quinta-feira, 18 de abril de 2013

barriga- um mergulho no centro do corpo, da vaidade e das emoções


BARRIGA – UM MERGULHO NO CENTRO DO CORPO, DA VAIDADE E DAS EMOÇÕES

 

     Achei tão interessante e informativa a reportagem sobre barriga que a revista TRIP escreveu na edição de março, que me arrisquei  a fazer um resumo e colocar aqui no meu blog.

     Hoje em dia se dá muita importância para uma barriguinha”sequinha”, “enxuta”, “sarada”, o que não se vê falar é da importância da barriga ou abdome, como preferirem, no nosso corpo. É bom lembrarmos que ela fica no centro do nosso corpo, que existe um CORE, que é uma espécie de cinturão de músculos e estruturas ao redor do abdome e que se estende até o dorso, sendo o centro da força e do equilíbrio do corpo, é o que dá sustentação e estabilização à nossa coluna. Por isso a importância de todo mundo ter um abdome forte e saudável, do obeso ao idoso. Pouca gente sabe, mas uma hérnia de disco pode começar com um abdome fraco, que leva a uma instabilidade da coluna.

     Ao entendermos a vitalidade dessa área para o dia a dia, ao sacarmos que ela é o centro do nosso corpo e que tem essa função de interligar todas as nossas partes, iremos escolher trabalha-la, seja por exercícios físicos ou respiração ou uma combinação dos dois.

    Respirar fundo é básico para se sentir melhor e para não ter barriga proeminente, pois o diafragma responsável pela respiração, é um músculo intimamente ligado ao medo e ao estresse.  E quando estamos em estresse ou medo ele “respira curto”, e isso causa dezenas de problemas. Em cidades como Saõ Paulo, o predador está presente o tempo inteiro, na forma de chefe, rivais, violências, então a gente respira curto sem notar. Com a tensão que isso gera, o diafragma é empurrado para baixo, na direção do chão, pressionando todos os órgãos e forçando o abdome para frente, pronto...está instalado a barriguinha indesejada.

     O tão sonhado abdome definido depende muito mais do que se come(ou deixa de comer) do que o exercício que se faz.

     Se não bastasse a importância da barriga no nosso corpo físico, ela tem grande importância no aspecto emocional. Ela nos diz muita coisa, ela é um campo fértil para as somatizações, que é um nome genérico que se dá a transformação de emoções negativas em males físicos.

     Quando pesquisado o complexo sistema nervoso, que comanda a digestão, os cientistas começaram a elucidar a ligação evidente entre a barriga e nossos sentimentos – e  a entender o que a medicina oriental já dizia: que é preciso digerir bem o medo, a raiva e a angustia. E que o físico e emocional são inseparáveis.

     A vida emocional tem relação direta com os hábitos alimentares, e o funcionamento da digestão é diretamente influenciada pelas emoções. Os estudos mostram que existe uma rede de neurônios que comanda a função digestiva e nos revela que boa parte dos neurotransmissores que circula pelo corpo, carregando emoções e sensações, tem origem no intestino, incluindo a serotonina, hormônio do prazer e bem estar.

     A medicina tradicional chinesa, que considera a barriga “o centro do homem”, estabelece com precisão como cada emoção negativa altera o funcionamento dos órgãos. O baço, pâncreas e estômago metabolizam a comida, transformando-a em um substrato sem o qual nada no corpo funciona. Se a energia dos órgãos se desequilibra, o substrato acumula, gerando obesidade, por exemplo. Esta desarmonia pode vir de excessos alimentares ou emocionais: para os chineses, preocupação excessiva, pensamentos obsessivos esgotam a energia do baço e a raiva afeta o fígado.

     Para medicina ayrveda, praticada há 5 mil anos na India, a barriga abriga o AGNI, um fogo metabólico que processa não só comida, mas tudo que experimentamos: emoções, memórias, sensações. Se o AGNI é ou está fraco, toxinas e emoções se acumulam, gerando dor, suscetibilidade à infecção e obesidade, assim como depressão, fadiga e dificuldade de se manifestar, sendo assim, a barriga é nosso centro das emoções, da energia, é como se fosse uma segunda mente. Neste ponto, a neurociência concorda, pois existem cem milhões de neurônios acomodados dos esôfago ao ânus – mais do que o resto do sistema nervoso periférico inteiro – o aparelho digestivo é, de fato, um segundo cérebro. A grosso modo, nossos pensamentos e emoções são influenciados pelo que acontece nos intestinos, e vice-versa.

     Para a medicina antroposófica, o abdome está ligado à vitalidade e à força de vontade.

     Com tantos fios conectando as emoções a digestão, parece claro que, para o bem da barriga, é preciso cuidar da cabeça – e vice-versa.

     Dicas básicas para fortalecimento do abdome, estimular as funções digestivas e serenar as emoções:

- práticas voltadas diretamente para a barriga, como ioga, tai chi e pilates

- exercícios aeróbicos regularmente

- respiração de forma consciente, profunda e suavemente, sentindo o abdome se expandindo e retraindo

- alimentação equilibrada

- ingerir bastante líquido