terça-feira, 30 de julho de 2013

tristeza ou depressão????


TRISTEZA OU DEPRESSÃO???????


 

Saber a diferença entre tristeza e depressão é essencial.

A tristeza tem motivos, a depressão não tem motivos nenhum. Na tristeza, por exemplo, choramos pela morte de alguém, ficamos tristes, mas a dor passa, por mais que a saudade não. Na depressão, a dor não passa, vem a raiva, revolta, angustia, inquietação, insônia e depois a inercia, a pessoa não sente prazer em nada. O pior de tudo, é que o nosso estilo de vida está contribuindo muito para gerar angustia e tristeza, que podem levar a depressão. É grave, ficamos vulneráveis a ela, com o risco maior de cair no abismo: passar a barreira dos sintomas leves e entrar numa depressão profunda.  Constata-se que 15% das pessoas com depressão grave cometem suicídio. Por esta busca incessante por felicidade, impulsiona o desenvolvimento de remédios com efeitos colaterais cada vez mais nocivos. Como a depressão é uma doença conhecida há pouco tempo, e ainda misteriosa,  muitas pessoas usa a palavra depressão para tudo, não sabem o que tem, tem uma insatisfação, angustia,desãnimo , por exemplo, e dizem que estão deprimidas. Temos que ter cuidado. A depressão é uma doença e séria, com sintomas padronizados e tratamentos específicos.

Existe a suspeita ainda , que a culpa do caos químico no cérebro seja do estresse. Em resposta á tensão do ambiente externo, o corpo produz mais cortisol e outros hormônios do estresse. O excesso “pode” alterar a bioquímica cerebral e causar depressão.

Os evolucionistas acreditam que a depressão é uma característica do nosso cérebro, provocada por algo que nos ajudou a sobreviver: somos um bicho sociável. Antes , morávamos em comunidades pequenas, não tínhamos que pensar muito no que fazer, sem muitos estímulos externos, poucas escolhas, e hoje? São zilhões de escolhas, é difícil ter certeza sobre qual será a melhor, e qual tomamos só para ser aceito  nessa vida em sociedade. Qual é o melhor emprego, melhor namorada, melhor cidade para se viver. O cérebro parece, ás vezes, incapaz de lidar bem com isso. Não é à toa que muitos depressivos se queixam de ter surtados por só atender ás vontades alheias, em vez de seguir os próprios desejos. Outras questões da vida moderna podem ser apontadas para deixar o corpo mais cansado e consequentemente o cérebro não descansa: esta enxurrada de informação com que lidamos todo dia; viver num ambiente desgastante, com mais tempo dedicado a trabalho que a lazer é um atalho para à depressão, e para piorar, essas mudanças são acompanhadas cada vez mais pela solidão.

O que precisamos é saber lidar com a tristeza, insatisfação, a solidão, encontrar no meio deste caos o nosso equilíbrio interior.  Como se diz no ditado popular: pegar o limão e fazer uma limonada...É descobrir o lado bom disso tudo(pq tudo tem os 2 lados, mesmo se não vemos na hora),  pois com esta tristeza podemos nos tornar mais sábio, é uma hora para fazermos um balanço. A crise nos obriga a sair da zona de conforto e abre caminho para avaliarmos a vida por novos ângulos e tomar rumos diferentes. Quando tratamos a depressão corretamente, os sintomas desaparecem quase que totalmente. Os ante-depressivos, em muitos casos são necessários, para um suporte, para um inicio, para reagir, mas sempre tem que estar acompanhado com a psicoterapia, pq, os remédios ajudarão a resolver o lado bioquímico, mas o modo como lidar com os problemas ainda é com a pessoa.

O primeiro passo para toda e qualquer cura é a “consciência”. Reconhecer seus próprios limites, seu descontrole emocional, não deixar que a raiva, o medo, tristeza e outras emoções decidirem seu rumo. Tome as rédeas da vida com suas próprias mãos, seja o protagonista de sua vida. Pare de sentir pena de si mesmo, abandone o papel de vítima. Nada poderá reverter seu trauma, mas maneira de lidar com ele, é sua decisão.

 

- baseado no texto da revista super interessante do mês de junho- escrito e pesquisado por Carol Castro

 

 

 

 

sábado, 13 de julho de 2013

A importância da figura paterna no desenvolvimento da criança

Dia dos Pais chegando e nada mais apropriado que falarmos um pouco desta figura, que por muito tempo, era só o provedor da casa, deixando a criação e os cuidados para as mães. Hoje, se sabe que o pai, a figura paterna, a figura masculina, é muito importante para o desenvolvimento e a construção moral, social, emocional e psicológica da criança.
A noção que o homem tinha do que é ser um bom pai mudou muito nos últimos 20 anos, afirma David Popenol, sociólogo da Rutgers University. Ele pode acertar ou errar na educação, mas com certeza passa mais tempo com o filho do que seu pai passou com ele.
Ser paizão está na moda, atesta o psiquiatra paulista Içami Tiba, especializado em crianças e adolescente: “Faz parte da imagem do sujeito bem sucedido trocar fraldas e ir ao parquinho”. Mas, quando o filho cresce um pouco, o pai desaparece para não ter aborrecimentos. Isso não resolve, é claro.
Existem dois tipos de papai modernos: o que quer se distanciar dos problemas e o que sonha em ser amigão do pimpolho. No entanto, “não adianta ficar só dando conselho, ser amigo. Tem que dizer até onde o filho pode ir”, explica DeLa Taille. Definir limites é função muitas vezes antipática, ainda mais levando em conta que o pai dispõe de pouco tempo para os filhos e, em nome do bom relacionamento, não quer gastar aqueles momentos dizendo não. Mas, como a prática demonstra, não tem por onde escapar e quem escapou se arrependeu.
“Quem espera pela adolescência para envolver-se com o filho descobrirá que pode ser tarde demais”, explica o psiquiatra Francisco Assumpção Jr. Primeiro, porque como se sabe, adolescente é um ser arredio que em geral não quer saber de papo nem com pai e nem com mãe. Além disso, as brincadeiras de infância típicas de pai-filho, como jogar bola ou se arriscar na roda gigante, ajuda a criança a aperfeiçoar sua habilidade de se envolver com os outros, lidar com frustrações e resolver problemas. “Por meio de um relacionamento caloroso e brincalhão o pai ensina o filho a ter controle emocional e infunde um sentimento de segurança e bem estar que vai torna-lo mais autoconfiante.” Argumenta o psicólogo William Pollack, da universidade Harvard.
Não quer dizer, que os filhos de pais separados ou de mães “solteiras” são mais problemáticos do que os filhos de pais casados, tudo é relativo. Se a criança tem apoio, carinho, proteção, companhia, cuidados e limites, ele crescerá saudável. A família desempenha um papel, fundamental no desenvolvimento da criança, na sua autoestima, pois é nela que desenvolvemos os laços afetivos, influenciando questões relacionadas ao ajustamento e as mais variadas situações.
A criança necessita de um referencial masculino, sem este, pode tornar-se aversivo ás ordens dadas por representantes femininos. A mãe pode desempenhar o papel de “pai” na hora de colocar limites, de colocar seus valores morais, seguir regras, disciplinas, só que sem esquecer o seu papel de “mãe”, de ser protetora, acolhedora, conselheira, etc. Mas, muito mais difícil este papel para assumir sozinha, a criança precisa perceber a figura do pai, na mãe, de forma concreta, tipo: participando das festinhas da escola em comemoração ao dia dos pais. Não falo que não haverá nenhum prejuízo na formação da identidade da criança, mas nada que não possa ser superado por um representante, como o tio, avô, de modo a amenizar esta perda.
Quando a criança é pequena, diz José Gomes neto, especialista em educação infantil, a mãe é tudo do que ela precisa, mas depois, a comparação com a família dos amigos é inevitável. Não é justo privar a criança de um pai. Se não for possível a presença, por conta de violência doméstica, conduta inapropriada, deve-se pensar numa forma de visitas esporádicas, contato telefônico ou cartas. Mas o que não pode é um adulto não ter a história de sua origem, na versão da mãe, mas também do pai. Uma criança nasce do masculino e feminino. A imagem dos dois deve existir nem que seja só por foto.
 “Vários são os especialistas que defendem que a quebra ao vínculo afetivo com o pai pode gerar sentimentos de abandono e de rejeição por parte da criança, com repercussão nas relações por ela desenvolvida no futuro, comprometendo a formação de novos vínculos. Gury Coreant, psicólogo, afirma que o “pai é o primeiro “outro” que a criança encontra fora do ventre da mãe”, sendo essa presença que vai lhe servir como suporte e apoio, possibilitando o seu desprendimento da mãe e a passagem do mundo da família para o mundo da sociedade.
A importância do pai na formação e no desenvolvimento da criança é tão importante, que nossas leis sempre estão procurando uma melhor maneira de proteger a criança de todas as formas, como um novo projeto em andamento, que pretende alterar uma lei, para assegurar que toda criança tenha o nome do pai na certidão de nascimento. As leis não conseguem de fato, aproximar ou criar uma relação de carinho e respeito entre pais e filhos. No entanto, podem exigir uma maior presença do pai na vida da criança ou, pelo menos, cobrar que ele a assuma e forneça recursos financeiros destinados à criação.

A criança é um bem em si mesmo, independentemente da forma como foi gerada, seja com irresponsabilidade do casal, seja um caso de sedução ou mesmo um estupro. O valor de uma pessoa não reside no fato de ela ser desejada, querida, de ser um bem para os outros. Isso significa que ela tem todo direito de nascer e que sua vida deve ser respeitada incondicionalmente. “Uma vez nascida, para o seu pleno desenvolvimento, essa criança tem de sentir que é muito amada e que nunca ficará desamparada. Ela tem este direito.” diz Sueli Caramello Uliano, presidente do conselho da ONG familiar Viva.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

crianças e palmadas


CRIANÇAS E PALMADAS

 

     Queria escrever um texto sobre agressão física em crianças, ou para ficar mais suave, as “palmadas” que muitos pais ainda teimam em aplicar em seus filhos como forma de correção, e, para minha alegria, me deparei com este texto da minha querida “mestre” escreveu em seu livro “Desafios da terapia floral” onde fala de maneira simples e bonita, que em vez de criar um texto resolvi colocar na íntegra, vamos ao texto:

    “As palmadas ou a “pedagogia do tapa” surgem no Brasil trazidas pelos jesuítas no século XVI(nos anos 1500) como expressão de “amor”, segundo a historiadora mary Del Priore, no livro Histórias das crianças no Brasil.

    É fácil de entender o porquê: a relação entre pais e filhos era espelhada na relação com o Divino que, segundo a Igreja Católica da época, era uma relação de castigos e punições aos que andavam em erro.

    Estávamos vivendo a época dramática da Inquisição.

     Assim, o inicio da pedagogia Brasileira tem suas raízes nas lições judaico-cristãs, trazidas pelos jesuítas ao país.

    Já no século XVIII, Portugal, através do marques de Pombal, insere as palmatórias como recursos disciplinador, e estas passam a ser usadas em escolas do Brasil.

     Outra prática dessa época é o ajoelhar no milho. A idéia central era submeter, oprimir, humilhar, para obter obediencia total ao adulto, á lei vigente, à igreja.

     Achava-se que a criança precisava de pulso, de palmadas, de castigos físicos, para “virar gente”.

     É bom frisar que a infância só passa a ser mais valorizada a partir do século XIX.

     Além disso, os estudos mais aprofundados sobre o desenvolvimento infantil nascem com aparecimento da psicologia, da pediatria e da neurologia.

     A “pedagogia do tapa” correu os séculos aqui em nosso país e virou um paradigma social:para educar um filho era autorizado e bem visto lançar mão do “psicopata”, das humilhações públicas, ameaças de abandono ou punição física.

     Ainda hoje vemos essa forma de educação moldada nesses preceitos da Inquisição dentro dos lares brasileiros.

     E o que leva os pais do século XXI, que respiram a era da tecnologia e da ciência, a usar modelos de educação do século XVI?

     Autoritarismo é uma face. Tradição e hábito, outra.

     A falta de informação sobre o desenvolvimento infantil, a inteligência social e a inteligência emocional também conta.

     Repetição de padrões aprendidos com pais e mães, sem um questionamento atual de maior profundidade.

     Além disso, falta de autoconhecimento, de imaginação e baixa auto-estima.

     A lista de motivos é extensa, bem maior que esta citada anteriormente.

     Agora, quando um adulto bate em uma criança, independentemente dos motivos que tenha, há sempre raiva e irritabilidade por detrás de seu ato. O discurso pode até ser:”Fiz isso para a criança aprender”, mas na realidade o que muitas vezes existe é: “Eu não aguento mais essa criança” ou “eu não sei o que fazer para ela me obedecer” ou “ela vai me obedecer por bem ou por mal”.

     De toda forma, onde há pancadaria ou tapas não existe diálogos, há carênciaa de paciência, de conhecimento, de tolerância e falta, sem sombra de dúvida, o exercício de uma autoridade verdadeira.

     A palmada surte seu efeito sim e imediato: raiva, medo, insegurança, baixa auto-estima, tristeza, vergonha, agressividade, depressão.

     A criança pode até parar de fazer o que incomodava o adulto ao apanhar, ou não, mas os efeitos são sempre devastadores.

     Educar dá trabalho. Requer amor e paciência, tolerância, disciplina, perseverança e pulso. Tudo envolvido em respeito àquele que ainda é frágil e dependente.

     Da mesma forma que é indispensável estudo e preparação para o exercício de uma profissão, para o cumprimento dos deveres paternos e maternos é preciso estudar a infância e o desenvolvimento infantil, além de buscar o próprio progresso emocional e espiritual, a fim de auxiliar verdadeiramente aos filhos e filhas a terem boa autoestima e valores éticos, mantendo-se generosos, autênticos e criativos.

     Assim, oxalá, a criança sentindo-se mais feliz e amada, tenha a possibilidade de contribuir para que o mundo seja melhor para ela e para todos os que aqui vivem.

Texto do livro: Desafios da Terapia floral- Reflexões para corpo e alma(Thais Accioly)

CRIANÇAS E PALMADAS

 

     Queria escrever um texto sobre agressão física em crianças, ou para ficar mais suave, as “palmadas” que muitos pais ainda teimam em aplicar em seus filhos como forma de correção, e, para minha alegria, me deparei com este texto da minha querida “mestre” escreveu em seu livro “Desafios da terapia floral” onde fala de maneira simples e bonita, que em vez de criar um texto resolvi colocar na íntegra, vamos ao texto:

    “As palmadas ou a “pedagogia do tapa” surgem no Brasil trazidas pelos jesuítas no século XVI(nos anos 1500) como expressão de “amor”, segundo a historiadora mary Del Priore, no livro Histórias das crianças no Brasil.

    É fácil de entender o porquê: a relação entre pais e filhos era espelhada na relação com o Divino que, segundo a Igreja Católica da época, era uma relação de castigos e punições aos que andavam em erro.

    Estávamos vivendo a época dramática da Inquisição.

     Assim, o inicio da pedagogia Brasileira tem suas raízes nas lições judaico-cristãs, trazidas pelos jesuítas ao país.

    Já no século XVIII, Portugal, através do marques de Pombal, insere as palmatórias como recursos disciplinador, e estas passam a ser usadas em escolas do Brasil.

     Outra prática dessa época é o ajoelhar no milho. A idéia central era submeter, oprimir, humilhar, para obter obediencia total ao adulto, á lei vigente, à igreja.

     Achava-se que a criança precisava de pulso, de palmadas, de castigos físicos, para “virar gente”.

     É bom frisar que a infância só passa a ser mais valorizada a partir do século XIX.

     Além disso, os estudos mais aprofundados sobre o desenvolvimento infantil nascem com aparecimento da psicologia, da pediatria e da neurologia.

     A “pedagogia do tapa” correu os séculos aqui em nosso país e virou um paradigma social:para educar um filho era autorizado e bem visto lançar mão do “psicopata”, das humilhações públicas, ameaças de abandono ou punição física.

     Ainda hoje vemos essa forma de educação moldada nesses preceitos da Inquisição dentro dos lares brasileiros.

     E o que leva os pais do século XXI, que respiram a era da tecnologia e da ciência, a usar modelos de educação do século XVI?

     Autoritarismo é uma face. Tradição e hábito, outra.

     A falta de informação sobre o desenvolvimento infantil, a inteligência social e a inteligência emocional também conta.

     Repetição de padrões aprendidos com pais e mães, sem um questionamento atual de maior profundidade.

     Além disso, falta de autoconhecimento, de imaginação e baixa auto-estima.

     A lista de motivos é extensa, bem maior que esta citada anteriormente.

     Agora, quando um adulto bate em uma criança, independentemente dos motivos que tenha, há sempre raiva e irritabilidade por detrás de seu ato. O discurso pode até ser:”Fiz isso para a criança aprender”, mas na realidade o que muitas vezes existe é: “Eu não aguento mais essa criança” ou “eu não sei o que fazer para ela me obedecer” ou “ela vai me obedecer por bem ou por mal”.

     De toda forma, onde há pancadaria ou tapas não existe diálogos, há carênciaa de paciência, de conhecimento, de tolerância e falta, sem sombra de dúvida, o exercício de uma autoridade verdadeira.

     A palmada surte seu efeito sim e imediato: raiva, medo, insegurança, baixa auto-estima, tristeza, vergonha, agressividade, depressão.

     A criança pode até parar de fazer o que incomodava o adulto ao apanhar, ou não, mas os efeitos são sempre devastadores.

     Educar dá trabalho. Requer amor e paciência, tolerância, disciplina, perseverança e pulso. Tudo envolvido em respeito àquele que ainda é frágil e dependente.

     Da mesma forma que é indispensável estudo e preparação para o exercício de uma profissão, para o cumprimento dos deveres paternos e maternos é preciso estudar a infância e o desenvolvimento infantil, além de buscar o próprio progresso emocional e espiritual, a fim de auxiliar verdadeiramente aos filhos e filhas a terem boa autoestima e valores éticos, mantendo-se generosos, autênticos e criativos.

     Assim, oxalá, a criança sentindo-se mais feliz e amada, tenha a possibilidade de contribuir para que o mundo seja melhor para ela e para todos os que aqui vivem.

Texto do livro: Desafios da Terapia floral- Reflexões para corpo e alma(Thais Accioly)