quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

como aceitar e enfrentar suas dificuldades frente a uma pessoa que tem cancer

   COMO ACEITAR E ENFRENTAR SUAS DIFICULDADES FRENTE A UMA PESSOA QUERIDA COM CÃNCER


   Após ter recebido o diagnóstico, em geral o paciente chora muito, da perda daquela sensação de que viveria eternamente, a perda da sua saúde e da imagem que tinha de si mesmo de pessoa cheia de vida e força. A tristeza é uma reação normal e a familia deve aceitá-la.
   A única coisa, e a mais importante que a familia pode oferecer, é a vontade de atravessar este período junto com a pessoa amada. A não ser nos momentos que o paciente queira ficar sozinho, permaneça perto dele; faça carinhos, toque-o bastante e fique junto com ele. Partilhe seus sentimentos sem se sentir na obrigação de modificá-los. Seja você mesma o tempo todo. Não negue seus sentimentos. Quando a mente consciente nega um sentimento ele passa a um nivel inconsciente e dessa forma continua a afetar o seu comportamento sem que você consiga controlá-lo. É como se ficasse preso a ele. Mas se os sentimentos forem aceito, há muita mais possibilidade de modificá-los e se liberar deles.
   Alguns dias poderá sentir-se mais carinhoso e com profunda sensação de confraternização; outros dias pode sentir uma imensa frustração e raiva.
   Haverá momentos carregados de emoção para você e a pessoa amada, e muitos desses sentimentos poderão parecer "inaceitáveis" e "inapropriados" para você.
   A lição dificil a ser aprendida é a não se julgar por ter esse tipo de sentimento. Aceite o fato de que às vezes quer que tudo acabe logo,de querer fugir desta situação.
   Nos casos de doenças graves como o câncer, não existem sentimentos apropriados, inapropriados, maduros ou imaturos; são apenas sentimentos e nada mais. O que importa é descobrir COMO você poderá reagir de uma maneira que seja mais benéfica para você e para a pessoa que você ama. E o primeiro passo é este, ACEITAR OS SENTIMENTOS, tanto seus como do paciente e compreender que essas emoções são necessárias e acertadas para se lutar contra a possibilidade da morte.
   Da mesma maneira que você pode entender o medo, temor e mágoa da pessoa de quem gosta, deve se conscientizar do seu próprio medo, temor e mágoa e ser compreensivo consigo mesmo também. "Aceite-se e seja gentil consigo mesmo"
   O segundo passo, é o ESTABELECIMENTO DA COMUNICAÇÃO HONESTA E ABERTA.
   É importante que, durante as primeiras semanas após o câncer ser diagnosticado se estabeleça esta comunicação. O paciente deve e pode - ser estimulado a - expressar os seus sentimentos. Eles passam por grandes mudanças de humor, não só sentem medo, raiva, mas, pena de si mesmo e um sentimento de perda de controle em relação a sua vida e essas mudanças de humor assustam-no muito.
   Se você oferece ajuda e recebe de volta pedidos irracionais, agressivos(me deixe em paz; me deixe morrer; você não pode me ajudar; você me irrita; etc.) terá que deixar seus limites claros. manter sempre a porta de comunicação aberta, indicando que você continua a amar a pessoa e a se preocupar com ela, mas definindo os limites do que você é capaz e deseja fazer, aceitando os sentimentos do outro, entendendo, mas sempre expressando os seus:
- "Sei que você deve estar sentindo muita frustração e raiva, mais do que eu possa sequer imaginar, mas fico realmente magoado quando você coloca as coisas desta maneira";
- Se o paciente falou algo e a mensagem está confusa, repita como entendeu, para verificar se é isso que ele quer, para não fazer uma coisa e o paciente esta querendo outra.
- Pergunte como pode ajudar, e não tomar frente e ir fazerndo.;
-tente ler nas "entrelinhas" o que o paciente quer realmente dizer, as vezes ele fala "me deixe sozinho
  não presto mais pra nada mesmo, não sou boa companhia, coisa deste tipo, " e está querendo dizer: 
  não me abandone, preciso de você, de sua compreensão, de sua ajuda"
O QUE NÃO SE DEVE FAZER;
-nunca trate o paciente como uma criança irresponsável ou uma vítima;(faça com que ele perceba que ele pode participar de forma ativa na sua própria recuperação)
-não queira, tão pouco, ser o "salvador"( ninguém sai ganhando nesta troca, o paciente pode ficar zangado e ressentido por ter sido manipulado, e o salvador por sua vez, que esteve o tempo todo negando suas próprias necessidades,  por estar tão ocupado em satisfazer as necessidades do outro, pode começar a sentir-se hostil em relação a ele e depois sentir-se culpado por estar zangado);
-não queira também, proteger o paciente dos problemas familiares, é um momento em que é mais necessário que ele se sinta envolvido e ligado à vida.
-nunca recompense a doença , em vez da saúde, ofereça amor, solidariedade e afeição pela independência que adquirir, não pela sua fraqueza.
-não concorde com o isolamento do paciente, se o paciente está querendo se isolar, ele pode estar querendo "salvar" sua familia de sentimentos dolorosos, se mostrando forte, não falando de seus sentimentos, seus medos e ansiedades, aproxime-se dele aos poucos , fale de seus sentimentos que estará dando oportunidade dele falar os dele, não julgue e não critique.
   Não se pode esperar que os familiares consigam satisfazer todas as necessidades emocionais do doente e ainda as suas.
   Tanto o paciente como a sua familia podem utilizar um aconselhamento psicológico periódico para resolver dificuldades ou receber ajuda de como aprender a satisfazer as suas necessidades em situação potencialmente geradoras de culpa.

-Texto baseado do livro : Com a vida de novo

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A ligação Corpo-mente: Uma abordagem psicológica ao tratamento do Câncer


Todos temos um câncer "dormindo" em nós. Como todo organismo vivo, nosso corpo fabrica células defeituosas permanente. É assim que nascem os tumores. Mas nosso corpo é também equipado com múltiplos mecanismos que lhe permite detectá-los e contê-los.

Cada um de nós tem a sua própria participação na saúde ou na doença a todo momento. A grande maioria das pessoas acha que a cura é algo que nos é dado, e que, ao ter um problemas de saúde, a única coisa que tem a fazer é ir ao médico que se encarregará da cura. Em parte, isto é verdade, porém, apenas em parte.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Comunicação - Coração e Mente Abertos



Sabemos que a mulher fala mais que o homem, mas... Já se perguntaram porque?
A fala é uma das principais habilidades cerebrais da mulher, localizada principalmente na parte frontal do hemisfério esquerdo e em outras áreas específicas menores do hemisfério direito. Possuindo áreas maiores que controlam a fala, o restante do cérebro feminino fica disponível para desempenhar outras tarefas, o que capacita as mulheres a fazerem várias coisas ao mesmo tempo. Os centros de fala bem definidos lhes dão superioridade de linguagem e desenvoltura verbal.