quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Luto: A dor passa, só fica a saudade

Quando enfrentamos a morte, aprendemos a aproveitar melhor a convivência com a vida.

A única  certeza que se tem é que iremos morrer um dia, mas na nossa cultura não incorpora a morte como parte da vida. Pensa-se nela como castigo. Morte é afastamento, silêncio, nunca mais, mas não é castigo.

Lutamos durante a vida pela ideia da imortalidade, e tentamos negar a possibilidade de perda das pessoas que amamos, e quando isto acontece, abre-se um imenso buraco, e a sensação de vazio invade a alma com muita força. Este é um inicio de um tempo muito difícil, de um tempo de dor, de um tempo de mudanças e transformações por dentro e por fora também. Este é o tempo de luto.

A dor que dói dentro do peito é do tamanho da ligação que se tinha com quem partiu. leva um tempo para nos desligarmos dela. Desligar não é esquecer, é transformar em saudades, lembranças.

A morte marca a alma, entretanto, estamos na vida para sermos transformados a partir das experiencias que o acaso nos propõe, e superamos a perda quando a aceitamos e continuamos.

Há fases no processo de aceitação da morte. A estudiosa Elizabeth Kluber-Ross, autora de vérios livros sobre o tema, alerta que em geral, diante da morte qualquer ser humano passa por 5 estágios: negação, raiva, barganha (negociar com o destino), depressão e aceitação. Esses estágios não necessariamente são subsequentes, podendo estar misturados e serem vividos ao mesmo tempo.

Ninguém sai do luto como entrou. A pessoa amadurece forçosamente e se dá conta de que toda perda não precisa ser total; ela traz sempre algum ganho existencial. O luto significa uma travessia dolorosa, por isso precisa ser cuidado. Não tente impedir o enlutado de sofrer a sua dor, de sentir saudades... ele precisa "dar palavras a sua tristeza porque o pesar que não fala endurece o coração já sofrido" (Shakespeare).

A elaboração do luto é um processo de incorporação da perda e de trabalho sobre o pesar. Quando este pesar não é vivenciado pelo enlutado o luto não é elaborado, portanto a existência (sentido da vida) não é resignificada. (Melo, 2010).

O choro é a maior forma de expressão dos sentimentos e é muito comum. Verbalizar dá espaço para esvaziar os sentimentos e entrar em contato com eles.

Podemos passar pelo luto crônico - quanto mais o tempo passa, pior fica; o luto adiado - a pessoa diz que está bem, não encara o sofrimento, chega até a ficar eufórico, um dia morre o peixinho da irmã da vizinha e ela desabae o luto distorcido - a pessoa aparenta estar bem, mas não está, tem filhos para cuidar, trabalho e não consegue dar conta de tudo, então disfarça.

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Se você tinha um vínculo com a pessoa que morreu você estará num processo de luto, cada um passará de seu jeito, mas não poderá negar que estará de luto, pois o luto  é um processo que se inicia com a morte.

texto baseado nos textos :Clarissa de Franco- psicóloga ; maria Helena Bromberg- psicóloga e criou o laboratório de estudos e intervenções sobre o luto ; site - minha vida- saúde ; ´psicologado
      

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