quinta-feira, 28 de julho de 2016

Análise Psicológica do livro We - A chave da psicologia do amor romântico

WE - A CHAVE DA PSICOLOGIA DO AMOR ROMÂNTICO                                

de Robert A. Johnson

É uma interpretação junguiana do mito Tristão e Isolda, enfocando os seus símbolos como fontes de compreensão psicológica.

Um mito expressa o que se passa dentro de uma mente coletiva de uma sociedade, de uma cultura ou de uma raça.

Tristão e Isolda é um modelo simbólico de nossa psique ocidental em um momento decisivo, um ponto crítico de nosso desenvolvimento psicológico. Ele nos mostra os conflitos e as ilusões, mas também as potencialidades contidas na situação.

Foi a primeira história na literatura ocidental a lidar com o amor romântico. O ideal do amor romântico  irrompeu na sociedade ocidental durante a Idade Média. Era conhecido como "amor cortês" e tinha por modelo o intrépido cavaleiro que honrava uma bela dama e fazia dela a sua inspiração, o símbolo de toda beleza e perfeição, o ideal que o incentivava a ser nobre, espiritualizado, refinado e voltado para assuntos "elevados". O amor romântico começou com uma busca de elevação espiritual.

O amor romântico não significa apenas amar alguém: significa "estar apaixonado" e este é um fenômeno psicológico muito peculiar. Quando estamos "apaixonados" acreditamos ter encontrado o verdadeiro sentido da vida revelado num outro ser humano. Sentimos que finalmente nos completamos, que encontramos as partes que nos faltavam. Para nós , ocidentais, este são sinais seguros do "amor verdadeiro". Ai que está o perigo: Este conjunto psicológico trará junto uma exigência inconsciente de que o nosso amante ou cônjuge nos alimente continuamente com esta sensação de êxtase e de emoção intensa.

Por isso que geralmente fracassam nossos esforços de ter casamentos e relações perfeitas. Esses envolvimentos estão contaminados de projeções e aspirações vigorosas e desconhecidas.

Pegamos nosso anseio de totalidade e o projetamos nos nossos amores, um redirecionamento de energia que tende a falhar porque cada um deve ser pleno e total em si mesmo. Se acreditamos, inconscientemente, que nosso parceiro ou parceira tem esta obrigação de nos manter sempre feliz, de tornar nossa vida plena, vamos exigir muito do outro, vamos cobrar atitudes e resultados IMPOSSÍVEIS de serem atingidos.

O amor humano está tão distorcido pelos excessos e pelas perturbações do romance, que quase nunca procuramos o amor pelo amor, e mal sabemos o que procurar quando o buscamos .......

As pessoas ficam tão exauridas com os ciclos e os becos sem saídas do romance, que começam a se perguntar se realmente existe essa coisa chamada "amor". EXISTE, mas algumas vezes precisamos  promover profundas mudanças de atitudes antes de podermos descobrir o que é o amor e assim abrir um espaço para ele em nossa vida.

O Amor é o poder que dentro de nós aceita e valoriza o outro ser humano tal como ele é, que aceita a pessoa que ali está, verdadeiramente, e não a transforma no ser idealizado pela nossas projeções.

Podemos aprender que o relacionamento humano é inseparável da amizade e do compromisso. Podemos aprender que a essência do amor não é usar o outro para a nossa felicidade, mas sim servir e encorajar aquele a quem amamos; e finalmente, poderemos descobrir - para nossa surpresa - que o que mais necessitamos não é tanto sermos amados, mas sim "AMAR".

Baseado no texto da Psicopauta 

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