quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Dentes e Sentimentos, uma Estreita Ligação

O que causa a psicossomatização não é o acontecimento em si, mas sim a consciência que ela traz para a pessoa e ela rejeita. Na verdade, adoecemos não por temos problemas, mas sim porque nós recusamos ver nossos problemas (devido a censura).

A boca e sua estrutura guardam em sua “memória” as mais diversas emoções, sentimentos e simbologias. Basta lembrar que nosso primeiro contato de satisfação, intimidade, afeto e prazer ocorreu na cavidade oral através da amamentação.

Os dentes nascem e o sugar dá lugar ao morder, abocanhar e há uma clara conotação ao instinto de luta, de agressão e sobrevivência, acompanhadas pela sensação de independência e poder. Ruminamos emoções, rangemos os dentes contendo nossa agressividade instintiva.

Com o tempo vem a aceitação do individuo no meio social, afinal “os dentes são o cartão de visitas de uma pessoa” como se costuma dizer. Assim o sorriso tem a imagem clara de bem estar, confiança, alegria, segurança, acolhida e aproximação.

O sentido do paladar nunca deve ser negligenciado, afinal lembramos do “gosto da infância”, “gosto de festa” e dos “tempos amargos” simbolizando alegrias e tristezas no que se aprende com a boca.

Prazer e boca formam assim associações das mais diversas, não podendo ainda nos esquecermos do prazer do beijo, do carinho, do sexo em si. Impossível falar em beijo sem falar de sexo e vice-versa. A boca fica sendo assim uma zona erógena por excelência.

Os cirurgiões- dentistas continuarão obviamente a restaurar e alinhar dentes, a confeccionar placas de mordida e implantar dentes artificiais, mas uma reflexão profunda tanto por parte dos pacientes como dos profissionais é necessária sempre, assim como interação multidisciplinar com outros profissionais da área da saúde para proporcionar o bem estar e prevenção sempre tão almejadas.

A biocibernética bucal, vê o individuo como bem mais do que simplesmente uma boca. Cada paciente que chega ao consultório é um intrincado sistema de correlações, que vai da cabeça aos pés, e é absolutamente único.

Segundo a biocibernética bucal, cada agrupamento de quatro (4) dentes se liga a um determinado sistema e a um tipo de emoção. Explicando melhor: quando o sistema digestivo atinge a maturidade, nascem:
  • primeiros molares definitivos – estão ligados à vitalidade
  • incisivos centrais – se associam ao sistema neural e, por extensão, a sua personalidade, ao comportamento
  • incisivos laterais – órgãos dos sentidos e a afetividade, história familiar e integração social
  • primeiros pré-molares- glândulas sudoríparas, rins, bexiga e pulmão; plano psicológico – segurança pessoal;
  • segundos pré- molares – sistema respiratório e a estabilidade emocional
  • caninos – sistema circulatório e a maneira de amar, atacar e defender-se;
  • segundos molares – ligados à puberdade, aparecimento dos hormônios sexuais e órgãos de reprodução;
  • sisos – que complementam a personalidade, representam a percepção que o individuo tem de si mesmo.

Mexer na boca é mexer com uma carga emocional fortíssima. Ex: a tendência a arrancar os dentes de siso, quando eles estão bloqueados por algum motivo, diminui as possibilidades de o individuo se encontrar como pessoa. O que, se por um lado pode determinar alguém que vive uma eterna busca, por outro pode levar a um nível permanente de insatisfação e uma necessidade constante de aprimoramento. O que também pode resultar em altos níveis de desempenho profissional e intelectual, exemplifica o Dr. Newton Nogueira, dentista, adepto da odontologia sistêmica.

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