quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A ligação Corpo-mente: Uma abordagem psicológica ao tratamento do Câncer


Todos temos um câncer "dormindo" em nós. Como todo organismo vivo, nosso corpo fabrica células defeituosas permanente. É assim que nascem os tumores. Mas nosso corpo é também equipado com múltiplos mecanismos que lhe permite detectá-los e contê-los.

Cada um de nós tem a sua própria participação na saúde ou na doença a todo momento. A grande maioria das pessoas acha que a cura é algo que nos é dado, e que, ao ter um problemas de saúde, a única coisa que tem a fazer é ir ao médico que se encarregará da cura. Em parte, isto é verdade, porém, apenas em parte.



O que faz com que um paciente recupere sua saúde enquanto que um outro morre, mesmo no caso de o diagnóstico ser igual para ambos?

A principal coisa é a vontade de viver. Apesar que existem pacientes que declaram querer viver, mas agem como se não quisessem, por exemplo: paciente com câncer de pulmão e se recusa a parar de fumar; paciente com câncer no fígado que se recusa a parar de beber; e outros ainda, que não comparecem com regularidade ao tratamento.

Todos nós participamos de nossa saúde através de nossas convicções, nossos sentimentos e nossas atitudes em relação a nossa vida e, de forma mais direta, através de exercícios e dieta. Além do que, nossa resposta a qualquer tratamento depende de nossas convicções a respeito da eficiência do tratamento e da confiança que temos em relação à equipe médica.

Quer dizer que além da vontade de viver, o paciente tem que acreditar que as técnicas desenvolvidas pela medicina como cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, etc, irão trazer resultados positivos, e acreditar também na capacidade natural que o corpo  tem de se proteger contra os tumores, seja para prevenir doença ou para acompanhar os tratamentos.

A expectativa, seja ela positiva ou negativa, pode ter uma função importante na determinação de um objetivo. Uma expectativa negativa impedirá a possibilidade de um desapontamento, mas pode também contribuir para um resultado negativo que não era inevitável. Não quer dizer, que tendo uma expectativa positiva já estará garantida a sobrevivência à qualquer tipo de doença, mas trará esperança e força para continuar lutando e com isso conseguir “viver” o melhor que conseguir e não só “sobreviver”, com sofrimentos e lamentos, o que acarreta uma piora mais rápida.

O importante não é o quanto viveremos, mais um dia, um mês ou 30 anos, mas viver o melhor que puder cada dia que se passa, é viver cada dia como se fosse o último, saboreando cada momento vivido. Ficar feliz pelas pequenas vitórias conquistadas no dia, por exemplo: hoje consegui comer, senti o sabor da comida; em vez de pensar: não me curei, não vou me curar, está demorando, não posso ir ou fazer tal coisa sentindo raiva por isso, NÃO, viva o hoje, agora. Hoje consegui sair para trabalhar; consegui sair do hospital, levantar da cama. Assim conseguira vencer a batalha, dia a dia, vivendo e sendo feliz, apesar da doença, pois continua ligado à vida, ativo, desfrutando de sua família e amigos, conseguindo assim uma boa qualidade de vida.

Concluindo, vimos que a principal coisa para uma melhora na sua saúde é a vontade de viver, seguido de sua credibilidade no apoio médico, nas técnicas médicas, apoio emocional (falar de seus medos, inseguranças) e por último, e não menos importante, o” apoio familiar.”
Num outro momento será orientado como os cônjuges e outros membros da família poderão ajudar, dar este apoio, pois estes, muitas vezes , se sentem inadequados, confusos, também precisando compaixão e compreensão, pois estão presenciando a pessoa que ama sofrer.

Texto baseado nos livros: Com a vida de novo-o. Carl Simonton;  Anticãncer – David Servan-Schreiber

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