quarta-feira, 25 de julho de 2018

FIBROMIALGIA - Conflitos de desvalorização


Segundo dados da Associação Nacional contra a fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crônica, a fibromialgia é uma condição patológica que atinge entre 2% a 5% da população adulta, dos quais 90% do sexo feminino.

A fibromialgia não apresenta consenso na comunidade médica por não apresentar causas aparentemente plausíveis nem conhecidas. O doente de fibromialgia pode ser confundido com alguém que se queixa sem motivos aparentes. A gravidade depende da intensidade dos sintomas, que vão desde fadiga constante, sono não reparador, dor de cabeça, dores musculares e/ou distúrbios gastrointestinais.

A fibromialgia é considerada uma doença psicossomática. Isso quer dizer que os fatores psico afetivos são determinantes para o desencadeamento do adoecer. Fatores como herança genética e estado de vida também contam em qualquer tipo de adoecimento, é claro, mas a forma de lidar com as emoções, os traumas e os sentimentos de abandono, rejeição, culpas, medo e fragilidade se tornam centros em quadros psicossomáticos. Esses conflitos emocionais, pertencem a terceira etapa cerebral relacionada com a movimentação, comparação e rendimento, são os chamados conflitos de desvalorização.

FIBRO - fibras familiares, laços familiares, relações familiares. Faz-se referência aos tendões e fibras elásticas musculares, sugerindo uma problemática de rendimento no presente. "Já não consigo ir para todo o lado..."

MIO - faz referência ao músculo. A forma como eu me subjugo a todas as más relações. Está estreitamente relacionado com força ou potência, nesse caso, com a ausência das mesmas, isto é, a sensação de impotência. "Eu já não posso mais..."

ALGIA - Dor - A dor emocional que causam as referidas situações, que se refletem em dor física. A dor física é estritamente proporcional `a dor moral/psicológica.

As pessoas que sofrem de fibromialgia são por normas , bastante servente à família e aos outros. As suas necessidade existem em função das necessidades dos outros e a sua vida gira em torno da família e pessoas próximas, o que acaba por as anular pessoalmente. quando surgem dificuldades ou contrariedades com os seus, não se conseguem afirmar e subjugam-se totalmente aos seus entes queridos. são extremamente responsáveis. "Eu existo só para os outros" é a sua máxima de vida. ao longo do tempo, tendem a acumular dor e sofrimento por não assumirem o seu próprio caminho. Sempre que ambicionam a independência e a liberdade, são oprimidos por um forte sentimento de culpa que lhes diz que estão a trair o seu dever para com a família e/ou com o próximo.

A sua necessidade vital arcaica em assumir a sua individualidade, desejos e vontades, é oprimida pelas fibras familiares. Duas forças anímicas opostas criam um fenômeno psicossomático, chamado "dupla obrigação".

A força da expansão da vida contra a força das obrigações familiares.

O corpo encontra sempre soluções para conflitos interiores. Perante este conflito de movimentos, ele cria uma contrariedade de tal forma intensa que a melhor solução biológica que encontra é PARAR. Por esta razão, a fadiga, o cansaço mental e a exaustão são os sintomas mais incômodos na fibromialgia.

Quando a fibromialgia atinge um ponto de incapacidade física e motora, a dependência é revertida "Eu dependo só dos outros". O padrão inconsciente é evidente.

A fibromialgia obriga o doente a procurar compreender a forma como se relaciona com os familiares, tomando consciência das inúmeras obrigações nas quais se sentem aprisionados. ha uma parte que deseja ser amada, compreendida, aceita e apoiada pela família, mas existe uma outra que ambiciona ter liberdade de fazer o que lhes proporciona verdadeiro prazer. dependência emocional centrada na constante procura de reconhecimento e valor, paradoxalmente, os doentes com fibromialgia acabam por ser as pessoas que são mais criticadas, desvalorizadas e repreendidas pela família, porque não conseguem se colocar, mostrar seu valor.

Acreditam que não há como alterar essa situação que se encontra. Temem qualquer mudança e se conformam com a doença, pois mudar significa enfrentar e conhecer sentimentos, dúvidas e angústias e sonhos. recusam-se a estes confrontos e se sentem protegidos da vida pela dor, que justifica a paralisia.

Lembre-se: Nunca é tarde para agir e mudar o curso de nossa existência. Inicie uma nova trajetória, manifestando seu potencial, fortalecendo seu interior, aprimorando a capacidade realizadora e criando condições para se tornar uma pessoa realizada e feliz.

Para um tratamento eficaz, faz-se necessário uma bordagem multidisciplinar, com reumatologista, fisioterapeuta, psiquiátrico e psicoterapia. As atividades físicas, como caminhada, natação ou hidroginástica, são boas opções para a melhora. Alguns estudos mostram resultados positivos na prática da yoga entre os pacientes com fibromialgia. Posições suaves de yoga, técnicas de respiração e meditação apresentaram melhora significativa. O que se sabe com certeza, que o sedentarismo faz com que a musculatura se torna mais rígida e portanto ainda mais dolorida.
   

terça-feira, 3 de julho de 2018

Você quer mesmo ter um filho????

Você quer mesmo ter um filho???


          Gerar um filho traz um significado pessoal muito importante para a mulher, uma vez que a gravidez pode representar a confirmação de sua feminilidade.
            Apesar dos novos papéis que vem ocupando na sociedade contemporânea, a imagem associada à mulher-mãe ainda é muito valorizada e a maternidade continua sendo idealizada e compreendida como um salto qualitativo para a vida da mulher.(Barbosa e Rocha coutinho)
          A gravidez não é , de fato, a única maneira de realização da feminilidade, contudo, como apenas a mulher pode engravidar, a maternidade representa um traço absoluto que marca a diferença do gênero.
        Segundo a medicina tradicional chinesa , para que haja gravidez é necessário que a energia da mulher esteja em equilibrio.
         "Dentro de cada ser humano circular ambas as forças, já que elas são complementares. A energia masculina caracteriza-se pela objetividade, razão e foco em uma única direção. Já a feminina é subjetiva, emocional, com atenção possível para várias direções.
         Uma mulher pode usar sua energia masculina no aspecto profissional, sem perder sua identidade feminina. Do mesmo modo, o homem pode ser sensível e forte ao mesmo tempo. Este seria um exemplo de equilibrio entre ambas energias. O problema acontece quando a mulher como se distancia do feminino, tendo dificuldade em receber, seja afeto, gentileza... Perde a confiança na espera e no deixar acontecer. Reconectar com nossa fé interna e a sermos vulneráveis. isso faz parte de nós e não é significado de fraqueza. Lembrando que a receptividade da mulher não deve ser confundida com passividade paralisada. Há momentos que pedem energia feminina e outros a masculina, é preciso sabedoria e presença para nos conectarmos.
         Com este desequilibrio, podem aparecer os medos. Muitos medos são inconscientes, ou seja, a mulher nem percebe sua existência, mas eles estão lá, registrados, e podem atuar causando alterações hormonais que afetaria a ovulação e até mesmo provocando abortos espontâneos. O conflito que se dá quando a mulher conscientemente refere vontade em gestar, mas inconscientemente apresenta interdito , que se opo~e a esse movimento(medo de conseguir ser uma boa mãe, medo que os filhos fiquem desajustados, medo que o marido não a ame e nem a deseje mais, etc...)
        Mas um problema muito comum que agrava o problema da mulher engravidar, é a obsessão da mulher em engravidar, que faz com que suas vidas sexuais fiquem voltadas a este objetivo, cirando assim uma grande ansiedade. Por isso que fazer atividades relaxantes, como yoga e meditação sempre é recomendado, como conversar com um profissional ou outras mães para aliviar a tensão tão comum no período que resolveram engravidar.
       Cuidar de seus hábitos e o seu estilo de vida muito importante para esta fase. Alguns erros cometidos por alguns casais em seu dia-a-dia também prejudica a busca pelo sonho de ter filhos. O uso de alcool e tabaco em excesso afetam a produção de esperma. Segundo Cambiaghi, os homens devem limitar-se a 2 drinques 2 x por semana. Mulheres podem beber bem moderamente enquanto tentam engravidar e devem abster-se depois de conseguir. Para os especialistas, mulheres que fumam esgotam seus óvulos mais rapidamente do que mulheres que não o fazem. fumar altera a produção de estrogênio feminino. Estrogênio exerce uma função essencial na produção do muco cervical que ajuda o esperma chegar ao óvulo(Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi - ginecologista obstreta especialista em medicina reprodutiva).