quinta-feira, 21 de maio de 2015

Busca de solução para o sucesso

 Princípios (nossa essência) x práticas e idéias comuns da cultura popular

A maneira como aplicamos um princípio varia enormemente e será determinada por nossos talentos, determinação e criatividade, mas, em última análise, o sucesso em qualquer empreendimento sempre resulta do fato de agirmos em harmonia com os princípios aos quais o sucesso está vinculado.

Muitas pessoas não pensam dessa maneira, pelo menos conscientemente. Na verdade, você descobrirá cada vez mais que as soluções baseadas nos princípios formam um nítido contraste com as práticas e as idéias comuns da nossa cultura popular.

Alguns contrastes dos desafios humanos mais comuns que enfrentamos:

- O medo e a insegurança - Hoje em dia, um grande número de pessoas é dominado por uma sensação de medo. Elas temem o futuro. Sentem-se vulneráveis no local de trabalho. receiam perder o emprego e a capacidade de prover a subsistência da família. Essa vulnerabilidade frequentemente estimula as pessoas a levarem uma vida que não contém riscos e sem co-dependência com os colegas de trabalho e os familiares. A resposta comum das pessoas da nossa cultura a esse problema é tornar-se cada vez mais independente. "Vou me concentrar em mim e no que é meu". vou fazer muito bem o meu trabalho e depois me entregar à minha verdadeira alegria fora do trabalho". A independência envolve um valor e uma realização importantes e até mesmo vitais. O problema é que vivemos em uma realidade INTERDEPENDENTE, e as nossas realizações mais importantes  requerem habilidades de interdependência que estão bem além das que possuímos atualmente.

- Quero isso agora - As pessoas querem as coisas e as querem agora. "Quero dinheiro. Quero uma casa grande e confortável, um carro bonito, o maior e o melhor centro de entretenimento. Quero tudo isso porque mereço". Embora a sociedade atual do "cartão de crédito" torne fácil receber agora e pagar depois, as realidades econômicas finalmente se manifestam e somos lembrados, às vezes de maneira dolorosa, que as nossas aquisições não podem superar nossa capacidade contínua de produzir. A necessidade de produzir hoje é a realidade atual e representa as demandas de capital, mas o verdadeiro mantra do sucesso é a SUSTENTABILIDADE e o CRESCIMENTO. Você pode ser capaz de satisfazer os seus valores trimestrais, mas a verdadeira pergunta é se você está fazendo o investimento necessário para sustentar e aumentar esse sucesso daqui a um, cinco e dez anos. A nossa cultura clamam por resultados hoje, mas o princípio de EQUILIBRAR as necessidades de satisfazer ás demandas de hoje e de investir nos recursos que produzirão o sucesso de amanhã é inevitável. |O mesmo é verdadeiro com relação á sua saúde, ao seu casamento, aos seus relacionamentos familiares e às necessidades da sua comunidade.

- A culpa e a condição de vítima - Onde quer que você encontre um problema, você geralmente encontra o dedo acusatório da culpa. A sociedade está viciada em bancar a vítima. "Se ao menos o meu chefe não fosse um idiota tão controlador...Se ao menos eu não tivesse nascido tão pobre...Se ao menos eu morasse num lugar melhor...Se ao menos eu não tivesse herdado o temperamento do meu pai....Se ao menos os meus filhos não fossem tão rebeldes....Se ao menos o outro departamento não bagunçasse as ordens o tempo todo...Se ao menos o nosso povo não fosse tão preguiçoso e desmotivado....se ao menos a minha mulher fosse mais compreensiva... Se ao menos... Se ao menos." Culpar a todos e a tudo pelos nossos problemas e desafios pode ser uma norma e talvez alivie temporariamente a dor, mas também nos acorrenta a esses problemas. Seja suficientemente humilde para aceitar e assumir a responsabilidade pelas suas circunstâncias e corajosa o bastante para tomar qualquer iniciativa necessária para criativamente atravessar ou contornar esses desafios, e terá o supremo poder da escolha.

- Desesperança - os filhos da culpa são o ceticismo e a desesperança. Quando nos permitimos acreditar que somos vítimas das nossas circunstâncias e cedemos ao problema do determinismo, perdemos a esperança e a motivação e nos acomodamos à resignação e à estagnação. "Sou um joguete, um fantoche, um dente de engrenagem, e não há nada que eu possa fazer a respeito. simplesmente diga-me o que fazer". Muitas pessoas brilhantes e talentosas sentem-se assim e sofrem o amplo leque de desânimo e depressão que se segue. A reação de sobrevivência da cultura popular é o ceticismo: "Simplesmente reduza as suas expectativas na vida a ponto de não ser desapontado por ninguém ou por nada." O princípio contrastante de crescimento e esperança ao longo da história é a descoberta: EU SOU A FORÇA CRIATIVA DA MINHA VIDA.

Hoje mostrarei apenas estes contrastes e conflitos para poderem absorver e refletir, mas tem mais...vamos nos tornar conscientes de nossos comportamentos, encarar de frente, para modificá-los.

(baseado no livro de Stephen R. Covey - Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes)


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Quero ter filhos, mas....


Algumas esferas da vida são demasiadamente importantes e requerem consciência, maturidade e atitudes presentes. Uma delas é a maternidade e para adquirir essa condição de mãe, três itens são relevantes: saúde física, saúde mental e a escolha do parceiro.

Antes de tudo, a mulher tem que querer e desejar ser mãe. O que anda acontecendo é que muitas dessas mulheres que "querem" ter filhos estão adiando cada vez mais para ficarem grávidas, é compreensível por um lado, pois a mulher hoje é vista como independente, segura, convicta de seus direitos e deveres, com motivações e desejos próprios supostamente consciente dessa liberdade, que lhe permite guiar e modificar seu futuro, desde escolhas simples como ir e vir, até mesmo decisões definitivas importantes como trabalhar, estudar, casar ou não, ou ainda se está ou não preparada para ser mãe.

Por outro lado muitas demoram para atingir a maturidade emocional, que é quando se torna competente para lidar com as dificuldades da vida, quando desenvolve uma boa tolerância ás inevitáveis frustrações e contrariedades a que todos nós estamos sujeitos. Pessoas maduras também se aborrecem com as frustrações, mas não "descarrega" sua raiva sobre o terceiro que nada tem a ver com o que lhe ocorreu, enfim, pessoas maduras adquirem uma capacidade de tomar conta da própria vida, de responsabilizar-se por si mesma e por aqueles que precisam dela, sem esquecer de preservar seu lado criança e adolescente da vida, para manter o equilíbrio emocional, pois é este lado , que irá nos oferecer a capacidade de aprender sempre, de nos adaptar a novas situações, de estar abertos a novidade e a um mundo de descobertas.

Não está aqui em discussão se é melhor para a mulher ter filhos ou não antes dos 35 anos, pois como muitas pesquisas apontam, na parte emocional, psicológica da mulher, existem muitas vantagens, tipo: aceitação do bebe como uma pessoa separada dela e com características próprias; normalmente já está  numa fase financeira mais estável, poderá se dedicar melhor ao filho; estando com mais experiência de vida, deveria estar com mais maturidade emocional, consequentemente seria menos ansiosa, menos controladora, mais paciente e com mais compreensão.


Infelizmente o que se tem notado é que como estão demorando mais para atingir esta maturidade emocional, de não conseguirem deixar a eterna "adolescência", com pouca responsabilidade, nada que gere comprometimento a longo prazo, sem grandes renúncias, eles vão adiando para serem pais, com um discurso na ponta da língua, tipo: depois disso ou daquilo, da viagem ao exterior, de alcançar um cargo maior, depois que me cansar de sair com amigos, etc, etc, esquecendo o principal, ter filhos é uma questão natural, pois vem da natureza, e amadurecer também, é só seguir as etapas da vida, sem querer ficar parado em nenhuma, por mais gostosa que tenha sido, a outra etapa também vai ser, só que diferente.

Amadurecer causa sofrimento sim, não podemos negar, mas também traz uma grande satisfação, quando estamos tomando nossa vida com "nossas próprias mãos".