segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Cartas para o Papai Noel

Meu querido Papai Noel!

Já faz tanto tempo que eu não escrevo para o senhor, não é? Mas hoje, meu bom velhinho, resolvi resgatar aquela criança de brilho nos olhos e o coração cheio de esperanças que ainda vive dentro de mim. Não sou mais aquela criança e meu pedidos mudaram um pouco, mas com certeza o senhor poderá me atender.

Eu gostaria de uma pequena caixa vermelha. Isso mesmo, vermelha. Que represente a VIDA.

Para que eu quero essa caixa? Eu explico:

Para guardar todo amor que eu tenho para dar e que sei que irei receber. Toda a esperança que vive dentro de mim e depois compartilhar. Toda saúde que eu possa ter e todo carinho que eu tenho para distribuir.

Vou guardar também a compreensão, ela está tão rara hoje em dia. Guardarei também a solidariedade que é tão necessária. Guardarei todos os meus sonhos para que nenhum fuja entre os meus dedos, para conseguir realizá-los um a um.

Nela vai caber também o meu sorriso para que eu possa ofertar aos amigos a quem tanto amo.

Os momentos felizes!!!! Estes não posso esquecer de guardar. E aquela minha gargalhada infantil que vem do fundo da minha alma? Não vou esquecer mesmo de guardar. vou guardar a minha saudade, porque nela existe a prova do amor e de bons momentos. A confiança, pois sem ela não vivemos, nela também guardarei os meus desejos mais secretos para que um dia eles possam se realizar e todos os aprendizados que a vida me fez passar para que eu seja uma pessoa cada vez melhor.

Meu bom velhinho faça com que a chegada do natal, a criança que cada um tem dentro de si nasça novamente.

A minha criança está viva e cheia de sonhos a espera do meu pequeno milagre de natal.
                                       
(baseado no texto do site refletirpararefletir)

OBS: Já escreveu a sua cartinha este ano? Corra, pegue papel e caneta e escreva seus sonhos, desejos e sentimentos, pois todos nós carregamos dentro nossa criança e nosso "papai noel".

LIBERE - CONSCIENTIZE - REALIZE
      

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O que a roupa que você veste diz sobre você - Mais um caminho para o autoconhecimento

Estudo tem mostrado que as roupas que escolhemos não são apenas expressão e reflexo da cultura ou do que desejamos transmitir de forma mais ou menos consciente. O vestuário tem efeito sobre o que sentimos, pensamos e até na capacidade cognitiva; traduzem nossos estados de espírito e identidades pessoais.

Elas preenchem o mundo no sentido e significado e nos ajudam a construir diversas narrativas e expressões sobre nós mesmos: sobre quem somos ou como queremos ser vistos, a nos diferenciar ou criar identificações, a ocupar posições ou oposições dentro do grupo.

A roupa nos constrói e tem um poder sobre nós.
   
A cognição da roupa dá prova científica à ideia de que você deve se vestir não do modo como se sente, mas do modo que quer sentir.

Quais as roupas a(o) fazem se sentir poderosa(o)? sexy? no controle? rico(a)?

Numa pesquisa, foi solicitado aos participantes que fizessem testes cognitivos. Antes disso, porém, foram divididos em dois grupos: metade deveria se vestir com roupas formais e outra parte se apresentaria com trajes casuais.Curiosamente, o fato de utilizarem um vestuário executivo "mais sério" parecia incrementar a capacidade de pensamentos abstratos - um aspecto importante da criatividade e da construção de práticas estratégicas de longo prazo. Segundo autores o estudo, esse resultado pode estar relacionado a sentimentos de poder.

Você pode até não perceber, mas quando escolhe uma camisa, uma saia, uma bermuda, está falando algo para as pessoas à sua volta. E se você não se preocupa com isso, passa a impressão que não tem interesse e não se importa com a mensagem que transmite, e com sua própria imagem pessoal, ou pior ainda, pode passar um mensagem totalmente errada sobre você mesmo, deixando de mostrar suas verdadeiras qualidades; por ex: se veste roupas amassadas, sujas ou rasgadas, está passando uma mensagem que não está nem ai com você mesmo, não só com os outros, que qualquer coisa serve pra você, que não tem um cuidado, um carinho por você mesmo. Se usa sempre só roupa muito sexy, em qualquer lugar, desde uma balada como no trabalho, está mostrando que necessita ser sempre cobiçada, admirada, que só assim se sente integrada na vida,ou ao contrário, só usa moletom, camisetas largas, que prima só o conforto e nada de estética ou beleza, está querendo passar que é protetora, cuidadora, do lar, família,....

Quando temos a percepção de nossas reais necessidades, conseguiremos nos vestir adequadamente aos nossos sentimentos e ficar e se sentir adequado à vida, com consciência do que estamos vestindo, com propriedade de nossas emoções, consequentemente passando o que realmente somos, expressando a relação verdadeira com nossa imagem.


(texto baseado: artigo de Sergio large-revista:mente e cérebro; livro de Catherine joubert e Sarah Starn, Jorge Zahar- Dispo-me! o que nossa roupa diz sobre nós)

   

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Análise Psicológica do livro We - A chave da psicologia do amor romântico

WE - A CHAVE DA PSICOLOGIA DO AMOR ROMÂNTICO                                

de Robert A. Johnson

É uma interpretação junguiana do mito Tristão e Isolda, enfocando os seus símbolos como fontes de compreensão psicológica.

Um mito expressa o que se passa dentro de uma mente coletiva de uma sociedade, de uma cultura ou de uma raça.

Tristão e Isolda é um modelo simbólico de nossa psique ocidental em um momento decisivo, um ponto crítico de nosso desenvolvimento psicológico. Ele nos mostra os conflitos e as ilusões, mas também as potencialidades contidas na situação.

Foi a primeira história na literatura ocidental a lidar com o amor romântico. O ideal do amor romântico  irrompeu na sociedade ocidental durante a Idade Média. Era conhecido como "amor cortês" e tinha por modelo o intrépido cavaleiro que honrava uma bela dama e fazia dela a sua inspiração, o símbolo de toda beleza e perfeição, o ideal que o incentivava a ser nobre, espiritualizado, refinado e voltado para assuntos "elevados". O amor romântico começou com uma busca de elevação espiritual.

O amor romântico não significa apenas amar alguém: significa "estar apaixonado" e este é um fenômeno psicológico muito peculiar. Quando estamos "apaixonados" acreditamos ter encontrado o verdadeiro sentido da vida revelado num outro ser humano. Sentimos que finalmente nos completamos, que encontramos as partes que nos faltavam. Para nós , ocidentais, este são sinais seguros do "amor verdadeiro". Ai que está o perigo: Este conjunto psicológico trará junto uma exigência inconsciente de que o nosso amante ou cônjuge nos alimente continuamente com esta sensação de êxtase e de emoção intensa.

Por isso que geralmente fracassam nossos esforços de ter casamentos e relações perfeitas. Esses envolvimentos estão contaminados de projeções e aspirações vigorosas e desconhecidas.

Pegamos nosso anseio de totalidade e o projetamos nos nossos amores, um redirecionamento de energia que tende a falhar porque cada um deve ser pleno e total em si mesmo. Se acreditamos, inconscientemente, que nosso parceiro ou parceira tem esta obrigação de nos manter sempre feliz, de tornar nossa vida plena, vamos exigir muito do outro, vamos cobrar atitudes e resultados IMPOSSÍVEIS de serem atingidos.

O amor humano está tão distorcido pelos excessos e pelas perturbações do romance, que quase nunca procuramos o amor pelo amor, e mal sabemos o que procurar quando o buscamos .......

As pessoas ficam tão exauridas com os ciclos e os becos sem saídas do romance, que começam a se perguntar se realmente existe essa coisa chamada "amor". EXISTE, mas algumas vezes precisamos  promover profundas mudanças de atitudes antes de podermos descobrir o que é o amor e assim abrir um espaço para ele em nossa vida.

O Amor é o poder que dentro de nós aceita e valoriza o outro ser humano tal como ele é, que aceita a pessoa que ali está, verdadeiramente, e não a transforma no ser idealizado pela nossas projeções.

Podemos aprender que o relacionamento humano é inseparável da amizade e do compromisso. Podemos aprender que a essência do amor não é usar o outro para a nossa felicidade, mas sim servir e encorajar aquele a quem amamos; e finalmente, poderemos descobrir - para nossa surpresa - que o que mais necessitamos não é tanto sermos amados, mas sim "AMAR".

Baseado no texto da Psicopauta 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Sistema Circulatório - O Coração - Símbolo dos Sentimentos

Nosso sistema circulatório é composto de artérias, veias, capilares, coração e sangue.

A função básica do sistema circulatório é distribuir o sangue por todo o organismo, levando oxigênio e nutrientes às células.

Essa função desempenhada pelo sistema circulatório está associada metafisicamente à circulação das idéias pelo interior do ser. Analogicamente ao processo de condução de nutrientes para o organismo realizado pelo sangue, elaboramos as informações recebidas do mundo externo, refletindo acerca do que se passa ao redor. Também mobilizamos o potencial criativo, deixando verter nossas próprias idéias.

Em suma, o sistema circulatório reflete a maneira como estamos fluindo pela vida. Não permanecer estagnado nem tampouco bloquear-se diante dos desafios que a vida impõe ao caminho.

Hoje falaremos sobre o CORAÇÃO - Localizado no centro do corpo; ele está virtualmente no meio, apenas um pouco deslocado para a esquerda, na direção da metade corporal vinculada ao "sentimento"( que corresponde ao hemisfério direito do cérebro). ele está exatamente no lugar para onde apontamos quando queremos mostrar quem somos., popularmente conhecido como "Símbolo os sentimentos".

O sentimento é considerado a força motriz das nossas ações. Precisamos conduzir a vida de acordo com aquilo que sentimos. Fazer algo com prazer, além de sair bem-feito, acarreta um desgaste mínimo.

O despertar dos bons sentimentos e a expressão  das vontades próprias geram e mantem os impulsos cardíacos, representando uma espécie de nutriente energético para o coração.

O que devemos ficar atentos, é que a generosidade não deve ser praticada somente com os outros, mas também, e principalmente, consigo mesmo. Ser bom para si é respeitar-se e não se abandonar, nem anular-se frente aos outros ou às obrigações.

Para viver prazerosamente é preciso respeitar nossas vontades e atender às necessidades pessoais, não tendo medo de entrar em contato com seus reais sentimentos, seu lado escuro, fazer o que precisa ser feito, reconhecendo seus limites.

Quando sufocamos o sentimento, a vida perde o encanto. Nesse momento experimentamos o desprazer e ficamos desmotivados. tudo fica sem sentido, rejeitamos a maneira que os fatos se desenrolam. É nessa fase que geralmente surgem os problemas cardíacos.

Uma pessoa que vive em função do meio ou dos outros, ao ver seus planos interrompidos, abala-se profundamente, sentindo-se angustiado e melancólico. As pessoas que compartilham da nossa vida tem grande valor afetivo, mas não podemos nos comportar diante delas de forma a ofuscar a percepção de nós mesmas.

Para reverte o quadro físico desses problemas é preciso fazer uma reformulação interior; resgatar os valores internos e mudar a conduta; dê o melhor de si, procurando voltar a realidade de acordo com seus reais sentimentos, assim viverá bem e terá uma boa saúde cardíaca.

(texto baseado nos livros metafísica da saúde - Valcapelli e Gasparetto - e A doença como caminho - Thorwald Dethlefsen/Rudiger Dahlke)

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Filme: NISE - O CORAÇÃO DA LOUCURA

O longa conta a história da psiquiatra alagoana Nise da Silveira (1905-1999) que revolucionou o tratamento de pessoas com problemas mentais, principalmente os com esquizofrenia.

Sinopse:
Dra. Nise da Silveira retoma ao trabalho no Centro Psiquiátrico Nacional PedroII, em Engenho de Dentro, Rio de Janeiro. Por não concordar com os métodos utilizados pelos colegas, como eletrochoques e operações que faziam buracos nos crânios (lobotomia), o diretor do instituto a coloca para cuidar do setor de terapia ocupacional. À partir dai, trabalhando com os mais diverso pacientes - ou clientes, como ela os chamava - a psiquiatra seguindo a linha de trabalho de Jung, consegue demonstrar que existem formas diferentes de tratar as pessoas com problemas mentais, com muito mais sensibilidade e humanidade, através do amor e da arte.
Ela inaugurou o Museu de Imagens do Inconscientes, campo de passagem entre o hospício e o mundo da arte. Costuma-se dizer que este museu se constitui desde o princípio como um núcleo de pesquisa da esquizofrenia - utilizando a expressão plástica como um meio de acesso a interioridade dos esquizofrênicos e levou ao conhecimento do grande público as obras de seus pacientes (clientes).


Trailer:

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Nocebos: O poder da crença negativa




Quando me deparei com este texto, percebi como ele transmitia de forma clara o que eu falava nos meus textos sobre os pensamentos disfuncionais e os pensamentos negativos. E de como a Terapia Cognitiva podia atuar sobre eles, modificando-os, anulando-os. E começou falando de uma palavra pouco usada ou pouco usada no nosso cotidiano: o Nocebo.



Nocebo= é quando a mente emite sugestões negativas que podem afetar a saúde, os efeitos causados, são chamados de efeitos "nocebos".

O efeito nocebo pode ser tão poderoso quanto o "placebo"(quando a mente faz com que a saúde de uma pessoa melhore). 

Nossas crenças positivas e negativas têm impacto não apenas sobre nossa saúde como também sobre outros aspectos de nossa vida.Henry Ford estava certo a respeito da eficácia da linha de produção como também sobre o poder da mente: "Não importa se você acredita ou não que pode fazer algo...você está certo." O que dizer daquelas pessoas que andam sobre o carvão em brasa e não se queimam; do cientista que tomou um copo cheio de bactérias e não se infectou; do homem que morreu em pouco tempo de câncer no esôfago e na autópsia revelou que não tinha câncer, que havia sido um engano médico. Suas crenças agem como filtros de uma câmera. E sua biologia se adapta a elas. Quando reconhecemos o poder de nossas crenças descobrimos a chave da liberdade. Não podemos modificar nossos códigos de programação genética, mas podemos modificar nossa mente. Você pode escolher aquilo que quer ver. Há sempre duas possibilidades. Quem escolhe o amor vive com mais saúde. mas quem escolhe o mundo escuro do medo tem muito mais problemas, pois se isola fisiologicamente tentando se proteger.

Aprender a mudar sua mente para crescer e se desenvolver é o segredo da vida.

Não são nossos genes, mas sim nossas crenças que controlam nossa vida.

Pensamentos positivos são a base de uma vida feliz e saudável. Como dizia Mahatma Gandhi:
              Suas crenças se tornam seus pensamentos.
              Seus pensamentos se tornam suas palavras.
              Suas palavras se tornam suas ações.
              Suas ações se tornam seus hábitos.
              Seus hábitos se tornam seus valores.
              Seus valores se tornam o seu destino.
  
Para não ser repetitiva, dê uma olhada lá no texto que falo como a terapia cognitiva trabalha que entenderão melhor do COMO modificarmos nossos pensamentos negativos para positivos,para mais assertivos, não quer dizer que não os teremos mais, mas conseguiremos eliminá-los com mais facilidades para que não se transforme em raiva, revolta, agressividade, ansiedade , depressão, etc....

texto baseado no livro:A biologia da crença(Bruce H. Lipton)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

TDHA - Medicalização? Uma parada para reflexão.


Até o final da década de 90, a sigla TDHA, do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, era pouco conhecida fora da área da saúde, e drogas como metilfenidato (ritalina) raramente eram prescritas. em cerca de duas décadas, o termo entro para o vocabulário corriqueiro de pais, professores e qualquer profissional que trabalha com crianças. Para constatar como ficou popular este medicamento, só no Brasil, cresceu 775% entre 2003 e 2012, segundo levantamento do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do rio de janeiro.

O psiquiatra, Allen Frances, autor do livro "Saving Normal" lançamento previsto pra março no Brasil, - destaca que todos os distúrbios neurológicos afetam a concentração e muitos promovem hiperatividade. alguns bastante  comuns e infelizmente deixam de ser identificados com uma frequência lastimável, mascarados pelo popular disgnóstico de "Déficit de atenção". Entre eles estão os transtornos de aprendizagem - como dislexia -, que poderiam ser trabalhados com estímulos e metodologia adequados para resultados seguros, eficazes e definitivos.

Outra ótima evidência de como a inadequação ás exigências acadêmicas muitas vezes é respondida com distração e hiperatividade está na alta incidência de TDHA entre crianças mais novas da sala. Frances revela em seu livro que um estudo canadense envolvendo cerca de 940 mil crianças, concluído em 2012, constatou que meninas nascidas mais perto da data de corte de cada nível escolar(que no Brasil seriam as crianças de final de ano) apresentavam 77% mais chances de serem medicadas com estimulantes, e entre meninos este índice aumentavam em 41%. "É ridículo tornar a imaturidade na infância uma doença e medicá-la," lamenta.

Para se certificar se o uso das drogas para déficit de atenção compensa em longo prazo, uma equipe de 18 pesquisadores, com apoio do Instituto de Saúde mental americano, investigou , no decorrer de 8 anos, o desempenho de 579 crianças diagnosticadas com o transtorno. Publicada em 2009, foi a maior pequisa já realizada com essa finalidade. Concluíram que depois de um ano e meio, mesmo com o aumento contínuo de dose, as crianças medicadas não apresentaram melhor desempenho em nenhum aspecto com relação às que não receberam medicação.

Ter dificuldade de leitura e escrita não mais questiona a escola, o método, as condições de aprendizagem e da escolarização. Mas, sim, busca na criança, em áreas de seu cérebro, em seu comportamento manifesto as causas das dificuldades de leitura, escrita, cálculo e acompanhamento dos conteúdos escolares. Até os questionários preenchidos por professores ou respondidos pelos pais, denominados SNAP-IV, para crianças e adolescentes se mostraram insatisfatórios, por ser de caráter opinativo, são questões que destacam aspectos que ressaltam que determinados comportamentos como os de organização, são sinônimos de atenção, simplificando os aspectos sociais, histórias e culturais, que constituem os comportamentos humanos em seus diversos contextos e situações e que comparecem de forma distinta em diversas faixas etárias, aspectos não considerado no questionário, como também, vale lembrar, a forma de criar os filhos, como impõe os limites, ensinam à disciplina às crianças, como estão aprendendo a enfrentar frustrações, estresse, medos e ansiedades, e, reforçando o que foi dito anteriormente, o quanto estão sendo estimulados em suas aprendizagens nas escolas.
  
texto baseado: revista psique - blog; ensaio de gênero - site.cfp.org.br - campanha "não á medicalização a vida"

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Luto: A dor passa, só fica a saudade

Quando enfrentamos a morte, aprendemos a aproveitar melhor a convivência com a vida.

A única  certeza que se tem é que iremos morrer um dia, mas na nossa cultura não incorpora a morte como parte da vida. Pensa-se nela como castigo. Morte é afastamento, silêncio, nunca mais, mas não é castigo.

Lutamos durante a vida pela ideia da imortalidade, e tentamos negar a possibilidade de perda das pessoas que amamos, e quando isto acontece, abre-se um imenso buraco, e a sensação de vazio invade a alma com muita força. Este é um inicio de um tempo muito difícil, de um tempo de dor, de um tempo de mudanças e transformações por dentro e por fora também. Este é o tempo de luto.

A dor que dói dentro do peito é do tamanho da ligação que se tinha com quem partiu. leva um tempo para nos desligarmos dela. Desligar não é esquecer, é transformar em saudades, lembranças.

A morte marca a alma, entretanto, estamos na vida para sermos transformados a partir das experiencias que o acaso nos propõe, e superamos a perda quando a aceitamos e continuamos.

Há fases no processo de aceitação da morte. A estudiosa Elizabeth Kluber-Ross, autora de vérios livros sobre o tema, alerta que em geral, diante da morte qualquer ser humano passa por 5 estágios: negação, raiva, barganha (negociar com o destino), depressão e aceitação. Esses estágios não necessariamente são subsequentes, podendo estar misturados e serem vividos ao mesmo tempo.

Ninguém sai do luto como entrou. A pessoa amadurece forçosamente e se dá conta de que toda perda não precisa ser total; ela traz sempre algum ganho existencial. O luto significa uma travessia dolorosa, por isso precisa ser cuidado. Não tente impedir o enlutado de sofrer a sua dor, de sentir saudades... ele precisa "dar palavras a sua tristeza porque o pesar que não fala endurece o coração já sofrido" (Shakespeare).

A elaboração do luto é um processo de incorporação da perda e de trabalho sobre o pesar. Quando este pesar não é vivenciado pelo enlutado o luto não é elaborado, portanto a existência (sentido da vida) não é resignificada. (Melo, 2010).

O choro é a maior forma de expressão dos sentimentos e é muito comum. Verbalizar dá espaço para esvaziar os sentimentos e entrar em contato com eles.

Podemos passar pelo luto crônico - quanto mais o tempo passa, pior fica; o luto adiado - a pessoa diz que está bem, não encara o sofrimento, chega até a ficar eufórico, um dia morre o peixinho da irmã da vizinha e ela desabae o luto distorcido - a pessoa aparenta estar bem, mas não está, tem filhos para cuidar, trabalho e não consegue dar conta de tudo, então disfarça.

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Se você tinha um vínculo com a pessoa que morreu você estará num processo de luto, cada um passará de seu jeito, mas não poderá negar que estará de luto, pois o luto  é um processo que se inicia com a morte.

texto baseado nos textos :Clarissa de Franco- psicóloga ; maria Helena Bromberg- psicóloga e criou o laboratório de estudos e intervenções sobre o luto ; site - minha vida- saúde ; ´psicologado
      

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Um olhar psicológico para o uso da maconha

Uma pessoa que usa maconha tem como finalidade alcançar um estado diferente do normal. o objetivo de alcançar um estado diferente de percepção, sentir-se como num sonho ou para relaxar-se indica que existe uma deficiência na psicológica: os problemas externos são muitos fortes sendo necessário uma forma de compensação dessa tensão, ou o individuo que fuma maconha está fraco o suficiente para não enfrentar seus problemas naturais.  Nesse caso o problema não está na maconha, mas no comportamento de fuga.

A adolescência é a preparação para a vida adulta que por natureza é mais difícil devido a maturidade que será alcançada com o tempo e paciência. Quando um adolescente foge de seus problemas está implantando o hábito da fuga para a vida adulta. Talvez, através da própria maconha quando for adulto.

Muitos usuários alegam que o cigarro é muito pior que a maconha, dependendo do ângulo que estiver vendo, é mesmo. O cigarro nunca é saudável. Os efeitos maléficos do cigarro são diretamente proporcionais a intensidade do uso, pois é muito comum encontrar uma pessoa que fuma 20, 30 cigarros por dia, com isso a probabilidade é muito maior de contrair um câncer ou enfisema. Contudo os efeitos maléficos da maconha são outros, atingem com certeza, o comportamento e a personalidade dos usuários, pelo efeito psicotrópico,  além da Síndrome Amotivacional (caracterizada por apatia, dificuldade de concentração, isolamento social, perda no interesse em novas aquisições), e não precisa ter todas estas características, e podem ir aumentando conforme a frequência e quantidade do uso.

Como em todos os grupos sociais há uma busca pelo semelhante, então o usuário da maconha aceita e é aceito por outros usuários, que também tem por hábito fugir da realidade, reforçando que o que faz é o certo e anestesiando o lado da personalidade que precisaria se desenvolver, que é a capacidade de suportar frustrações sem desanimar, sem desistir.

Quando uma pessoa experimenta o sabor da vitória pelo seu próprio sabor da vitória pelo seu próprio esforço , tende a deixar o uso da maconha , por perceber que a vitória na vida é mais saborosa. Aqueles que alcançam o sucesso e continuam usando a maconha tem muito mais chance de perderem o que conquistarem, do que aqueles que abandonaram o uso e substituíram o valor da maconha por outro melhor.

A maconha talvez não encurte a vida de uma pessoa como faz o cigarro, mas certamente compromete a qualidade dos anos vividos.

EFEITOS FÍSICOS E PSICOLÓGICOS DEPOIS DE 2 HORAS:
  • aumento do apetite, geralmente doces;
  • sonolência;
  • desmotivação;
  • insônia e excitação nervosa;
  • irritabilidade;
  • ansiedade;
  • hiper sensibilidade moral, com relações severas por pequenas coisas (os revoltados);
  • esquecimento de algumas tarefas e horários.


EFEITOS FÍSICOS IMEDIATOS:
  • olhos avermelhados e injetados;
  • boca seca;
  • tosse ou pigarro;
  • coração mais acelerado;
  • mãos trêmulas;
  • suor excessivo;
  • sono (em alguns casos);
  • dificuldade para caminhar, devido a alteração na coordenação dos movimentos. A pessoa compensa, andando mais devagar e arrastando mais os pés no chão;
  • cansaço (em alguns casos).


OBS: Estes efeitos diferem de intensidade de pessoa para pessoa,

texto baseado no psicosite - Dr. rodrigo Morot) M.D. Saúde - e de coletãnea de outros artigos sobre o mesmo assunto.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Exercitando e planejando a sua felicidade



Felicidade é algo difícil de ser definido e mais ainda de ser mensurado. Algumas pessoas dizem que é a soma das pequenas coisas boas do dia-a-dia. Outras, que é ter uma vida plena fazendo o que se ama. E também aquelas que acham que é ter um carro bacana ou uma casa com piscina. Quem está certo? Todos estão, a felicidade que um sente não é maior ou melhor do que a do outro. Mas, como algo tão abstrato pode ser planejado? Exercitado?

Tempo e Felicidade


Ao contrário do que muita gente pensa, a felicidade não é algo que acontece nas nossas vidas aleatoriamente. Ela precisa ser exercitada e, porque não, planejada.

Por muitos anos se estudou a relação entre o dinheiro e a felicidade. Todo mundo queria encontrar a resposta para a pergunta: dinheiro traz felicidade? Mas, pouco se estudou até hoje sobre a relação entre o tempo e a felicidade.

Muitos devem concordar que o tempo está se tornando cada vez mais valioso, já que, ao contrário do dinheiro, o tempo perdido jamais poderá ser recuperado.
isso faz com que as pessoas se preocupem mais com a forma que passam o seu tempo e com o fato de que talvez não valha a pena perdê-lo quase todo em troca de dinheiro.

Mas como disse a Monja Coem em uma entrevista:
"Preocupar-se nunca é válido. ocupar-se sim."

Não adianta ficarmos estressados ou frustrados porque não estamos usando o nosso tempo da melhor forma se não tivermos noção do que gostaríamos de estar fazendo com ele.

Vocês já repararam que muitas vezes existe um hiato entre o que as pessoas dizem que elas gostariam de estar fazendo com o tempo delas e a forma com que elas gastam o tempo que tem? será que realmente sabemos quais são as coisas que nos fazem felizes de verdade?

Ser feliz exige, além de esforço, autoconhecimento. Só nos conhecemos e entendemos quais são as nossas verdadeiras necessidades quando isolamos a nossa vida dos fatores externos e fazemos uma avaliação honesta sobre a razão pela qual tomamos certas decisões.

É sempre mais fácil colocar a culpa no emprego, no marido ou nos pais pelo tempo que nos está sendo confiscado porque tivemos de arrumar a casa, trabalhar até mais tarde ou cuidar dos pais doentes. Mas será que no fundo, não estamos fazendo isso porque queremos ser consideradas boas esposas, funcionários competentes e filhos exemplares? Isso não deveria nos fazer bem em vez de nos fazer lamentar pelo tempo perdido?

É mais provável que a gente sinta que nosso tempo está sendo bem aproveitado quando fazemos algo sem esperar pelo reconhecimento de outras pessoas. Toda e qualquer ação de nossa vida requer tempo, por isso, precisamos ter consciência das escolhas que fazemos o tempo todo para que elas nos tragam algum tipo de satisfação pessoal. do contrário, continuaremos com a sensação de tempo perdido.

Não coincidentemente o trabalho é uma das coisas que tem feito cada vez mais gente infeliz. Muitas pessoas não vêem propósito algum no que fazem e por terem de passar o dia todo confinados sem sem nenhum controle sobre o próprio tempo acabam se sentindo totalmente insatisfeitos com a vida que levam.

Só que nem todo mundo pode largar tudo para abrir seu próprio negócio ou viajar. nem todo mundo pode abandonar os pais doentes ou deixar algumas obrigações de lado. O que fazer então????

Comece a planejar a sua felicidade. sim, como planejamos os nossos gastos ou as nossas férias. Abra espaço na sua vida para aquelas coisas e pessoas que fazem você se sentir bem. identifique o que te faz feliz e repita isso com mais frequência.

Quando organizamos e planejamos as coisas com antecedência otimizamos o nosso  tempo (e muitas vezes o nosso dinheiro) e fazemos com que ele renda mais.

Arrumar tempo para aquilo que te faz verdadeiramente feliz, isso é planejar a sua felicidade.

texto baseado: felizcomavida. com

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Análise do filme: Sybil

Livro e filme, trata de uma mulher chamada Shirley Ardell Mason, nascida em 25/11/1923 na cidade de Dolge Center, no estado de Minessota. sua história é o mais famoso caso de personalidade múltipla já registrado.(filme feito em 1972).

Sybil, é uma paciente com severos problemas de ansiedade social e perda de memória. Com o decorrer da terapia, que durou 11 anos, a Dra. Wilburn descobre que ela tem 16 personalidades distintas. Ela usa hipnose e o barbitúrico Amobarbital para encorajar as diversas personalidades de Sybil a se comunicarem e revelarem informações sobre a vida da paciente.

A Dra. Wuilbrn concluiu que as múltiplas personalidades (transtorno dissociativo) de Shirley Mason (Sybil) foram resultados do abuso infantil por parte da mãe, aparentemente esquizofrênica, o pai ausente, o avô fanático religioso e morte prematura da avó, único ponto de afeto e aceitação na vida da criança,

Conta a história da luta desesperada de uma mulher que quer voltar a ser uma só.

O fenômeno que ocorreu em Sybil é um caso extremo do que ocorre em todos nós: todos possuimos personificações de vários aspectos que rejeitamos e/ou desconhecemos em nós mesmos.

O conceito de Carl Jung sobre a sombra - O lado escuro que todos nós temos, as monstruosidades das quais todos nós somos capazes, é na verdade um tipo de personalidade múltipla. Ela torna-se um problema de saúde mental quando atinge uma intensidade que afasta dramaticamente a pessoa de sua consciência e a impede de integrar a informação em suas mentes.

Veja o Trailer: