domingo, 7 de abril de 2019

cutting ou automutilação

                                        CUTTING OU AUTOMUTILAÇÃO




      Ás vezes são cortes, outras vezes são queimaduras, e algumas vezes é o resultado de se coçar de forma contente e insistente com o fim de provocar uma ferida. São atos impulsivos e incontroláveis.
     Mas, porque alguém gostaria de se machucar intencionalmente?????
     É uma estratégia onde a dor serve como forma de extravasar, para aliviar as emoções negativas, a sensação de solidão, o vazio, o isolamento, para distrair a atenção de outros problemas, para diminuir os sentimentos de raiva, liberar a tensão ou controlar o pensamento acelerado(American Psychiatric Association) .                                                                                                                                                   Esta forma de autodestruição é uma adaptação ruim ao estresse ou aos desafios da vida, e é quase a mesma conduta de um viciado que procura consumir para "esquecer".
     Este comportamento, surge com maior incidência durante a adolescência, por ser um período de transição, e está associada a várias mudanças: psicológica, social, cognitiva e física.
     De uma forma geral  a pessoa que se automutila tem baixa autoestima. sente-se muitas, sozinho, angustiado, sem conseguir lidar com as situações que percepciona como geradora de stress(frustrações, desvalorização e rejeição).
      Dificuldade em exteriorizar as suas emoções e pensamentos, não verbalizando com ninguém, estes vão se acumulando e aumentando os níveis de angústia e frustração.
      Ao sentir a dor física, o nosso cérebro liberta neurotransmissores que "socorrem a dor", as endorfinas. Estas substãncias químicas, em excesso, podem causar dependência. como estes comportamentos não são controláveis pela pessoa, que sente, em simultâneo, necessidade de o praticar e vergonha/culpa, após o fazer. E com estes sentimentos , procura esconder o máximo, evitando a exibição de seu corpo, não indo a praia ou fazendo exercício fisicos, sempre de camisa de manga longa ou calça cumprida, mesmo diante de um imenso calor.
      Embora crescente na população adolescente, a automutilação também acontece com a população adulta. O advento das redes sociais e super exposição contribui negativamente para a expansão dessas condutas.
     Muitos acham que é para chamar atenção, que é uma fase, que isso vai passar , menosprezando este tipo de comportamento. sim, pode ser, mas junto existe uma dor real, um pedido de ajuda, que não está sabendo administrar. E pode passar? sim, mas pode evoluir, vai correr o risco?
     Por isso a importância de um acompanhamento psicológico.
     A Terapia cognitiva, por exemplo, é muito eficaz nestes casos. Porque irá fazer com que a pessoa entre em contato com seus pensamentos negativos, disfuncionais, as suas crenças limitantes, onde conseguira mudar sua percepção em relação a este comportamento disfuncional, mudando seus pensamentos e consequentemente seu comportamento. E como vive dentro de um sistema familiar, poderá ser necessário um terapia familiar, sendo levantado as problemáticas existentes e o confrontamento das mesmas, num lugar seguro com o profissional.
     Durante o tratamento, há a possibilidades de recaídas, daí a necessidade constante da pessoa evitar ser exposta a pensamentos de dor. Nem sempre uma recaída está relacionada com um problema grave, como a morte de um ente querido ou o divórcio dos pais, uma simples discussão pode desencadear níveis significativos de dor e sofrimento.
   

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