segunda-feira, 11 de maio de 2015

Quero ter filhos, mas....


Algumas esferas da vida são demasiadamente importantes e requerem consciência, maturidade e atitudes presentes. Uma delas é a maternidade e para adquirir essa condição de mãe, três itens são relevantes: saúde física, saúde mental e a escolha do parceiro.

Antes de tudo, a mulher tem que querer e desejar ser mãe. O que anda acontecendo é que muitas dessas mulheres que "querem" ter filhos estão adiando cada vez mais para ficarem grávidas, é compreensível por um lado, pois a mulher hoje é vista como independente, segura, convicta de seus direitos e deveres, com motivações e desejos próprios supostamente consciente dessa liberdade, que lhe permite guiar e modificar seu futuro, desde escolhas simples como ir e vir, até mesmo decisões definitivas importantes como trabalhar, estudar, casar ou não, ou ainda se está ou não preparada para ser mãe.

Por outro lado muitas demoram para atingir a maturidade emocional, que é quando se torna competente para lidar com as dificuldades da vida, quando desenvolve uma boa tolerância ás inevitáveis frustrações e contrariedades a que todos nós estamos sujeitos. Pessoas maduras também se aborrecem com as frustrações, mas não "descarrega" sua raiva sobre o terceiro que nada tem a ver com o que lhe ocorreu, enfim, pessoas maduras adquirem uma capacidade de tomar conta da própria vida, de responsabilizar-se por si mesma e por aqueles que precisam dela, sem esquecer de preservar seu lado criança e adolescente da vida, para manter o equilíbrio emocional, pois é este lado , que irá nos oferecer a capacidade de aprender sempre, de nos adaptar a novas situações, de estar abertos a novidade e a um mundo de descobertas.

Não está aqui em discussão se é melhor para a mulher ter filhos ou não antes dos 35 anos, pois como muitas pesquisas apontam, na parte emocional, psicológica da mulher, existem muitas vantagens, tipo: aceitação do bebe como uma pessoa separada dela e com características próprias; normalmente já está  numa fase financeira mais estável, poderá se dedicar melhor ao filho; estando com mais experiência de vida, deveria estar com mais maturidade emocional, consequentemente seria menos ansiosa, menos controladora, mais paciente e com mais compreensão.


Infelizmente o que se tem notado é que como estão demorando mais para atingir esta maturidade emocional, de não conseguirem deixar a eterna "adolescência", com pouca responsabilidade, nada que gere comprometimento a longo prazo, sem grandes renúncias, eles vão adiando para serem pais, com um discurso na ponta da língua, tipo: depois disso ou daquilo, da viagem ao exterior, de alcançar um cargo maior, depois que me cansar de sair com amigos, etc, etc, esquecendo o principal, ter filhos é uma questão natural, pois vem da natureza, e amadurecer também, é só seguir as etapas da vida, sem querer ficar parado em nenhuma, por mais gostosa que tenha sido, a outra etapa também vai ser, só que diferente.

Amadurecer causa sofrimento sim, não podemos negar, mas também traz uma grande satisfação, quando estamos tomando nossa vida com "nossas próprias mãos".

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