade


OBESIDADE GORDURAS

 

    Um problema que angustia e atrapalha a vida de muitos. Que aparentemente fácil de solucionar, afinal não é só diminuir as quantidades de alimentos ingeridos e fazer exercícios físicos? Mas....como é difícil colocar em prática em seu dia-a-dia. Mudar seus hábitos, não só alimentares, mas de vida, mudando seu estado emocional, sua percepção de si mesmo, da vida. Hoje, estou aqui com um texto da Cristina Cairo, com alguns pontos interessantes, que vale a pena dar uma parada e refletir um pouco sobre seu próprio comportamento e sentimentos e conseguir alguma identificação, pois, lembre-se sempre: Uma vez consciente, já está a meio caminho para a cura. Este texto servirá como um inicio para ampliar sua percepção sobre si mesmo. Se encontrar dificuldades, seja humilde o suficiente para saber sua limitações e procure ajuda de um profissional para esta caminhada em busca do “autoconhecimento”.

   -“A gordura é o casulo que a pessoa cria, inconscientemente, para se proteger e se esconder dos problemas externos.

   Pessoas muitos sensíveis, que se deixam magoar com facilidade, buscam se proteger atrás da gordura, que representa a maciez de um abraço. Muitas vezes a gordura é uma forma “convenientemente” usada para se conseguir certos benefícios, como atrair a compaixão de outras pessoas, deixar de trabalhar naquilo que não gosta, escapar de certas obrigações que limitam sua liberdade e até mesmo testar o amor e a fidelidade do cônjuge. Mais uma vez vemos que o perigo está em nossa mente, não no mundo em que vivemos e nem nos alimentos que comemos.

   Atenção: Quanto mais você “engolir” e guardar mágoas, mais seu corpo engordará. Para você superar definitivamente essa dificuldade de emagrecer terá de compreender que toda expectativa gera frustração. Por isto não fique esperando acontecer o que você deseja, nem queira que as pessoas sejam como você ou lhe dêem aquilo que tanto você almeja. Saia já desta postura de vítima e perceba o tamanho do seu próprio poder. Ningúem é responsável pelas suas fraquezas ou fracassos, tudo depende exclusivamente da sua postura diante da vida e dos acontecimentos.

   Com o subconsciente nós devemos agir despreocupadamente e mandar mensagens positivas e constantes.

   Chega de arrumar pretextos , pois isto só vem provar que você está realmente tendo alguma conveniência em ser gordo. Quando nos magoamos com algo é porque estamos sendo egoístas em querer que tudo seja do nosso jeito. Liberte-se dessa tendência e aceite as pessoas como elas são.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

que tipo de perfeccionista é você?


QUE TIPO DE PERFECCIONISTA É VOCÊ?

 

O perfeccionismo inclui elementos úteis, mas também destrutivos. As pessoas que lidam de forma saudável com essa característica tendem a obter bons resultados naquilo que se propoem fazer, gostam desse esforço e se permitem comemorar suas conquistas. Por outro lado, perfeccionistas insatisfeitos costumam ser assombrados pelo medo do fracasso – em geral, mas fantasiado que concreto. Duvidam que são capazes de cumprir as metas que estabelecem para si e raramente se sentem satisfeitos com suas realizações. O teste a seguir é usado em trabalhos de pesquisa para avaliar a relação das pessoas com próprio grau de autoexigência. É importante levar em consideração o “pode ser”, porque o teste – e aqui vale o trocadilho – não é perfeito, trata-se de uma ferramenta informal, sem poder de diagnóstico. Pontue as declarações indicando o que é verdade para você, usando uma escala de 1 a 7, em que 1 é “discordo totalmente”, 2”discordo”, 3”discordo ligeiramente”, 4”não concordo nem discordo”, 5”concordo um pouco”, 6”concordo”, 7”concordo plenamente”.

1.       Tenho padrões altos em relação ao meu desempenho no trabalho ou na escola.( )

2.       Muitas vezes me sinto frustrado por não conseguir cumprir meus objetivos. ( )

3.       Se você não espera muito de si, nunca terá sucesso. ( )

4.       “Meu melhor” parece nunca ser bom o suficiente para mim.( )

5.       Tenho grandes expectativas para mim. ( )

6.       Raramente aproveito o resultado dos meus padrões elevados. ( )

7.       Fazer o “meu melhor” parece nunca ser suficiente. ( )

8.       Eu defino padrões muito alto para mim. ( )

9.       Nunca estou satisfeito com minhas realizações. ( )

10.   Espero o melhor de mim. ( )

11.   Frequentemente não me preocupo em medir minhas expectativas. ( )

12.   Meu desempenho raramente reflete meus padrões. ( )

13.   Não fico satisfeito mesmo quando sei que fiz o melhor que podia. ( )

14.   Tento fazer o melhor em tudo que realizo. ( )

15.   Raramente sou capaz de dar conta dos meu próprios padrões elevados de desempenho. ( )

16.   Quase nunca estou satisfeito com o meu desempenho. ( )

17.   Quase nunca sinto que aquilo que faço seja bom o suficiente. ( )

18.   Tenho forte necessidade de buscar excelência. ( )

19.   Muitas vezes me sinto decepcionado após completar uma tarefa por saber que poderia ter feito melhor. ( )

Hora de contar

Depois de atribuir um número a cada afirmação, some as respostas dos itens 1,3,5,8,10,14 e 18. Este número representa os “padrões”, sua tendência a estabelecer metas ambiciosas. Some as respostas dos demais itens: 2,4,6,7,9,11,12,13,15,16,17 e19. O resultado representa a “discrepância”, uma indicação de que suas impressões, precisas ou não, não estão medindo seus padrões.

Resultado

Se você marcou 42 pontos ou mais nos itens que medem padrões e menos do que 42 pontos de discrepância, é bom sinal. Voce pode ser um perfeccionista saudável:^tende a se concentrar em seus objetivos de maneira tranquila e aproveita a busca pela excelência, sabendo que não vai alcança-la o tempo todo. Se teve 42 pontos ou mais nos itens que medem padrões e 42 pontos ou mais de discrepância, isso pode indicar que o perfeccionismo, às vezes, trabalha contra você. Se você marcou menos de 42 pontos nos itens que medem padrões, certamente contabilizou menos de 42 discrepância também – e, provavelmente, você é um perfeccionista. Se você está satisfeito com isso, tudo bem, mas, se você gostaria de dar um pouco mais de si, então um caminho pode ser definir objetivos mais específicos, começando por uma área específica de sua vida. Elevar seus padrões pode ser motivador, desde que você não aumente também a autocrítica.

OBS:- O perfeccionismo não é um diagnóstico e é pouco provável que uma pessoa com esse traço exacerbado procure ajuda por este motivo – em parte porque os pensamentos e os hábitos são tão arraigados que se torna difícil para o próprio indivíduo reconhecer o problema. E mesmo inflexibilidade.quando o enxergam, relutam em mudar. O que os leva a buscar ajuda, em geral, são as dificuldades de relacionamento, indiretamente causadas pela

quarta-feira, 12 de junho de 2013

E se algo der errado? (em busca da perfeição)

E SE ALGO DER ERRADO? (em busca da perfeição)
     O esforço para ser impecável, mantendo tudo sob controle – e assim, ilusoriamente, dissipar o fantasma da insatisfação – pode tanto contribuir para o sucesso quanto a levar à angustia; porém, nem sempre nos damos conta de que a forma como  vivemos as experiências pode ser mais significativas que as situações em si.
     Pesquisam mostram que as pessoas tendem a se desencorajar por não atender a padrões muitos altos, tornando-se relutantes em assumir novos desafios ou até mesmo completar tarefas. Na prática, o excesso de autocobrança costuma produzir ineficiência, causar atrasos, dificuldades de cumprir prazos, sobrecarga de trabalho e até mesmo resultados medíocres, em comparação ao que poderia produzir se a tranquilidade fosse mantida. A busca constante pela excelência pode ainda prejudicar relacionamentos e até fazer mal a saúde. O comportamento tem sido associado a anorexia, distúrbio obsessivo-compulsivo, ansiedade social, bloqueio de escritor, alcoolismo e depressão. Mas, como tudo tem os dois lados, o perfeccionismo tem suas características positivas, como inclinação para planejamento, organização e capacidade de manter o foco -, que fazem esse aspecto muitas vezes ser exaltado pelos pretendentes a uma vaga de emprego durante entrevistas de seleção.
     O mal do perfeccionista, é que ele busca desesperadamente atingir um objetivo e acertar, só que, tomando como parâmetro um referencial alheio, e medir o seu próprio valor inteiramente em termos de produtividade  e realização, comparando-se com outras pessoas,  sem se voltar para os próprios desejos, histórias e condições em dado momento.
     Depois de um contratempo ou uma decepção, pessoas que exigem excessivamente de si mesmas costumam ser mais vulneráveis a mudanças de humor e perda de auto-estima.
     Constroem padrões de comportamentos muitas vezes ineficazes que prejudicam seu real desempenho e trabalham mais lentamente, sofrendo para definir cada detalhe.
     Deferentemente do que muitos imaginam, ninguém é perfeccionista em todas as situações ou áreas da vida. Algumas pessoas são muito exigentes a respeito da limpeza da casa, outras se concentram no trabalho ou na aparência física, por exemplo.
     Estudos revelam que os perfeccionistas, quando estão com muita pressão, seja por estarem sendo avaliados ou comparados com outras pessoas, perdem cada vez mais a auto-confiança, evitando assim novos desafios e abaixando o nível dos resultados de seus trabalhos, por temerem crítica, evitando a oportunidade de ter um feedbeck e, consequentemente, procuram se expor o mínimo possível.
     Antes que o perfeccionismo se torne uma grande dificuldade, algumas reflexões podem ajudar a lidar melhor com as situações mais estressantes. Reavaliar padrões pode ser um bom começo, fazendo algumas perguntas para si mesmo, tipo:
- O que aconteceria se eu relaxasse um pouco mais?
- Será que algo realmente grave vai acontecer se eu executar uma tarefa de forma imperfeita ou até incorreta?
     Se esse tipo de consideração não oferecer grandes resultados, pode ser conveniente optar pela ajuda de um psicólogo mais preocupado com processos e funcionamentos que com a simples erradicação de sintomas, esse profissional pode acompanha-lo na tarefa de elaborar e ressignificar experiências. Afinal, a busca pela perfeição pode ser uma forma defensiva(e inglória) de lidar com angustias e vazios que devem e merecem ser olhados e cuidados.
     Fazer o “seu melhor” sempre, é a melhor opção. Daqui um tempo, aquele “seu melhor” poderá ser melhorado, mas reconhecendo suas limitações do momento, conseguirá fazer um bom trabalho e melhorar, se assim quiser ou precisar.
     Procurar fazer algo benfeito pode ser muito bom; se você está feliz, não há razão para se preocupar, o problema aparece quando o anseio de se superar se torna uma obsessão, passa a ser motivo de sofrimento na maior parte do tempo.


- texto baseado: revista- mente/cérebro – maio/2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

qualidade do tempo com os filhos importa mais que número de horas

Qualidade do tempo com os filhos
importa mais que número de horas
EDUCAÇÃO — Psicopedagoga ressalta que a função de educar os filhos cabe à família e não à escola




A permanência de crianças menores de sete anos em período integral nas escolas encontra defensores e críticos. Por um lado defende-se a idéia de que a criança se desenvolve mais rápido quando ingressa precocemente na escola, devido ao convívio social mais intenso e à existência de regras. De outro, critica-se a falta que a presença dos pais faz na formação emocional e intelectual da criança que passa o dia todo fora de casa.
O fato da criança passar o dia em uma escola, porém, não significa que ela vai se desenvolver mais rápido, nem tampouco que terá seu equilíbrio emocional prejudicado.
O que vai determinar o desenvolvimento sadio da criança, segundo a psicopedagoga Valdeisa Kremer Scudeler, é o tratamento dispensado a ela durante o tempo que fica com os pais em casa. Na realidade, pouco importa se a criança fica o dia todo ou apenas duas horas com os pais. “O importante é a qualidade desse tempo”, afirma Valdeisa.
Como exemplo, a psicopedagoga cita uma situação bastante comum: uma mãe que é dona-de-casa e pode ficar o dia todo com a criança sem, porém, dar a ela a devida atenção. “Se ela não tem uma ajudante e passa o dia todo fazendo o serviço de casa, deixa a criança vendo televisão e ainda reclama quando é solicitada pelo filho, que ganho essa criança tem por estar com a mãe?”, avalia. Nesse caso, a permanência em casa pode até ser prejudicial. “Se a mãe grita com a criança porque está ocupada e não tem tempo, seria melhor que o filho estivesse na escola brincando”, explica.
E pode ocorrer de pais que têm apenas uma ou duas horas por dia disponíveis para ficar com os filhos dedicarem uma atenção tão exclusiva às crianças nesse período que elas nem mesmo chegam a se queixar de sua ausência prolongada. “Uma mãe que trabalha, acorda cedo para levar o filho à escola, troca a roupa dessa criança com carinho, faz pelo menos uma visita na hora do almoço e conversa bastante com ela no final da tarde, está dedicando um tempo de qualidade”, afirma.
Passar um tempo “de qualidade” com o filho, segundo Valdeisa, é conversar com a criança, interessar-se pelo que ela conta e brincar com ela quando for solicitado. “Se a criança passou o dia todo na escola deve ter inúmeras coisas para contar. Os pais têm que escutar”, avisa.
Para isso não é necessário que os pais fiquem exaustos após um dia de trabalho. “Não tem que ficar com a criança até meia-noite. Ela precisa dormir cedo”, diz. “E a criança precisa de um tempo para brincar. Não adianta lotar o filho de atividades. As brincadeiras espontâneas são muito importantes para o desenvolvimento psicológico da criança”, ressalta.
O principal erro dos pais, segundo Valdeisa, é colocar os filhos na escola — cedo ou tarde — com o intuito de delegar às professoras uma função que é exclusiva da família: a educação. “A escola colabora na função de educar. Ela ajuda a ensinar a criança a dividir, a conviver com outros. Mas os pais precisam ter consciência de que filho se educa em casa”, afirma.
A psicopedagoga explica que se o filho não tiver que seguir regras em casa, terá dificuldades para seguir regras na escola. “Ele pode até se comportar melhor na escola, porque o grau de tolerância nesse ambiente é menor. Pai e mãe costumam ceder muito às crianças”, diz.
Valdeisa orienta os pais a observarem, na hora de matricular os filhos em escolas, se o estabelecimento está pronto para atender as prioridades da criança nessa faixa etária. “Crianças de diferentes idades têm necessidades diferentes. É preciso constatar se a escola tem profissionais capacitados para atender essas necessidades”, diz.
Outro fator importante a ser levado em conta é a expectativa dos pais em relação ao aprendizado do filho. “Os pais devem avaliar se a escola tem uma proposta de trabalho e se está de acordo com o que querem para seu filho”, explica.
Emocional — A falta da qualidade no tempo dedicado aos filhos é origem de muitos dos problemas familiares.
Segundo Valdeisa, a criança até um ano e meio de idade é naturalmente egocêntrica — ela se coloca como o “centro do mundo”. “Os pais que são emocionalmente equilibrados vão conseguir reverter esse quadro. A situação só é preocupante quando, por volta dos três, quatro anos, a criança não obedece regra nenhuma”, diz.
Geralmente os pais costumam encontrar “desculpas” para o comportamento do filho. Se a criança fica na escola o dia todo, os pais acham que age dessa forma devido à sua ausência. Se a criança não vai à escola, os pais tendem a achar que a matrícula do filho pode resolver o problema. O que ocorre, porém, é uma falha na educação em casa. “À medida em que os pais cedem às chantagens dos filhos, os problemas aparecem”, explica.
A psicopedagoga conta que os pais que passam pouco tempo com seus filhos — principamente as mães — costumam relatar um grande sentimento de culpa. E para compensar esse sentimento, acabam tolerando todas as atitudes do filho. Uma boa maneira de se impôr regras, segundo Valdeisa, é estabelecer contratos com a criança — o “combinar”. “A criança é capaz de entender um contrato. O importante é os adultos cumprirem sempre o que ficou combinado, para que a criança confie”, diz. Uma criança que chora muito ao ver a mãe sair para o trabalho, por exemplo, pode sentir-se melhor se “ficar combinado” que no final da tarde a atenção materna será exclusivamente dedicada à ela.
A psicopedagoga, porém, chama a atenção para a diferença entre “combinar” e “negociar” — oferecer presentes em troca de comportamentos adeqüados. “Não se negocia com criança. Ela precisa aprender que existem regras a serem seguidas independente de premiação. Se hoje você dá uma bicicleta porque seu filho foi bem na escola, quando crescer ele vai querer um prêmio. Só que aí vai ser um carro e talvez você não tenha condições de dar isso a ele”, avisa.

Texto: retirado da uol/educação/D-Mulher